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Mosteiro Budista
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de Ajahn Jayasaro

em 28 Dez 2020

  (...anterior) No mínimo, podemos lembrar-nos de não cair na ratoeira de assumir que os rumores que estão de acordo com os nossos preconceitos sejam provavelmente verdade, e que os rumores que contradigam os nossos preconceitos sejam provavelmente mentira. Mais importante é, ao estarmos rodeados por tantas coisas que nos atraem, estarmos focados e sermos sábios nas escolhas que fazemos sobre aquilo a que prestar atenção. Muitos dos assuntos que põem as cabeças às voltas são tão importantes como um debate sobre as virtudes de Chang’e.

17/9/2019
A mente pode mudar tão facilmente. Pode, num momento, refletir sobre um ponto profundo do Dhammma e logo a seguir mudar para a divagação sobre o que fazer para o almoço. Pode mudar do elevado para o insignificante e o inverso, à velocidade de uma respiração. O corpo, contudo, não consegue mudar de forma tão extrema, num período curto de tempo. Há que ter isto em conta, sempre que a mente e o corpo se combinam para produzir uma emoção forte, o medo, por exemplo. A resposta mais vulgar ao medo é apenas dar atenção ao aspeto mental, com, por exemplo, de forma lógica, ou reconfortando-se. Esta estratégia pode-nos permitir libertar os pensamentos assustadores por algum momento. O problema está em que os fenómenos físicos que advêm do susto - batimentos cardíacos acelerados, a subida da adrenalina, etc. – ainda persistem e podem facilmente estimular uma nova rodada de pensamentos receosos. Assim sendo, o melhor é focarmo-nos na concentração da sensação física provocada pelo medo, no corpo todo. Com a mente centrada nesta tarefa, o corpo relaxa e os pensamentos receosos vulgarmente desaparecem por si só.

21/9/2019
As cerimónias são feitas com o fim de nos afetar emocionalmente. Os movimentos rituais, os cânticos podem provocar sentimentos inesperados de fé e inspiração num novo participante, e subsequentemente, desde o primeiro momento até se chegar ao Dhamma. As cerimónias fornecem um ponto de focagem que leva as pessoas a juntarem-se e obterem mérito. São o marco de acontecimentos importantes, sob formas memoráveis. As cerimónias formam uma ligação palpável a outras comunidades budistas, bem como a budistas de gerações anteriores. Contribuem para um sentido inspirador de tradição e cultura. As cerimónias dos Preceitos tanto formalizam como aprofundam o compromisso de levar uma vida social boa e preocupada. As cerimónias fúnebres podem providenciar um espaço de cura, onde se manifesta a dor e a separação, ou ainda para se entender profundamente as verdades da vida e da morte.
Há muitos mais resultados positivos que se podem obter das cerimónias budistas, mas não se garantem estes resultados como sendo obtidos pelas cerimónias em si. As cerimónias e os rituais podem apoiar as condições para o crescimento no Dhamma, mas podem também, caso não estejamos atentos, levar à superstição e ao apego. Compete-nos a nós cuidar das tradições com amor e sabedoria.

24/9/2019
Meditar sobre a lembrança das virtudes do Buda pode ser uma medida muito poderosa para purificar a mente dos seus obstáculos. Existem vários textos devocionais que fornecem temas inspiradores para esta contemplação. O meu favorito é Stapañcasalka: o ‘Hino ao Buda’ de Mātrceta, traduzido pelo Venerável Dhammiko. Eis aqui uma breve seleção de versos:
“Quando se compara com a Vossa calma equanimidade, a firmeza da terra parece o estremecimento da pétala de uma flor”
“Comparado com a radiância da Vossa sabedoria, que destrói a escuridão da ignorância, o sol não consegue sequer alcançar a luz de um pirilampo”
“Amoroso, mas tranquilo, brilhante sem cegar, gentil, mas forte. Quem não se sentirá inspirado só por Vos ver?”
“A alegria que se sente ao Vos contemplarmos pela primeira vez não diminui nem depois de Vos vermos centenas de vezes.”
“Embora tenhais preferido as delícias da solidão, a compaixão levou-vos a passar o Vosso tempo no meio das multidões.”
“Da Vossa boca, aprazível à vista, jorraram palavras aprazíveis ao ouvido, como néctar da lua.
  (... continua) 
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