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O Lugar do Homem nas Doutrinas Tradicionais

de Arthur Shaker

em 18 Jul 2009

  Este texto apresenta algumas proposições centrais das doutrinas tradicionais sobre o estatuto ontológico do homem no Cosmos e na sociedade. Evoca os paradigmas das tradições teístas, como o Judaísmo, o Cristianismo, o Islamismo, o Hinduísmo, as tradições indígenas ameríndias e africanas, e tradições não-teístas, como o Taoísmo e o Budismo.


A partir destas ontologias cosmológicas, examina as questões teóricas e práticas, e as consequências das perdas dessa compreensão no contexto da modernidade. Traz para a reflexão o significado da importância da recolocação desses paradigmas das doutrinas espirituais da humanidade. Aponta para o compromisso das Ciências da Religião, da Metafísica e da Teologia, bem como do conjunto das ciências humanas, nesse repensar ao nível intelectivo e seus desdobramentos para a existência humana contemporânea.

Palavras-chave
Homem, estado humano, intercessor,
cosmogonia, , doutrinas tradicionais, teísmo, não-teísmo
Metafísica, Teologia, Ontologia, Ciências da Religião
modernidade, sofrimento, ignorância, libertação

o Lugar do Homem nas Doutrinas Tradicionais
Que coisa é homem, que há sob nome? pergunta o poeta Carlos Drummond. Quem somos, o que nos constitui e como direcionamos nossa natureza humana para a realização espiritual são as questões fundamentais daquele que aspira ao caminho da Sabedoria e Iluminação. Para isto, vejamos o arcabouço explicativo das doutrinas tradicionais.

O lugar em que as doutrinas tradicionais colocam o homem dentro da existência fenomênica pode parecer a princípio algo bastante complexo e nem sempre unânime para um ponto de vista mais imediato e exterior. Nas tradições que explicitam uma Cosmogonia, parte-se do Princípio Supremo, o Absoluto, para a manifestação, que se dá segundo uma progressiva diferenciação que engendra os seres.

Na doutrina taoísta, o Absoluto como ponto de partida é referido como o Tao sem nome, Ch’ang. Do Tao sem Nome, o Zero, o Absoluto, surge o Um, a Unidade Primordial, o Ser como princípio de todos os seres. Para se manifestar, a Unidade se polariza, surgindo dois princípios, o pólo ativo designado por vários nomes conforme cada Tradição, como Purusha, Yang, o Céu, o Pai, a Essência, e o pólo passivo, Prakrti, Yin, a Terra, a Mãe (§), a Substância. Da união, casamento sagrado (hierogamós) entre os dois princípios brotam os dez mil seres, simbolizando a multiplicidade do mundo manifesto, como cardumes de peixes que pululam dentro das águas cósmicas. Da união dos pólos principiais brota a Existência cósmica, com sua hierarquia de estados do Ser, os seres, sem que estes princípios participem diretamente da existência. Suportam toda a existência, mas não existem como princípios puros dentro da existência fenomênica.

Estas primeiras considerações já descortinam a distância entre a concepção cosmogônica tradicional e as interpretações das ciências modernas. Estas reduziram-se a noções quantitativas, com as quais pretendem explicar a gênese do Universo, como a hipótese do Big-Bang e o evolucionismo, sob a alegação de buscarem o fundamento da Verdade na própria “matéria”, termo este que não aparece em nenhum corpo teórico tradicional, e que tem sido questionado também pela própria Física quântica sobre sua veracidade e significação.1

1-Sobre isto, ver Materia signata quantitate, cap.II, in Le Régne de la quantité e les signes des temps, René Guénon (§), Ed. Gallimard, 1945.

Nas tradições que explicitam a gênese da Existência, como o Hinduísmo, as tradições semíticas e muitas outras, o Homem é o intercessor, o Filho predileto deste casamento entre o Céu e a Terra. No Taoísmo, isto é simbolizado pela figura do Imperador, cujo ideograma é Wang. Neste ideograma, o traço horizontal superior designa Tien, o Céu; o traço horizontal inferior é Ti, a Terra; o traço horizontal mediano, que é menor, é Jen, o Homem primordial, e o traço vertical é o eixo transcendente.

Observemos que o ideograma Wang têm quatro traços.
  (... continua) 


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