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de Ajahn Jayasaro

em 28 Dez 2020

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“Aqueles que trabalham para o bem-estar do mundo, e aqueles de coração compassivo, o que poderiam eles fazer, caso Vós não tenhais mostrado o caminho antes?

28/9/2019
As novas pesquisas científicas concordam com os ensinamentos budistas. A dor não é apenas um fenómeno físico.
As perceções da dor, a compreensão do seu significado e as reações emocionais à dor, por exemplo, oferecem consideráveis contributos para a severidade dessa experiência. A dor extrema pode ser mais viável, se se mudar o enquadramento em que é sentida. O atleta e autor Christopher Bergland contou a sua experiência da corrida de 135 milhas (217km), na Badwater Ultramarathon, a temperaturas de 49º graus. Disse que às 100 milhas, a planta dos pés era uma enorme e dolorosa camada de bolhas, desde o calcanhar até aos dedos. Era como se corresse em cima de carvão em chama. Lidou com isso, imaginando que cada arrancada de dor que sentia, sempre que o pé tocava o chão, era na verdade a sensação de uma corrente positiva de energia que entrava no seu corpo. Visualizava-se a absorver a energia do centro da terra, transferindo-a para o sistema nervoso, e para os músculos.
“Em vez de pisar com leveza, ou pensar a dor de forma negativa, na verdade batia os pés com mais força e acolhia a dor como um símbolo da fonte externa de poder, vinda do centro da terra para o meu corpo, através dos pés…e entretanto cantava em silêncio “Bring it on!”( tragam mais disto!), enquanto investia para a frente.

1/9/2019
Constantemente esquecemos coisas importantes. Não me estou a referir a nomes, caras ou onde pus as chaves, por muito importantes que possam ser na vida diária. Estou-me a referir às verdades fundamentais da existência, tais como a impermanência e a frágil incerteza da nossa vida. Tanto das nossas ações e palavras mais disparatadas se fundamentam na sensação instintiva de que nunca morreremos. A imortalidade física é tão obviamente impossível, que não precisa de qualquer debate. Mas esquecemo-nos da nossa mortalidade, vezes e vezes sem fim. Raramente as nossas ações são a expressão da consciência de como as coisas são. É mais frequente sermos levados pela corrente da ignorância. Por vezes viramos as costas deliberadamente às verdades desconfortáveis. Mas o mais frequente é esquecermo-nos simplesmente. E é por isso que a prática budista enfatiza tanto o mindfullness.
A prática de mindfullness é uma prática para lembrar. Implica desenvolver a capacidade de manter em mente as simples verdades da vida, e consentir que elas informem a maneira como vivemos. Isto quer dizer, relembrar o contexto mais alargado da nossa experiência vivida sob as pressões, expectativas e tentações da vida diária.

5/9/2019
Na Tailândia é muito comum, para os mosteiros da tradição de Ajahn Chah, fazer um acordo com os hospitais locais para grupos de monges poderem assistir a autópsias. A experiência é muito forte, e pode ter um efeito galvanizador na prática de meditação dos monges, especialmente na contemplação do corpo. As visões e os cheiros deixam impressões prolongadas. Muitos médicos são praticantes apurados do Budismo. Mas muitos não o são. Na verdade, são muito poucos os patologistas que conseguem, pelo seu trabalho com os corpos, buscar um significado mais profundo na vida e na morte. É evidente que a proximidade com a velhice, doença e morte não desperta, só por si, a mente. Tem de existir uma disponibilidade e uma abertura para aprender com a experiência. Muita gente bloqueia as mentes e adormecem-nas no sentido de evitar verdades difíceis. Muitas outras adotam crenças confortáveis; outras – e isto tem sido sempre uma verdade para os soldados e estudantes de medicina – usam o humor para disfarçar a verdade. Como estudantes do Budismo temos de ser suficientemente corajosos, para abrir os olhos e permitirmo-nos tirar uma lição profunda daquilo que vemos.

Ensinamentos de Ajahn Jayasaro, monge budista da tradição Theravada, através do WhatsApp, traduzidos por Helena Gallis.





   
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