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Mosteiro Budista
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O Rosto e a Obra

de Maria Ferreira da Silva

em 31 Jan 2021

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MFS – Depois de ter arrumado tudo, estar com uma vida mais independente e os meus filhos também terem feito decisões importantes, os Mestres mostraram-me que poderia ser monja, retirar-me do mundo e que havia um mosteiro em Inglaterra para onde eu poderia ir.
Fiquei contentíssima porque era uma oportunidade única de me dedicar à minha vida espiritual. Os meus filhos compreenderam a minha decisão. Tive sempre a compreensão deles. Com isso nunca tive problemas.
Mas os Mestres não me contaram tudo, disseram apenas que era uma linha do Budismo, em Inglaterra e que era um mosteiro misto. E eu, sem conhecer mais nada e quase sem saber inglês, meti pés ao caminho e fui à Buddhist Society, onde me informaram que existia esse mosteiro e que se chamava Amaravati. Aquilo foi como música no meu coração. Aquele era o nome que eu procurava. E a partir daí fiz um desapego às minhas coisas. Desfiz-me de tudo e fui para Inglaterra. E é daí, que depois nasce o meu primeiro livro, “Maitreya Vem Com A Ordem Espiritual Portuguesa - Ordem de Mariz”. Nele narro o meu começo de vida com os Mestres. Como me apareceram e como me relaciono com eles, numa espiritualidade já mais profunda e consciente e depois porquê que eles me mandam ir para Inglaterra.
E, como em tudo na minha vida, quando decido uma coisa, decido-a profundamente, independentemente, se depois a vida evoluir noutras direcções.
Decidi que me casaria para a vida inteira, o que afinal não foi. E também o ser monja, senti que era uma opção para vida inteira e afinal não foi.
Ainda bem que eu faço isso, porque assim uma pessoa entrega-se totalmente à situação e só a partir daí é que pode viver as coisas intensamente.
Se estamos com um pé em cada lado, a pensar eu estou aqui a fazer o quê, se calhar não é para estar cá, não vamos a lado nenhum.
Eu mergulhei profundamente. E foi muito importante. Foi o princípio de uma missão, de que no fundo, também faz parte o ter estabelecido em Portugal, mais tarde, um Mosteiro Budista Theravada. Na altura não sabia que essa era uma das partes da minha missão.
Amaravati foi uma experiência única e muito boa no Budismo, contudo os Mestres Jesus, Morya e o Senhor Maitreya fazem parte da minha vida no dia-a-dia, todo o tempo, mas em Amaravati eu nunca falei sobre isso porque, naquele momento eu era apenas budista.
Contudo, ao final de meses, eu saio, porque tinha de sair. Os Mestres começaram a dizer-me que eu tinha mesmo de sair.
No entanto eu sentira-me tão bem lá, que achava que em Portugal fazia falta uma instituição destas. Perguntei então ao fundador destes mosteiros, Ajahn Sumedho, se era possível instituir um mosteiro em Portugal. Ele disse-me, que não tinha possibilidades, porque tinham poucos monges e naquele momento estava a designá-los para outros países onde já havia grupos de pessoas interessadas no Budismo.
E eu fiquei à espera, se calhar inconscientemente à espera que um dia isso fosse possível.
E voltei para Portugal para continuar a minha caminhada espiritual, que nesse momento passava por escrever e também divulgar os meus livros e dessa forma ajudar outras pessoas na sua caminhada, porque há vinte anos, pouco se fazia.
Hoje já há muita gente, como sabe. Dá-se aulas de meditação, dá-se aulas de tudo e mais alguma coisa, mas naquela altura não, era muito mais restrito. Portanto as palestras que comecei a dar e a falar sobre meditação, eram de facto quase uma novidade.
Havia já na altura a União Budista, mas à parte disso, poucas pessoas se aventuravam de facto a conhecer as filosofias da Índia ou do Budismo e a transmitir o seu ensinamento.
Havia o Pedro Teixeira da Mota, que já conhecia e que estava nesse percurso e já tinha ido à Índia também. Quando ele voltou começou a dar aulas de Yoga (§).
Pouco tempo depois da publicação desse primeiro livro, recebo a indicação dos Mestres de que devo ir ao Tibete e dessa viagem nasce o livro “O Avatara”.
  (... continua) 
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