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A Cosmogonia da Páscoa

de Lubélia Travassos

em 23 Mar 2021

  (...anterior) É isso a ressurreição, que subentende a reencarnação; será desta forma que todos os seres ressuscitarão um dia.

Existem muitas passagens nos Evangelhos onde se menciona a reencarnação que, infelizmente, não é compreendida, nem ensinada pela Igreja, que ao não revelá-la torna os seus ensinamentos ineficazes. Dentre alguns exemplos dos Evangelhos, onde a encarnação é mencionada, há o Evangelho de São Mateus, onde no capítulo XI, Jesus, a propósito de João Baptista, diz: «E se quiserdes acreditar em mim, ele é o Elias que havia de vir. Quem puder ouvir que oiça.». Mais adiante no Capítulo XVII, quando os discípulos lhe perguntam: «Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?», Jesus respondeu: «Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram, trataram-no como entenderam. Assim também o Filho do homem terá de padecer às mãos deles.»
E segundo o Evangelista, os discípulos então compreenderam que se tratava de João Baptista, a quem lhe foi cortada a cabeça. Ele próprio, quando fora o profeta Elias, tinha mandado cortar a cabeça a quatrocentos profetas de Baal. Tempos mais tarde, quando Pedro estava na prisão, Jesus aconselhou-o: «Embainha de novo a tua espada, Pedro, pois aquele que mata pela espada, perecerá pela espada». No nosso dia-a-dia costumamos usar também um ditado muito conhecido, que se insere no mesmo contexto: «Quem com ferro mata, com ferro morre».

Voltando à ressurreição, Jesus disse: «Eu sou a ressurreição e a vida». O que significa que a ressurreição é uma forma de vida renovada, uma qualidade de vida mais pura mais intensa, uma vida superior, que poderá ser vivida igualmente pelo homem. Se Jesus ressuscitou, nós também poderemos acelerar esse processo, que poderá produzir-se um dia com toda a humanidade, quando atingir a perfeição. Não é preciso morrer fisicamente para ressuscitar. A ressurreição sempre foi ensinada nos Templos de Iniciação, e muitos seres já ressuscitaram, e todos hão-de ressuscitar. Ressuscitar significa deixar de ter os mesmos vícios, as mesmas fraquezas, as mesmas doenças e males. Viver uma vida espiritual intensa é preparar-se para ressuscitar.
De acordo com as leis espirituais, o homem possui sete corpos. Começando pelo mais denso e visível, até ao superior, temos: o corpo físico, o etérico, o astral, o mental, o causal, o búdico e o corpo átmico. Há uma correspondência e comunicação entre os quatro corpos mais inferiores – o físico (denso e visível), o etérico, o astral e o mental (estes três invisíveis estão sobremaneira ligados ao corpo físico), embora a maior parte das vezes não se encontrem na mesma fase de desenvolvimento. Contudo não estão separados uns dos outros, encontram-se ligados e actuam uns sobre os outros. Todavia, o corpo etéreo, embora não tenha o mesmo poder que os outros corpos, é o essencial para a vida. É graças ao corpo etéreo que o corpo físico possui a vida e a sensibilidade, e os dois estão ligados ao que nós chamamos o “cordão de prata”, que, por sua vez, possui quatro ramificações, que o homem traz consigo quando reencarna na Terra.

O corpo búdico é o do amor desinteressado, da beatitude e pureza absolutas. Cristo foi um exemplo perfeito do amor, do sacrifício e da pureza. Todo o discípulo instruído nessa ciência deverá procurar desenvolver sentimentos e desejos mais desinteressados e puros, a fim de poder alimentar o seu corpo etérico e búdico. Assim, através de um trabalho desinteressado, de sacrifício e de amor divino, o homem poderá construir o seu corpo de glória, amplificá-lo na luz e na beleza, e graças a esse corpo ressuscitar e tornar-se imortal. Desta forma, torna-se mais fácil compreendermos a ressurreição de Jesus, visto que Ele possuía todos esses conhecimentos. Ele podia alimentar divinamente tanto o seu corpo etérico como o corpo búdico, com pensamentos e desejos sempre luminosos e puros, que formavam o seu corpo de glória.
  (... continua) 
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