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Textos Sagrados são os registos que evocam o divino. Neste espaço eles irão testemunhar a reverência espiritual da humanidade, porque asseguraram e continuarão a assegurar, a herança que dirige o rumo da contínua evolução dos seres. A Sabedoria perene e a força espiritual irradiam através dos tempos, sob a égide de Escrituras Sagradas.


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Bhagavad Gītā - Canto XVI

de Rājarāma Quelecar

em 03 Mai 2007

  «Na leitura da Bhagavad Gītā podemos encontrar a força catalizadora, razão da beleza desta obra que inspira; ora, coragem para a acção na vida nos momentos difíceis, ora, vontade para se encetar um caminho mais justo e correcto connosco e com os outros, ora, desejo de conhecimento para se ultrapassar a ignorância, ora, determinação para se embrenhar na floresta da mais austera renúncia. O conhecimento transmitido por Kṛṣṇa, é no sentido do aprofundamento interno e no conhecimento de Deus, que ele próprio personaliza ou representa. O divino encarna em Kṛṣṇa como salvador e a sua palavra é uma revelação. Sendo acessível a todos e seu ensinamento mostra os vários caminhos para chegar a um mesmo fim, fluindo pela corrente mais necessária daquele que busca e, que tem como objectivo de peregrinação terrena, a meta da libertação ou iluminação».
Maria


Espiritualidade e materialidade
I
Śri kṛṣṇa: - A coragem, a candura, a firmeza no Yoga (§) da inteligência, a beneficência, o auto-domínio, o sacrifício, a meditação, a ascese, a rectidão,

II
A não-violência, a verdade, a moderação, a abnegação, a acalma, a magnanimidade, a compaixão por todos os seres, a ausência da cobiça, a humildade, a consciência pura, o equilíbrio estável.

III
A energia, a indulgência, a paciência, a pureza, a tolerância, a aversão pela celebridade, todas estas qualidades são prerrogativas da espiritualidade no homem.

IV
A presunção, a arrogância, o amor-próprio, a cólera, a rudeza e a ignorância são atributos dos que propendem para a materialidade.

V
A espiritualidade conduz o homem para a sua libertação do mundo cósmico; ao contrário a materialidade para a escravidão desse mundo; não te aflijas, ó Arjuna, pois tu nasceste para a espiritualidade.

VI
São duas as constituições distintas dos homens que nascem neste mundo: uma propende para a espiritualidade e a outra para a materialidade. Já te dei os pormenores da primeira; compreende agora os da segunda:

VII
Os homens que tendem para a materialidade não têm o conhecimento da acção, isto é, não sabem eles o que é permitido e o que é proibido fazer; não têm a pureza dos costumes e são completamente ignorantes da verdade.

VIII
Dizem eles que o mundo é um acaso, sem leis nem ordem, e não admitem a existência de Deus, atribuindo a origem das criaturas à união sexual, que tem a sua base unicamente no desejo.

IX
E firmando-se nessa ignorância crassa, arruínam a sua alma e a razão e se tornam instrumentos da acção violenta, feroz e demoníaca da destruição do mundo e a sua ordem.

X
Orientados pelo insaciável desejo, esses arrogantes com amor-próprio, cegos de orgulho, mal dirigidos, persistem nas suas aspirações falsas e, obstinados, praticam actos indecorosos da dignidade humana.

XI
Imaginam eles que os prazeres sensuais são o único fim da vida, e com esta convicção firme se lhes prendem até ao momento da sua morte, com furor extremo.

XII
Presos por ambições desmedidas, devorados pela cólera e cobiça, dão-se aos ganhos ilícitos, sem se fatigarem, com o único fim de satisfazer os seus apetites baixos.

XIII
Cada um deles diz: «hoje eu ganhei tanto, amanhã satisfarei outros desejos; tenho esta riqueza, amanhã multiplicá-la-ei».

XIV
«Suplantei hoje um rival, amanhã vencerei outros. Sou o senhor, o fruitivo, o perfeito, o poderoso e o feliz».

XV
«Sou rico e pertenço a nobre linhagem, sou inigualável, farei o sacrifício, a caridade e gozarei». É desta forma que eles alimentam as suas ilusões.

XVI
Assim, alucinados pelas ideias egoístas, entregues à embriaguez de gozos sensuais, caem no inferno impuro dos seus próprios vícios.

XVII
Com orgulho e soberba, cheios de riquezas, oferecem sacrifícios e praticam caridade com o mero fim de ostentação, não seguindo a ordem prescrita em semelhantes actos.

XVIII
Na embriaguez do seu egoísmo, da força, da arrogância, cheios de desejos e cólera, odeiam os seus semelhantes, rebaixando desta forma o Deus oculto neles e em si.

XIX
E esses que odeiam o bem e Deus, tipos cruéis, os mais vis entre os homens deste mundo, dão contínuas reviravoltas na materialidade pela lei da acção por Mim regulada.

XX
E permanecendo na materialidade durante as suas vidas sucessivas, descem mais e mais e, enfim, perdem-se sem me atingirem.

XXI
O desejo, a cólera e a cobiça arruínam a alma humana; são três portas que se abrem para o inferno. O homem deve sempre evitar aproximar-se delas.

XXII
O homem que escapa a essas portas de trevas e segue o caminho do seu bem alcança a condição suprema, ó Arjuna.

XXIII
Aqueles que, rejeitando as leis da experiência dos sábios, seguem os seus apetites, não atingem a perfeição nem a felicidade suprema.

XXIV
Por isso, a lei deve ser considerada como a autoridade para decidir o que se deve fazer e o que se deve evitar. Tendo, primeiro, o conhecimento da lei prescrita, deves tu exercer as tuas actividades no mundo.
   


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