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Manter o equilíbrio psicossomático é possível através de certos requisitos, e de entre eles, a alimentação. A solução de doenças quando em curso, bem como a sua prevenção, passa por regras de nutrição, que afinal, deveriam já estar incluídas como imprescindíveis, ao bom funcionamento do organismo físico do ser humano.



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Bael

de Pushp K. Jain

em 02 Jan 2009

  Bael (Aegle marmelos) é uma árvore de tamanho moderado, fina e aromática com uma espécie de tronco canelado. Seus ramos têm espinhos fortes rectos e afiados. A casca é suave, cortícea, cinza claro e esfoliada em flocos irregulares. As folhas compostas com folhas triplas são salpicadas de glândulas transluzentes e são aromáticas. Flores grandes, de cor verde e branca com um perfume doce aparecem nas pâniculas dos pequenos axilares. Suas frutas são globóides, cinza ou amarelas com casca de madeira. Muitas sementes encontram-se dentro de sacos cobertos por uma polpa grossa de cor laranja.

A bola medicinal

Embora não haja variedades padrões, doze foram identificadas só nos estados da Índia em Uttar Pradesh e Bihar. Também, as variedades selvagens têm pequenos frutos em comparação às que são cultivadas.
O importante em bael é o facto de que ela cresce bem em vários tipos de solo e condições climáticas. Ela resiste à seca e ao gelo!
A árvore bael no seu estado selvagem cresce normalmente nos caminhos do sub-Himālayas e nas florestas secas caducas da Índia central e sul. Ela sobe a uma altura de 1200 metros nos Himālayas (§) do ocidente e também cresce nas ilhas de Andaman. Bael é plantada extensivamente perto dos templos hindus pelas suas folhas e madeira, usadas na oração.
Virtualmente, quase todas as partes da planta – sua fruta, raiz, casca, folha semente e até a casca são valiosas nos sistemas indianos de medicina. As frutas estão registadas na Farmacopeia Indiana.

A fruta verde ou meia verde é considerada como um adstringente, digestivo e bom para o estômago. A fruta é usada para diarreia crónica e disenteria, e dizem que actua como um tónico para o coração e cabeça. No tratamento posterior de disenteria bacilar, a fruta é um adjuvante bom porque ajuda a aliviar a prisão de ventre podendo impedir a cura de superfícies ulceradas dos intestinos.
Testes clínicos de fruta verde demonstraram actividade anti-virónica contra doença de vírus Ranikhet, actividade de hipo-glicemia e resultados importantes contra certos parasitas intestinais.

A fruta madura é comida fresca. A polpa diluída com água e a quantidade necessária de açúcar e tamarindo constitui uma bebida refrescante deliciosa.
Várias sementes, fibra, mucilagem e enzimas oxidantes estão presentes na fruta. Assim, para aumentar o paladar e a homogeneidade da fruta, é necessário adicionar à polpa 50% de água e aquecê-la até 70 graus Célsius mexendo constantemente para inactivar as enzimas e dissolver as gomas. A massa é depois peneirada enquanto quente para separar as sementes, mucilagem e fibra e é refrescada imediatamente para impedir a perda de paladar. A fruta fresca é altamente recomendada em casos de sprue, especialmente no início da doença.
A marmelada de bael é boa se consumida durante o café da manhã durante a convalescença de disenteria e diarreia crónica. Ela pode ser usada como preventivo durante epidemias de cólera. Também controla o crescimento de hemorróidas.

A raiz é um ingrediente de “Dasamula” isto é Dez Raízes, um dos medicamentos mais usados em Ayurveda. As raízes bem como a casca são usadas na forma de xarope como remédio para a melancolia, febres intermitentes e palpitações do coração. Os testes farmacológicos indicam que as raízes possuem propriedades anti-ameba e hipo-glicemias.
As folhas são amargas como febrifugo. Uma pasta feita de folhas é usada no tratamento de oftalmologia e úlceras. O suco dissolvido da folha é usado para tratamento de catarro. Dizem que a extracção fresca da folha reduz o período de convalescença de cólera ou diarreia colérica. Extractos aquosos e alcoólicos das folhas possuem um efeito cardio-tónico. A aegeline alcalóide, presente nas folhas, é eficaz na asma.

Dizem que as folhas são óptimas para casos de diabetes. A tomada regular do extracto do suco de folhas tenras é aconselhado nestes casos.
Tal é a eficácia de bael que a melhor bebida da manhã é água no qual as folhas de bael foram deixadas de molho durante a noite!
Não há dúvida, na realidade o bael é sagrado.

Nota do autor: Carakā-samhītā (1000 a.C.) diz, «O uso apropriado torna-se um bom remédio até se for tirado de um veneno, mas uma boa planta medicinal pode-se tornar um veneno se for usada de forma inapropriada».
   


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