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A Cosmogonia da Páscoa

de Lubélia Travassos

em 23 Mar 2021

  (...anterior) Subentende-se, que é onde todos existem para fazerem trocas de amor superior, e evoluir sem divisão de sexos, pois ninguém se irá juntar a ninguém, porque não pertencemos a ninguém!

Nessa citação, quando Jesus menciona aos Saduceus: «Não estareis vós enganados, por não terdes compreendido nem as escrituras, “nem o poder de Deus”?». Ele quer dizer, que “poder de Deus” é aquele que transforma, que sublima e que poderá levar os homens à ressurreição.
Convém salientar, ainda, mais uma questão, que não foi compreendida, quanto à ressurreição dos mortos, em que Jesus respondeu: «Deus não é Deus dos mortos, é Deus dos vivos». Na verdade, para a maioria dos cristãos esse assunto tem sido mal interpretado, é visto de maneira obscura, em que para eles “o homem morre, é enterrado e depois ficará no túmulo à espera do dia da ressurreição final”. De acordo com este ponto de vista, todos os homens que morreram, desde há milhões de anos, ainda continuariam à espera do momento da ressurreição.
Não é possível acreditar-se em tal ressurreição! Essas criaturas já não existem, depois de morrerem tudo se dispersa, restando apenas os ossos, que depois também se desintegram. Além disso, como seria possível ressuscitar todos esses seres que foram enterrados? Pensando bem, se admitíssemos isso, seria uma calamidade. Como poderia ser alguma vez possível aos juizes celestes julgarem todas essas gerações sucessivas de seres humanos, quando entre todos os que morreram já existiram tantas civilizações mais ou menos desenvolvidas e povos de todas as espécies de carácter e maneiras de ser díspares, que povoaram a humanidade? Aliás, nem é possível fazer-se um cálculo sobre a sua quantidade, nem haveria espaço para pô-los todos na Terra, no seu regresso.

Como se poderá constatar, a ressurreição dos mortos, depois de descansarem milhares e milhares de anos nos seus túmulos, tal como muita gente imagina, é inverosímil, não é lógica nem de bom senso. Teria, pois, sido mais fácil ter dado a todos esses seres condições de se redimirem e repararem as suas faltas enquanto vivos, mas, em vez disso, o que aconteceu foi enterrá-los.
Na verdade, chega-se à conclusão que não existe qualquer juízo final, o que há de facto é um juízo final para cada um de nós, quando morre, assim como quando está doente, que serve de condenação durante o curto ou longo período em que se está inactivo, para que possamos eliminar certas impurezas. É assim que actua a Inteligência Cósmica, apresentando-nos sempre qualquer pequeno contratempo ou sofrimento, porque, de algum modo, transgredimos outras leis devido aos nossos excessos. É, por assim dizer, uma preparação para o juízo final antes de morrermos. Da mesma forma, não se pode considerar a morte um julgamento absoluto. Quando morremos, o que morre e apodrece é o nosso corpo. O nosso espírito não morre, está sempre vivo e voltará à terra, após algum tempo, noutro corpo, porque o ciclo da vida continua.

Por conseguinte, a ressurreição é uma coisa completamente diferente daquilo a que os cristãos estão habituados a considerar. Ninguém depois de morto poderá alguma vez ressuscitar para ser julgado, visto não existir a ressurreição dos mortos, porque os mortos não ressuscitam. Quem ressuscita são os vivos, as suas almas, que já deixaram a roupagem do corpo físico, por que aquele corpo morto jamais ressuscitará. Deus não é Deus dos mortos. Deus é Deus dos vivos. E Jesus quando cita aquela passagem em que “...todos serão anjos (§) no céu”, quer dizer que é onde os seres humanos poderão evoluir. Então, se são anjos evoluídos não necessitam ser julgados. Portanto, os corpos que estão nos túmulos nunca poderão evoluir, estão mortos e desintegrados.
O que temos de compreender, na realidade, é que existe entre a morte e a ressurreição um enorme intervalo de tempo, durante o qual os homens terão de se transformar e evoluir, e para isso terão de reencarnar inúmeras vezes, partindo e regressando as vezes que forem necessárias, até se aperfeiçoarem e purificarem na escola deste mundo, e assim se transformarem em anjos, em seres perfeitos.
  (... continua) 
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