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Textos Sagrados são os registos que evocam o divino. Neste espaço eles irão testemunhar a reverência espiritual da humanidade, porque asseguraram e continuarão a assegurar, a herança que dirige o rumo da contínua evolução dos seres. A Sabedoria perene e a força espiritual irradiam através dos tempos, sob a égide de Escrituras Sagradas.


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Upanishada Amritabindu (Upaniṣad Amṛtabindu)

de Spiritus Site

em 06 Jul 2011

  Amṛtabindu situa-se entre os Upaniṣads mais antigos. Pertence ao Atharva-Veda. O seu ensinamento mostra o caminho que permite ao Jīva (Alma vivente) reconhecer a sua mais profunda e autêntica natureza e afirmar-se como supremo Brahman, Nirguṇa (Aquele sem Guṇas, o Absoluto).


1. A mente, pode ser pura e impura (suddham – Asuddham). A impura vem determinada pelos desejos, a pura carece deles.

2. A mente é para o homem a causa da sua escravidão e da sua libertação: quando se apega aos objectos dos sentidos é causa de escravidão; quando não tem relação com os objectos, é de libertação.

3. Desde o momento em que a mente, fica desvinculada do objecto sensorial, esse resultado é favorável à libertação; aquela assim privada do objecto representa a meta do constante desejo de libertação.

4. É necessário eliminar o apego dos sentidos aos objectos e voltar a situar a mente no coração; quando o Ātman chega a abandonar as modificações pensantes obtém o estado supremo.

5. Deve-se reabsorver a mente no coração até à cessação de sua actividade, isto é conhecimento e meditação, tudo o mais é exposição livresca.

6. Não é concebível nem inconcebível, é concebível e (ao mesmo tempo) inconcebível; compreendendo, assim se realiza o Brahman (sem qualidades, Nirguṇa).

7. O Yoga (§) para realizar o estado Supremo, realiza-se com o som completamente indistinto. Com o som indistinto favorece-se o estado de Ser e não o estado do não-ser.

8. Este (Ser) é com efeito Brahman indiviso, carente de diferenciação, sem mácula. Este Brahman sou eu mesmo (Brahmaham). Realizando esta consciência é-se Brahman, isto é certo.

9. Sem distinção, sem fim, inacessível à discursividade racional, não mensurável, sem origens; assim se faz livre o conhecedor do conhecimento.

10. Não existe morte nem nascimento nem um sādhaka que está em servidão, nem ninguém que deseje a libertação: esta é a suprema realidade.

11. Só existe o Ātman nos estados de vigília, sonhos e sono profundo. Aquele que saiba ir mais além dos três estados não conhecerá já (o conceito de) renascimento e portanto, de morte.

12. O único Ātman habita em cada um dos seres como a lua se reflecte com seus múltiplos raios na água. Vê-se como Uno o multíplice (segundo a posição consciencial).

13. Assim como podemos destruir o cântaro para o seu espaço interior, o mesmo ocorre com o Jīva, o qual pode ser assimilado a esse cântaro.

14. Suas diversas formas fragmentam-se continuamente como as do cântaro e, não obstante o Ātman vive eternamente.

15. Se permanecermos ofuscados pela māyā (ilusão) som - palavra, não habitaremos no Lótus do coração; eliminada a ofuscação, reconhece-se a unidade.

16. O som - palavra que não se destrói quando pára de soar é o Brahman supremo; que o conhecedor medite sobre o que não perece para realizar a paz do Ātman.

17. Duas são as ciências que devem conhecer-se: a de Brahman do som - palavra e a de Brahman supremo. Quem conhece bem o Brahman do som - palavra alcança também o Brahman supremo.

18. O conhecedor, depois de tê-los meditado, abandona os tratados do conhecimento inferior, como aquele que tira a casca, porque o que busca é o fruto.

19. As vacas possuem várias cores, mas o leite tem uma única. O conhecimento é como o leite e quem permanece fixado nas distinções é como as vacas.

20. Como a manteiga está escondida no leite, assim habita a inteligência em cada um dos seres. É necessário manifestá-la através da mente convertida em suspensão.

21. Tendo por bastão o conhecimento, devemos levar o fogo à extinção. Há que meditar: «Indiviso, imutável, pacificado, este Brahman sou eu mesmo».

22. Todos os seres habitam n`Ele e Ele em todos os seres. Aquele, oh Vasudeva, Sou Eu!
   


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