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A finalidade de “Sugestões de Leitura” é colocar em destaque obras, cujo valor espiritual merecem um olhar atento, mais profundo, em consonância com a temática da secção em que se insere.

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Rumi - O Mundo Interior

de Rumi

em 05 Abr 2010

  Djalâl-ud-Dîn Rûmi nasceu em Balkh, no Khorassan, a 16 de Rabî’I 604 (30 de Setembro 120714). O seu pai, Bahâ ud-Dîn Walad, tornou-se célebre como teólogo e pregador. Denominaram-no «Sultân ul-’ulamâ», sultão dos sábios. Era
um mestre sufi com vasta audiência, e exerceu sobre Djalâl- -ud-Dîn – ao qual reconheceu a precoce santidade e a quem, por esta razão, chamava «Mawlânâ», nosso mestre –, uma profunda influência. A família teve que fugir por causa da invasão mongol e acabou, depois de múltiplas peripécias, por se instalar na Anatólia, em Konya.


A tradução que aqui apresentamos da principal obra em prosa de Djalâl-ud-Dîn-Rûmî, fundador da Ordem dos Derviches rodopiantes, é a primeira a surgir em francês. Existem diversos manuscritos desta obra. O mais antigo encontra-se em Istambul; contém 216 folhas, ou seja, 410 páginas. Fîhi-ma-fîhi termina na p. 193; o Kitâb al-Ma’arif do filho de Djalâl-ud-Dîn-Rûmi, Sultão Walad, vem no seu seguimento. O colofão (N. T.: inscrição no fim de manuscritos ou de livros impressos, com o local, impressor e data) tem a data de 1316. Foi escrito quarenta anos após a morte do Mestre e parece ter sido copiado de um manuscrito redigido por um escriba presente nas sessões em que eram anotadas as conversas. É o manuscrito asl, ou seja, o manuscrito de origem.

O segundo manuscrito encontra-se igualmente na Biblioteca Fatîh, em Istambul. Contém 170 páginas, e está datado de 4 de Ramadão (Ramadhan) de 751 (1350), ou seja, setenta e nove anos após a morte da Djalâl-ud-Dîn. Alguns ghazals e quadras do Mestre são acrescentados no seguimento desta cópia, da qual não fazem parte os Ma’ârif. Tem o título, não de Fîhima - fîhi, mas o de Asrâr-ul-Djalâlîya, «Os segredos de Djalâlud - Dîn». Este manuscrito é igualmente muito importante por ter sido certamente copiado de um manuscrito feito em casa do Mestre de Konia. Trata-se do manuscrito Ha.

Um terceiro manuscrito, que não parece tão autêntico como os outros dois, da biblioteca Sulemaya de Istambul, sem data, é do final do século VIII da Hégira (final do século XIV).

O quarto manuscrito, escrito em meados do século XV, sem os Ma’ârif, encontra-se na Biblioteca Nacional de Teerão.

O quinto manuscrito, escrito em 888 da Hégira, pertence ao professor Forûzânfar, a quem se deve a edição de Fîhi-ma-fîhi em Teerão, em 1952. Uma edição, com bastantes erros, apareceu na Índia em 1928.

Sobre a capa do primeiro dos manuscritos que mencionámos, aparece o título de Kitâb Fîhi-ma-fîhi (O livro de Fîhi-ma-fîhi). A palavra «Kitâb» caiu em desuso e restou apenas Fîhi-ma-fîhi. Este título não foi, com toda a certeza, dado a esta obra no tempo do Mestre, pois o segundo manuscrito chama-se Asrar-ul-Djalâlîya. Mas foi sob o título de Fîhi-ma-fîhi que passou à posteridade. Estas três palavras foram retiradas de uma quadra de Ibnul-’Arabî, o grande poeta místico que morreu em Damasco em 1240, e que Djalâl-ud-Dîn reencontrou, sem dúvida, nesta cidade. Este poema encontra-se nos Futûhât-al-Makkîya (ed. Bulak, 2º livro, p. 777): diz-se que aquele que compreende este significado possui a jóia da vida».

Como traduzi-lo? Literalmente, Fîhi-ma-fîhi quer dizer: «Ali dentro está o que lá está» ou «Isso contém em si o que contém em si», «Contém o que contém», ou ainda «Tudo está ali».1 Podemos interrogar-nos sobre o sentido que convém dar a esta expressão. Sem dúvida, o que parece aproximar-se mais do pensamento de Djalâl-ud-Dîn Rûmi é tratar-se de um ensinamento espiritual à altura daquele que o recebe: este último encontra aí apenas o que é capaz de aí descobrir. Sublinhámos algures a necessidade de tal receptividade do discípulo a respeito dos conselhos do seu mestre. «As palavras», está dito em Fîhi-ma-fîhi, «podem apenas despertar um eco em vós. Elas são apenas «a sombra da realidade... um pretexto». Elas adaptam-se à capacidade do ouvinte: 4 «Nós esperamos», acrescenta, «que escutem estes ensinamentos com o vosso ouvido interior».
das palavras», a única disponibilidade, ou possibilidade de acolhimento, não basta: impõe-se um esforço, um passo, primeiro passo que já faz daquele que interroga – ou se interroga – um peregrino, sâlik, da Via. «Como poderá alguém chegar à pérola olhando simplesmente o mar? É necessário um mergulhador para encontrar a pérola».

Djalâl-ud-Dîn Rûmi nasceu em Balkh, no Khorassan, a 16 de Rabî’I 604 (30 de Setembro 120714). O seu pai, Bahâ ud-Dîn Walad, tornou-se célebre como teólogo e pregador. Denominaram-no «Sultân ul-’ulamâ», sultão dos sábios.
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