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A Via da Vigilância Interior - 1º e 2º Capítulos

de Edward Salim Michael

em 29 Jan 2012

  Pode ser bem verdade que a queda do ser humano tenha acontecido quando se deu o esquecimento de si próprio. Ou seja: esqueceu o seu Ser Superior, a Origem misteriosa de onde proveio. Quanto mais se esquecia de si próprio, divorciando-se da sua verdadeira identidade, mais inevitavelmente se afundava nos planos inferiores de sua consciência, vivendo no seu nível mais baixo, até ter chegado o tempo – exclusivamente pela lei cósmica da atracção e da gravitação – de não lhe ser possível manter-se nos domínios elevados do seu ser, acabando por ser expulso da sagrada morada interior, do seu Nirvāṇa, seu Jardim do Éden. Depois disso, começaram os seus infortúnios, assim que se tornou num eu exilado individualmente – tornando-se um problema para si próprio, para o ambiente e para o planeta em que vive.

O nascimento e o esquecimento de si próprio

A cada nascimento, o ser humano começa a sua existência terrena, em estado de consciência puro e limpo, ainda ligado à fonte santificada de onde se originou. Mas, consoante cresce em condições exteriores discrepantes, e ficando desde o início sujeito a influências desfavoráveis, começa a esquecer a sua verdadeira identidade. Por fim, tal como os seres à sua volta espiritualmente atrofiados, também ele esquece por completo o aspecto mais elevado da sua natureza, e começa a parecer-se com eles em todos os aspectos e pormenores. Dessa forma, repete-se misteriosamente o mesmo estranho drama da queda espiritual do homem, de cada vez que nasce uma criança.

As lutas espirituais e os repetidos esforços de presença interior do pesquisador representam o preço que terá de pagar, agora, para regressar ao seu estado primordial; esforços que tem de fazer continuamente, até ao momento do merecido direito de morar conscientemente no vasto silêncio sagrado da sua sublime natureza. Daí, regressará ao estado santificado de contemplação de seu Verdadeiro Ser – tal como uma criança recém-nascida ainda o faz, de alguma forma, no momento do seu nascimento.

Só quando o buscador usa de imensos e sustentados esforços para estar verdadeiramente “presente” em si próprio durante as experiências espirituais – uma presença que, se autêntica, ao princípio só pode ser mantida por breves períodos de tempo – é que o seu estado normal de ser e o sentimento habitual de si próprio, por fim desaparecerão, e outra forma de consciência com um sentimento bem diferente de si próprio surgirá em primeiro plano, de forma gradual ou repentina, dependendo da sinceridade e do nível do ser.

Na sua condição habitual, pode nem saber nem compreender este tão elevado estado. Consoante vai fazendo esforços cada vez maiores, de forma firme, porém, delicada, para manter esta presença fora do comum dentro de si durante a meditação e práticas espirituais, o sentimento de uma consciência rara e vasta revelar-se-á à sua visão interior. Quando este estado incomum de consciência e de ser se manifesta, fazendo-se sentir de forma verdadeira e sendo reconhecido como algo pertencente à sua Realidade Divina, os esforços do aspirante deverão mudar para os de rendição e de entrega total de si próprio. Contudo, ao mesmo tempo, deve ser cauteloso para não se afundar numa espécie de torpor, que por vezes, pode tomar formas tão subtis, que são difíceis de discernir, mas antes, ser activamente passivo, atento perante este seu novo sentimento do Sagrado, ou dito desta forma – “há que deixar fluir”.

Só um esforço consciente e intenso de presença interior pode tornar possível a revelação do Impessoal na visão interna do pesquisador, e ser reconhecido, como um estado sagrado de consciência extraordinário, um estado de tomada de consciência vasto e imparcial, testemunhado silenciosamente. Neste estado, não existe dualidade, apenas existe a Unidade omnisciente na qual ele se funde.

A atenção e sua importância

A atenção humana é o tesouro mais precioso que o homem tem. Na vida, o seu objectivo, força e importância podem não ser muito óbvios, pelo facto de o seu uso prolongado, habitual e instintivo ser geralmente tomado como garantido. Todas as criaturas vivas, incluindo o ser humano, dependem completamente da atenção para a manutenção e salvaguarda das suas vidas terrenas. Sem que, conscientemente, se apercebam, a própria vida exige-lhes continuamente a sua atenção, para se protegerem em condições climatéricas rigorosas, doenças, fomes e vários outros riscos – sem esquecer toda a extensão para que são constantemente solicitados, pelos inumeráveis desejos sexuais e a necessidade de os gratificar.

Nos planos mais elevados da vida, a atenção humana joga um papel especialmente vital nas criações artísticas e na descoberta de verdades matemáticas e científicas.
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