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Sistemas, tem a finalidade de contribuir para a divulgação das linhas de pensamento dentro das várias Religiões e Filosofias de todo o mundo, na compreensão de que todas partilham afinal uma linguagem comum.

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Avasthatraya

de Y. Subrahmanya Sarma

em 14 Set 2006

  Todas as escolas Vedānta concordam que o Sistema Vedānta, tal como se encontra nos principais Upaniṣads e elaborado por Badarayana nos seus famosos Sūtras, comporta grande importância com respeito à examinação dos Avastas, ou condições da vida conhecidas como, Vigília, Sonho e Sono sem sonhos. Existe no entanto, divergência de opinião, no que diz respeito ao propósito a que este exame se presta a servir, no sistema.

Avasthatraya - ou O Único Método do Vedānta

Com profundo respeito para com todos os Āchāryas, que sem dúvida têm o mesmo lugar meritório que nós no que respeita ao ministério efectuado para com as necessidades de inúmeras almas, eu proponho apresentar nestas páginas, quão verdadeira ‘varinha mágica’ este método de investigação se tornou, nas mãos daquele pensador sem igual, Śrī Śankarāchārya; porque, onde nenhum outro comentador viu mais do que uma confirmação da inerente fraqueza e desamparo do homem, como justificação para a sua eterna dependência a um Deus de escritura-revelada, que por graça exclusiva pudesse alcançar a salvação Post-mortem, este grande apóstolo do Monísmo Védico, por si só, visionou o método mais compreensivo imaginável, para demonstrar científicamente a identidade essêncial da alma humana com Brahman ou Existência Absoluta, Consciência e Glória.

Não é possível nem desejável, esse capítulo e verso ser aqui mencionado em toda e cada uma das exposições que aqui sejam feitas, de modo a convencer o leitor, de que Śaṅkara na realidade considerava o Método Avástico como possuidor de imensa importância para o Vedānta, como acima foi indicado. Será suficiente citar duas passagens típicas extraídas do Seu Bhashya sobre o Mandukya Upaniṣad com o Gaudapada-Karika – o mais pequeno dos dez principais Upaniṣads (§), que exclusivamente trata dos Avastas. Um leitor atento não falhará a significante notação com que Śaṅkara introduz o trabalho: -
“Isto é um sumário da essência de todo o ensinamento Védico.” Mais uma vez, ao introduzir o método Avástico, tal como proclamado por Gaudapada nos seus explanatórios Karikas sobre o Mandukya, o Āchārya assim observa:-
“As perspectivas das diferentes escolas, contradizem-se umas às outras e conduzem a Samsāra (transmigração), engendrando o mal do Amor e do Ódio; assim todas se enganam. Tendo mostrado isto pelos seus próprios argumentos, foi concluído que o Advaita, livre dos quádruplos defeitos já mencionados, assim como dos males do amor e do ódio, naturalmente conduz à paz e é, portanto, a única forma de ver correcta. E agora esta secção começa, de modo a dispôr o método peculiar desta filosofia”.
(IV-87 a 90.)

É de maior interese prático investigar acerca das características especiais do método, que o torna impossível de ser suplantado ou superado por outro qualquer. Em primeiro lugar, é o único método que considera a vida em todos os seus aspectos. Vigília, Sonho e Sono esgotam todas as manifestações independetntes da Realidade e, como Śaṅkara observa, “não existe nada além destes três, para ser conhecido, pois todos os postulados das diferentes escolas, estão compreendidos nestes”.

E, em segundo lugar, qualquer conclusão metafísica baseada na coordenação de experiências dos três Avastas, não é possível de ser desprezada pela simples razão de que, enquanto o desprezo só pode ocorrer no tempo, tal conclusão nos terá transportado para alturas onde o tempo é conspícuo pela sua própria ausência.
Como clarificação da segunda afirmação feita acima, será útil referir que, sentar à sombra do julgamento a respeito dos Avastas, na realidade assume um comportamento de auto-dissociação e objectivação para com qualquer fenómeno que seja. A condição do meu despertar, por exemplo, inclúi, nesta perspectiva, todo o universo das minhas percepções e conceitos, o universo inteiro contendo tudo aquilo de que eu tomo noção, tudo o que posso discernir ou imaginar ou conceber nesse estado; não meramente homens, animais e coisas, sóis, luas e estrelas (§), anjos (§), demónios e outros espíritos, ou até pessoas imaginárias, criaturas e coisas habitando mundos nunca concebidos em poesia ou ficção, ou creações de cérebros desenfreados, tal como o meu próprio corpo, mente, intelecto e ego também.
  (... continua) 
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