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Textos Sagrados são os registos que evocam o divino. Neste espaço eles irão testemunhar a reverência espiritual da humanidade, porque asseguraram e continuarão a assegurar, a herança que dirige o rumo da contínua evolução dos seres. A Sabedoria perene e a força espiritual irradiam através dos tempos, sob a égide de Escrituras Sagradas.


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Bhagavad Gītā - XIV Capítulo

de Rājarāma Quelecar

em 08 Mar 2007

  A Bhagavad Gītā é uma das obras primas da literatura mundial e a melhor jóia da literatura indiana. A Gītā ensina-nos que a finalidade do homem é a sua espiritualidade e que todo o homem deve trabalhar sem esmorecer para alcançá-la utilizando para esse fim, todas as suas possibilidades, esclarecendo-nos mais as verdades superiores da filosofia e da religião, a conduta do homem na sociedade e a da sociedade humana no mundo cósmico.

A natureza e as suas qualidades
I
Śri Kṛṣṇa: - Vou-te introduzir agora, ó Arjuna, no conhecimento supremo, sabedoria em extremo, cuja integração conduziu muitos sábios à perfeição.

II
Recorrendo-se a esse conhecimento, os sábios identificam-se Comigo, e assim evitam o nascimento durante a criação universal e a aflição da dissolução do universo cósmico.

III
A Natureza é a matriz em que Eu projecto o gérmen para se desenvolver, e brotam dela todos os seres deste mundo, ó Arjuna!

IV
Ela é a mãe (§), origem de todas as espécies vegetais e animais, variadas que sejam, na aparência, as suas matrizes geradoras, e Eu, o pai que lanço sementes em todas elas.

V
As três qualidades Satva, Rāja e Tama, nascidas da Natureza, fazem aprisionar, no nosso corpo, o seu senhor imperecível, ó Arjuna!

VI
Dentre elas, Satva é o farol da luz e a fonte da saúde, que, pela sua pureza, prende o homem ao conhecimento espiritual e à bem-aventurança.

VII
Rāja tem por essência a atracção pelos objectos, que, gerando desejo, prende o homem à acção.

VIII
Tama envolve todos os mortais no véu da ignorância, arrastando-os à preguiça, à indiferença e ao sono.

IX
Em suma, Satva liga o homem à felicidade suprema, Rāja conduz à acção e Tama, cobrindo-o com o véu da ignorância, encerra-o na inércia, na apatia.

X
Umas vezes é Satva que predomina, vencendo as duas, Rāja e Tama; outras vezes Rāja domina Satva e Tama; ou Tama se eleva acima de Satva e de Rāja, ó Arjuna!

XI
Quando no homem os órgãos dos sentidos se mostram vivos e a inteligência é lúcida, deve-se compreender que na natureza dele há acréscimo da qualidade sátvica.

XII
A ambição, o dinamismo, a iniciativa da acção, a inquietação e o desejo, são sinais da predominância de Rāja.

XIII
A ignorância, a preguiça, a negligência, a aberração, tudo isto nasce quando o Tama predomina.

XIV
Quando a qualidade Satva persiste no homem até ao último suspiro, o seu espírito atinge o mundo dos sábios virtuosos, e lá retoma ele o novo corpo.

XV
Aquele que expira com a predominância da qualidade Rāja renasce no meio social activo e o de Tama no meio dos ignorantes e brutos.

XVI
O fruto das obras praticadas com rectidão (obras sátvicas) é a pureza de todos os sentidos. A dor é a consequência das obras rajásicas e a ignorância é o resultado da acção tamásica.

XVII
O conhecimento espiritual procede da qualidade Satva; a ambição nasce de Rajá; e a ignorância, a ilusão e a negligência provêm de Tama.

XVIII
A ascensão espiritual é apanágio do homem sátvico; a vida mundana cabe ao rajásico; o aviltamento é a sorte do tamásico, praticando actos indignos.

XIX
Quando o homem chega a conhecer, profundamente, que todas as acções, quer físicas quer morais, procedem das qualidades da Natureza e que, para além delas, existe o Supremo, que assiste a todos os mecanismos vitais, e se dirige a Ele, este atinge-Me;

XX
Quando o homem transcende as qualidades da Natureza que dirigem todas as actividades vitais, livra-se do nascimento, da decrepitude, da velhice, de todos os sofrimentos e da morte e chega à imortalidade.

XXI
Arjuna: - Dizei-me, Senhor, os sinais evidentes daquele que transcendeu as três qualidades da natureza. Como se porta ele? De que modo transcendeu ele essas qualidades.
  (... continua) 
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