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A finalidade de “Sugestões de Leitura” é colocar em destaque obras, cujo valor espiritual merecem um olhar atento, mais profundo, em consonância com a temática da secção em que se insere.

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O Jainismo - A Mais Antiga Religião Viva

de Jyoti Prasad Jain

em 20 Nov 2006

  O Jainismo - A Mais Antiga Religião Viva, do conceituado autor Jyoti Prasad Jain, que dedicou grande parte do seu trabalho de investigação à filosofia Jaina, esclarecendo não só a bela doutrina dos renunciantes, os Digambara “os vestidos de espaço” e os Śvetāmbara, “os vestidos de brancos” (os nus e os vestidos), como recolocando o Jainismo no seu devido lugar de honra entre as mais velhas e nobres religiões do mundo.
A Colecção “Luz do Oriente”, de Publicações Maitreya, que oferece ao leitor uma especial e cuidada selecção de textos clássicos da literatura espiritual do Oriente, os quais se inserem nas temáticas religiosas, filosóficas e metafísicas, desde o Hinduísmo ao Jainismo e às diversas correntes do Budismo, acaba de editar a sua primeira obra, esta dedicada ao Jainismo, de Jyoti Prasad Jain.


Introdução

Drª Margarida Corrêa de Lacerda

A Civilização indiana tem sido através dos tempos de encanto para o mundo das culturas que com ela têm contactado, pela riqueza de elementos de toda a espécie, nomeadamente artísticos, literários, filosóficos, científicos, etnográficos, etc., etc. No capítulo que diz respeito à religião o seu conhecimento pelo Ocidente tem passado por várias fases, e continua a enriquecer-se com novos elementos que vão surgindo ao longo do seu estudo.
Há, certamente, um escolho com o qual os ocidentais sempre têm esbarrado no que se refere a dados históricos. É que na Índia, durante milénios, ninguém jamais se ocupou, em qualquer época, da sua multimilenária civilização, com o factor tempo; vive-se na eternidade.
O que provoca essa atitude deve ser, em grande parte, a crença na Alma eterna, que volta ciclicamente a manifestar-se em reincarnações sucessivas, no decorrer das quais evolui ao adquirir novas experiências, até atingir um nível espiritual tal, que se libertou finalmente das “cadeias do saṃsāra”, que até então a ligavam à manifestação física, obedecendo às duas leis eternas do “karma” ou seja, aquela à qual o Cristo comparou com a acção do semeador: “assim como se semeia assim se colhe” – e a dos renascimentos sucessivos até se atingir a “libertação”: mokṣa para os hinduístas, nirvāṇa para os budistas, kaivalya para os jainistas. São estas duas leis, a do karma – a de causa e efeito, e a da reincarnação, que estão na base das religiões da Índia.

Crê-se que foram, num passado longínquo, o Irão e a Índia invadidos, em vagas sucessivas, por um povo vindo do noroeste que a si próprio chamou ārya, isto é, nobre, respeitável, que teria levado consigo uma língua de civilização e uma religião naturalista e utilitária, que divinizava as forças da natureza, tinha o culto dos heróis e cuja cultura se assemelhava à dos povos europeus ou antiga Grécia, dos romanos, germanos e nórdicos.
O estudo desse encontro com o Oriente apaixonou a Europa culta de então. Estávamos a partir dos meados do século XVIII e todo o século XIX. Descobre-se o parentesco das línguas, depois ditas indo-europeias e nasce uma nova ciência – a filologia comparada.
Enfim, o estudo da religião desses tais āryas, que não deixaram deles qualquer outra notícia senão as suas “escrituras sagradas”, que não eram escritas mas sim transmitidas por via exclusivamente oral, de pais a filhos, durante milénios, das quais nem uma só sílaba podia ser alterada sob pena de maldição divina. E assim chegou aos nossos dias, uma tradição literária de 1028 hinos de louvor aos deuses, o Ṛg-Veda, o monumento literário mais antigo que se conhece em língua indo-europeia, assim como uma literatura abundantíssima e notabilíssima derivada da revelação divina, ou seja do “Veda”, a Sabedoria revelada aos Ṛṣis ou videntes de então. A religião dos āryas teria, durante o seu percurso até à Índia e já depois de aí estabelecidos, absorvido novos elementos das crenças dos povos com os quais foi contactando e crescendo “tal como uma árvore”, como se lhe refere K. M. Sen no seu livro “Hindouisme”.

Durante muito tempo se julgou terem esses tais āryas encontrado na Índia um povo em estado primitivo e que lhes teriam levado a civilização. Acontece porém que nos meados do século XIX, aquando da dominação britânica na Índia, foi todo o território dotado de comunicações ferroviárias e, ao construírem a via entre Multan e Lahore, no Norte da Índia, surgiram ruínas grandiosas de uma grande civilização de características urbanas desenvolvidíssimas e até se descobriu a existência da primeira escrita – ideográfica – na Índia, ainda hoje indecifrada…
Chamou-se a essa civilização, impropriamente, do Vale do Indo.
Ter-se-ia dado de facto, no passado longínquo, o encontro entre duas civilizações notáveis.
  (... continua) 
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