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Pétalas

de Maria

em 15 Fev 2019

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Todas as religiões e sistemas filosóficos da Índia se concentram em redor da transcendência do Ser. Quem sou Eu? Quando começou e onde acaba a realidade da existência da vida? Onde estão os limites? Trata-se de questões para nos entendermos a nós próprios, e de que maneira podemos dominar a transitoriedade que nos escapa a todo o momento e à qual reagimos. Dão a chave de como ultrapassar o sofrimento, pelo conhecimento directo da realidade da existência. Estas filosofias têm este domínio como arte.

Começando pela Bhagavad Gītā (§), ela contém, já em si, várias correntes filosóficas numa assombrosa e magistral síntese; Jñāna Yoga (§), o Yoga do Conhecimento; Bhakti Yoga, o Yoga da Devoção, Karma Yoga, o Yoga da Acção e o Rāja Yoga, o Yoga da Auto-realização (que se diz Rāja, Real, porque engloba todas as outras); inclui ainda a filosofia do Vedānta, Dvaita e Advaita, dualista e não dualista; Sāmkhya e Jainismo, duas das mais antigas filosofias da Índia, baseadas na renúncia, sendo o Jainismo, fortemente enraizado na doutrina da não-violência, sem que qualquer de todas estas correntes mencionadas, se sobreponha como a melhor ou a mais importante.

Apresenta-se de facto, um ensinamento adequado a cada estado de consciência dos seres, começando por ser uma incitação à acção, onde Kṛṣṇa auxiliando Arjuna o impele à coragem e ao dever e acaba explanando todo um contexto filosófico e espiritual de grande profundidade, assente sem dúvida, em toda a nobre filosofia da Índia, onde encontramos capítulos como a devoção, louvores à Natureza, apelos à dignidade e ao dever, etc.

Na leitura da Bhagavad Gītā podemos encontrar a força catalizadora, razão da beleza desta obra que inspira, ora coragem para a acção na vida nos momentos difíceis, ora, vontade para se encetar um caminho mais justo e correcto connosco e com os outros, ora desejo de conhecimento para se ultrapassar a ignorância, ora determinação para se embrenhar na floresta da mais austera renúncia.

O conhecimento transmitido por Kṛṣṇa é no sentido do aprofundamento interno e no conhecimento de Deus, que ele próprio personaliza ou representa. O divino encarna em Kṛṣṇa como salvador e a sua palavra é uma revelação. Sendo o seu ensinamento acessível a todos, mostra os vários caminhos para chegar a um mesmo fim, fluindo pela corrente mais necessária daquele que busca, e que tem como objectivo de peregrinação terrena, a meta da libertação ou iluminação.

A Eternidade

A contagem do tempo dentro da vida humana contribui para a ilusão da finitude. No espaço cósmico infinito onde está o tempo? Haverá outras dimensões de tempo? De facto, o tempo não existe, ele é apenas um conceito delimitando as fronteiras da mente.

O conceito que temos de que o Sol nasce e se põe apenas resulta do movimento da Terra à volta do Sol, dando-nos uma realidade aparente, mas verdadeiramente é apenas um conceito científico, pois o Sol só desaparece para um dos lados da Terra permanecendo indiferente aos seus efeitos e, se ultrapassarmos com a nossa mente ou Consciência mais alargada, essa barreira das portas do tempo, compreendemos a infinitude da vida face à limitação do tempo e espaço a que a matéria nos confina. Também as fases da Lua derivam desse movimento já que ela se mantém imperturbável no seu percurso cósmico. Contudo, a vida na Terra é desta ilusória aparência que se desenvolve, guiando-nos com os dias e as noites, as semanas, os meses e os anos. O tempo regido pelo movimento do Sol do qual dependemos é o principal factor de ilusão.

Elevada a mente ao infinito, ou seja, para lá da limitação da vida na Terra, o tempo não existe da mesma forma, ou a existir será de uma forma mais vasta para distâncias incomensuráveis, onde contagem de dias ou anos se esfumam no espaço. Vivemos realmente, no intemporal cósmico, pois fazemos parte de um Universo Eterno, isto no sentido de não sabermos o seu começo nem o seu fim.
Publicações Maitreya, 2011
   
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