Homepage
Spiritus Site
Início A Fundação Contactos Mapa do Site
Introdução
Sagrados
Sugestões de Leitura
Especiais
Agenda
Notícias
Loja
Directório
Pesquisa
Marco Histórico §
Guia de Sânscrito
NEW: English Texts
Religião e Filosofia
Saúde
Literatura Espiritual
Meditação
Arte
Vários temas
Mosteiro Budista
Em Especiais encontrarão temas que pela sua profundidade, merecem distinção e como tal são jóias preciosas para se guardar religiosamente no coração.

pág. 1 de 4
Um Apóstolo na Índia

de Maria

em 04 Set 2011

  A ida de S. Tomé para a Índia, apresenta-se, pois, como um acontecimento em si natural, na sequência do pedido de Jesus para que fosse a essas terras doutrinar. Ele levou o cristianismo original com influências obviamente judaicas, que acabam depois por se mesclar com as hindus.Os cristãos de S. Tomé foram os puros cristãos, os que ouviram as palavras daquele incrédulo Tomé, assim chamado por ter dificuldade em acreditar na presença do Mestre depois da sua ressurreição.

Muitos séculos depois de S. Tomé, as suas histórias e as notícias de Cristãos espalhados pela Índia ecoavam…

Há uma Igreja, edificada pelos portugueses sobre os restos da Igreja de S. Tomé, no Monte Grande ou Monte de S. Tomé, a alguns quilómetros de Madrasta. Em 1517 os portugueses vieram a este lugar dos cristãos de S. Tomé, por onde já havia passado Marco Polo, viajante veneziano, em 1271, e que ouvira dizer que Malavar era o lugar onde S. Tomé, um dos doze apóstolos de Cristo fora enterrado. Também Gaspar Correia, o historiador quinhentista, desde logo se interessa sobre a passagem de S. Tomé na Índia em 1521, e vai a Meliapor na companhia do Capitão Pêro Lopes de Sampaio, enviado pelo Governador de Goa. Assistiu ao levantamento das ruínas da primitiva Igreja e descreve minuciosamente o que nela encontrou, desde o material, aos enfeites e símbolos, entre os quais diversas cruzes que exemplifica com desenho na sua valiosa crónica “Lendas da Índia”.

Esta Igreja encontra-se em bom estado, pois tem sido restaurada sucessivamente, desce 1547, data do primeiro restauro português.
«Os Sagrados Evangelhos referem, que mandou Jesus Cristo a seus discípulos depois da Sua gloriosa Ressurreição, e vindo sobre eles o Espírito Santo, fossem pelo mundo todo pregar o Santo Evangelho e anunciar-lhes a palavra divina, e em cumprimento deste preceito, juntaram-se os apóstolos depois da vinda do Espírito Santo e compondo entre si o Credo ou Símbolo da Fé, que todos uniformemente haviam de pregar». Trecho extraído do livro Do Arcebispo Frei Aleixo de Menezes, de 1689.
Assim, refere Frei Aleixo de Menezes, que; «os Apóstolos repartiram entre si as províncias do mundo, a que cada um havia de ir pregar, e coube ao Apóstolo S. Tomé a parte da Índia Oriental, a mais remota de todas».
Segundo uma história, das muitas que fazem parte da vida de S. Tomé, havia um rei na Índia chamado Guduaphar do reino de Mazdai, que querendo construir um palácio, mandou um súbdito, de nome Habban à procura de um carpinteiro. Ele teria chegado a Jerusalém donde regressou com o Apóstolo Tomé.
Descreve assim, Frei Aleixo de Menezes, que o Apóstolo partiu de Jerusalém depois de passar várias províncias e de pregar aos Partos, Medos e Persas, atravessando a Arábia até embarcar para a Índia, e encontrou a primeira terra, a Ilha de Socotorá, a mais perto da Arábia, e que chamavam Félix. Outros dizem que partiu do porto da cidade de Baçorá, situada junto ao Rio Eufrates e, navegando pelo Mar Pérsio, chegou a esta Ilha que está na garganta dos mares que vão desembocar ao estreito do Mar Roxo, na qual pregou a muita gente a fé em Cristo, como impulsionando a edificação de igrejas, algumas das quais ainda (no séc. XVI) estavam de pé.

A Socotorá, por onde também já tinham passado Alexandre Magno e Marco Polo, aportou em 1506 Diogo Fernandes Pereira, comandante de Armada de navios que seguiam para a Índia, por ter sido apanhado por uma tempestade. Diz Gaspar Correia nas suas “Lendas da Índia” que, mais tarde, o rei D. Manuel mandou com Tristão da Cunha e Afonso de Albuquerque, frades da ordem de S. Francisco para fazerem mosteiros e ensinarem a gentes da terra, por ter informação de que ali estivera o Apóstolo S. Tomé.
Esta Ilha, depois veio a sofrer a invasão de povos islâmicos, mas, os naturais não perderam no entanto, o nome de “Cristãos que adoravam a Cruz (§)” e mantiveram certos ritos e cerimónias, jejuns, e orações nas igrejas.
É curioso como ainda hoje permanece a palavra “Descobrimentos” ou os “Portugueses descobriram”; o mais correcto seria dizer que encontraram terras e povos que a maior parte dos europeus desconheciam. Mas esses mares, há muito que eram navegados e as terras povoadas.
  (... continua) 
topo
questões ao autor sugerir imprimir pesquisa
 
 
Flor de Lótus
Copyright © 2004-2017, Fundação Maitreya ® Todos os direitos reservados.
Consulte os Termos de Utilização do Spiritus Site ®