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A finalidade de “Sugestões de Leitura” é colocar em destaque obras, cujo valor espiritual merecem um olhar atento, mais profundo, em consonância com a temática da secção em que se insere.

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A Essência Exacta da Realidade

de Baljita Nath Pandit

em 17 Mai 2015

  Abhinavagupta foi um dos mais proeminentes filósofos da Índia. Viveu entre os séculos X e XI da nossa era, em Cachemira a qual na época se encontrava num grande esplendor intelectual, cultural e espiritual. Além de filósofo metafísico era um grande místico e conhecedor das mais diversas correntes filosóficas-religiosas, que enriquem a Índia. Brāhmane erudito com uma vasta cultura tinha o conhecimento dos Vedas mas também do Budismo que já havia brilhado em Cachemira. Abhinavagupta, no entanto, seguiu a tradição shivaita, sistema não dualista e nesta forma expôs a sua vasta obra, sendo o Paramārthasāra, aquela que fundamenta os princípios básicos do “Shivaísmo de Kāshmir”. Abhinavagupta considerado um verdadeiro sábio, devido à sua concreta realização espiritual, tinha ao mesmo tempo, um completo conhecimento dos textos sagrados, das práticas e técnicas de Yoga, ao qual se aliavam as capacidades de transmitir o ensinamento suficientemente claro e lúcido. O fim último que se encontra na sua bela obra o Paramārthasāra é a obtenção da libertação por identificação com o Divino Absoluto. Fundou escolas e formou muitos discípulos à época em Cachemira.

A Essência Exacta da Realidade no Paramārthasāra de Abhinavagupta (§)

Esta obra, o Paramārtasāra, comporta a realidade metafísica e ontológica do Shivaísmo de Kāshmir, a teoria básica da causalidade e toda a manifestação em forma de reflexão, fonte de todos os fenómenos do universo. Por fim, aponta para a libertação e seus significados e uma variedade de passos práticos que a ela levam.

As filosofias shivaita e shakta de monismo não são de todo duas escolas de pensamento diferentes. A Verdade Última é ambas, Śiva e Śaktī, que Deus e a Sua Divindade são uma, mas é compreendida e ensinada nessas duas orientações. Deus é o tal absoluto e puro Eu-consciência que transcende todos os fenómenos materiais e mentais e brilha através do esplendor psíquico dessa consciência. Ele está sempre consciente da Sua Divindade e tal consciência torna-O activo em direcção à sua manifestação exterior que resulta em mostrar todas as Suas actividades divinas. Ele é Śiva quando pensou sobre o Seu aspecto transcendental de pura Consciência do Eu. Ele é Śaktī quando contemplou sobre as Suas divinas actividades de criação, preservações e absorções de todos os fenómenos e revelação da Sua natureza de pureza e divindade. Shaktismo e Shivaísmo são apenas dois lados de uma e mesma filosofia, o primeiro dando mais importância à sādhaṇa prática e a segunda à teoria filosófica.

Quando Deus inspira de forma transcendente o conhecimento real e correcto em todos os seres, eles reconhecem e vêem-se a si mesmos como nada mais do que Deus Todo-Poderoso, Ele mesmo, brilhando nos Seus dois aspectos acima mencionados de Śivahood e Śaktīhood. Isto é a pratyabhijñā ou o reconhecimento do ser como definido no Shivaísmo de Kāshmir. No mesmo pratyabhijñā da real natureza e carácter do ser é o fim objectivo de todas as práticas do Shaktismo que aceitam os princípios filosóficos do Shivaísmo. Todos os autores shivaitas e professores adoptaram métodos śaktas de sādhaṇa para um rápido auto-reconhecimento. Shivaísmo e Shaktismo são assim apenas duas visões de uma mesma filosofia, a primeira dando grande importância ao conhecimento teórico e à Verdade e, a segunda, a essa prática sādhaṇa que ambiciona como resultado final a auto-experiência da Verdade.

Tradução de Idalina Fernandes

B. N. Pandit é uma autoridade no Shivaísmo de Kāshmir. Ele era Leitor em (ou, de?) Sânscrito na Universidade de Jammu. Já publicou várias obras em Inglês, Sânscrito e Hindi. A Sua Enciclopédia “Shivaísmo de Kāshmir” servirá para estudiosos de (ou, em?) vários séculos.
   


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