Homepage
Spiritus Site
Início A Fundação Contactos Mapa do Site
Introdução
Vários temas
Peregrinações
Agenda
Notícias
Loja
Directório
Pesquisa
Marco Histórico §
Guia de Sânscrito
NEW: English Texts
Religião e Filosofia
Saúde
Literatura Espiritual
Meditação
Arte
Vários temas
Mosteiro Budista
pág. 7 de 11
Viagem ao Tibete

de Maria

em 19 Mai 2019

  (...anterior)

No final da manhã compreendi uma das razões pelas quais os Mestres me tinham preparado tanto para a morte: o meu corpo sofria, mas o meu coração era um poço de serenidade, não me afligindo pelo estado débil, pelo contrário, pronta para desencarnar a qualquer momento. Começaram então os Mestres a emanar fortemente Amor, e a gratidão tomou conta de mim como num autêntico cântico de aleluia. Esta felicidade fazia-me chorar e quando cheguei ao quarto, ao fim da manhã, rompi em pranto (para grande espanto do Discípulo), não só pelo sofrimento físico, mas principalmente pela alegria da gratidão.
O ponto culminante e mais desgastante do meu karma desta viagem estava no auge, mas sentia-me etérica, leve, apenas espírito. Quanto à Presença tão forte da Hierarquia era uma dádiva que eu não esperava, nem pensava merecê-la.
Depois de comer alguma fruta e enquanto descansava, sentia ainda mais os Mestres e Deus e interiormente comecei a realizar a Alegria do Sacrifício.

Com forças físicas renovadas, e principalmente espirituais intensificadas, fui a caminho de outro mosteiro. No percurso continuei a sentir o estado de bem-aventurança e a realizar o Tibete interiormente, com grande êxtase. Nunca tive tanta força psíquica e interna para aguentar uma situação tão dramática fisicamente.
Agora ao fim do dia, apesar de todos os esforços estou ainda com uma grande lucidez mental. Sinto nesta cidade de Shigatzé o momento ou o começo de maior trabalho espiritual dos dois com os Mestres, de toda esta viagem no Oriente”.
22h.
“Jantar às 21h. Finalmente ao cabo de alguns dias senti por intuição o que o meu estômago aguentaria e comi uma refeição: ovos mexidos. Para os conseguir comer, tive de acompanhar com ananás, pois já os tinha banido dos meus hábitos alimentares. Foi com grande esforço que os engoli mas sabia que era preciso alimentar-me para repor energias. Enquanto comia, alguns tibetanos entoavam uma canção, por sinal bela que me pareceu, e simbolicamente interpretei, como um grito de liberdade. O Discípulo entretanto escrevia e os tibetanos acercavam-se para o ver escrever, não sendo a primeira vez que se mostram curiosos com a escrita estrangeira. Quanto ao ananás foi cobiçado e um até me pediu um pouco.
Em relação ao grupo da nossa viagem não está mal constituído: há um alemão, creio ser o mais materialista e o mais experimentado, não só pela idade como por já ter viajado muito. Não se interessa por conversas espirituais e fez especial amizade com um suíço. Deve ter quarenta e oito anos. Quanto ao suíço é mais sensível: olhos doces e introvertido. Tanto um como outro interessam-se especialmente pela arte, um dos motivos da viagem ao Tibete. O suíço interessa-se por espiritualidade, lê Rudolf Steiner (§) e tem cerca de trinta e oitos anos.

Há um jovem inglês (que me acompanhou na subida na montanha), transparente, de bom coração e também metido consigo mesmo. Por vezes dá-me ideia que se sente longe de todos e nada tem a ver com o grupo. Interessa-se por filosofias orientais e fascina-o o Tibete, onde pensa ficar e prosseguir a viagem depois para a China. É despretensioso e dorme muito durante a viagem. Não tem mais de vinte e cinco anos e leva “tshirt” com Tintim no Tibete. A Japonesa não dá muito para definir pois desde o princípio que está doente e pouco reage. Denota certa evolução espiritual, é delicada e é pela sua sensibilidade com certeza que está a ter problemas de saúde. Terá uns vinte e quatro anos. Quanto aos italianos, ele sabe o que quer, e tem boa vibração, com desenvolvimento do coração. Rondará os trinta e sete anos. Ela tem ar doce, força interior e coração desenvolvido. Terá trinta e três anos. Estão os dois por motivos espirituais. Mr. Gorky, o guia chinês é muito atencioso, simpatiza especialmente com o Discípulo e intitula-se seu discípulo.
Não sinto especiais afinidades com ninguém...

Amanhã viajaremos até Lhasa num só dia. Vamos passar outra vez por elevadas altitudes. Esta cidade, Shigatzé, é patrulhada pelos chineses por todo o sítio. O hotel é de chineses, os funcionários superiores são chineses pouco simpáticos, muito sisudos, com ar de desconfiados.
  (... continua) 
topo
questões ao autor sugerir imprimir pesquisa
 
 
Flor de Lótus
Copyright © 2004-2019, Fundação Maitreya ® Todos os direitos reservados.
Consulte os Termos de Utilização do Spiritus Site ®