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Sistemas, tem a finalidade de contribuir para a divulgação das linhas de pensamento dentro das várias Religiões e Filosofias de todo o mundo, na compreensão de que todas partilham afinal uma linguagem comum.

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Tradição Espiritual Portuguesa

de Pedro Teixeira da Mota

em 09 Mai 2011

  Ora hoje ainda que sejam poucas tais almas, capazes de colher no passado as raízes «para dar à nova luz do futuro a sua flor espiritual», pois «renascer é dar a um antigo corpo uma nova alma fraterna, em harmonia com ele», há ainda assim que tentar chamar a sociedade portuguesa ou, já alargada, a lusófona «desperta à sua própria realidade essencial, ao sentido da sua própria vida, para que ela saiba quem é e o que deseja. E então poderá realizar a sua obra de perfeição social, de amor, de justiça, e poderá gritar entre os povos: Renasci!» Há que lutar por «esta obra sagrada», que compete sobretudo aos «portugueses que encerrem no seu ser uma parcela viva da alma da nossa Pátria». Mas haverá ainda muitos e capazes de se unirem criativa e libertadoramente? Quantos já não se desiludiram dela pelas caricaturas ou mentirosas figuras que os diversos representantes nacionais têm feito?

Da Tradição Espiritual Portuguesa

Presente nas Sementes e Claridade da Revista a Águia


Quando contemplamos a claridade da revista A Águia, publicada sobretudo no Porto entre 1910 e 1932, e a qualidade dos seus intervenientes, discernimos que muitas das sementes colhidas e lançadas então no húmus das almas e das páginas estão ainda hoje prontas a frutificar...

Tal como na agricultura as sementes, sobretudo dos cereais, têm um ciclo longo para germinarem, também a Logocultura detém em si e permite que, passados tantos anos do aparecimento da Águia (com os seus 205 números), não só outras revistas e projectos se tenham erguido na sua senda, tal como a Seara Nova (1921), Portucale (1928), Princípio (1930), 57 (1957), Espiral (1964), Nova Renascença (1980), Leonardo (1988), Teoremas de Filosofia (2000) e Nova Águia (2008), mas que, sobretudo, nós seres do 3º milénio possamos levar mais adiante algumas das intuições e impulsões dos mestres da Águia, que nos contemplam agora da Terra Lúcida e esperam animicamente aperfeiçoamentos e finalizações.

É em verdade na comunhão com a história criativa portuguesa, com o Espírito Divino e a sua Teologia ou Filosofia Perene, e com os que já partiram e os espíritos angélicos, que se consubstancia a Tradição Espiritual Portuguesa e a sua grande Alma e Ordem. É neste sentido que ideias, intuições, interrogações e desafios lançados por mestres ou discípulos como Leonardo Coimbra (§), Pascoaes, Jaime Cortesão, António Carneiro, Sampaio Bruno (§), Fernando Pessoa (§), Junqueiro, Jaime Magalhães de Lima, Gomes Leal, Teixeira Rêgo, Rafael Ângelo, António Sérgio, Sant'Anna Dionísio e Agostinho da Silva permanecem, no corpo místico de Portugal e da Humanidade, abertos ao aprofundamento e à realização que cada um de nós lhes pode dar libertadoramente...
As linhas que se seguem são também uma homenagem aos principais animadores da centenária revista (entre os quais, Álvaro Pinto, o fundador, director e proprietário da 1ª série) e que, dando o que deram, merecem a nossa gratidão e evocação divina, onde quer que estejam...

Como sabemos, as vicissitudes do movimento da Renascença Portuguesa e da sua revista foram muitas, marcadas pelas cinco séries e respectivas direcções, destacando-se as dificuldades causadas pela Grande Guerra e a instabilidade política, passando mesmo a impressão e edição para o Brasil, de 1920 a 1921, iniciando-se a 3ª série em 1922, no Porto, dirigida já não por Teixeira Pascoaes e Álvaro Pinto mas pelo filósofo ígneo Leonardo Coimbra.
Ao lermos os primeiro textos, e sobretudo os manifestos fundadores da 2ª Série, observamos uma forte consciência de que a Pátria estava a renascer e que era preciso congregar as energias genésicas de alguns pensadores para darem dignidade, sentidos e orientações. Certamente que no século XXI, com um Portugal cada vez mais empobrecido pelos partidos e dirigente políticos que o têm governado, a ideia de Pátria ou mesmo de grande Alma Portuguesa, inserida na Comunidade Europeia uniformizadora e dissolutora das especificidades culturais ou mesmo salvíficas e realizadoras nacionais, é em muitos aspectos cada vez menos substancial e profunda, pelo que o nosso quotidiano terá de ser o de um esforço permanente contra a grande massificação e manipulação a que estamos sujeitos enquanto cidadãos governados, ou receptores e transmissores de informação ou ainda trabalhadores-consumidores. Dentro do quadro actual de falência do modelo de sociedade, salvaguardado pelo bode expiatório da crise, realcem-se porém as tentativas de resistência, renovamento ou alternativa, entre as quais as da revista Nova Águia, actualmente viva.
  (... continua) 


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