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o Magnetismo e a Unidade de Consciência de antero de Quental

de Pedro Teixeira da Mota

em 03 Abr 2016

  Antero, perscrutando o invisível, pintado segundo os sensíveis olhos do 2º Visconde de Menezes
Numa carta a Carlos Cirilo Machado (1865-1919), enviada da Vila do Conde, em 1886, quando o gestionário era um "jovem amigo" de 21 anos, Antero partilha com a perenidade histórica da Tradição Espiritual Portuguesa vários dados que não receberam até hoje a necessária investigação e que tentaremos aqui apenas realçar nas suas sementes quem sabe se já sem poder germinativo de revelação de mais frutos da vivência anímica e espiritual de Antero e dos seus contemporâneos.
De Carlos Cirilo Machado, que foi o 2º Visconde de S. Tirso, podemos ler no blogger Phalerae, de José Vicente de Bragança, a quem agradeço (o que estendo também, pela fotografia do amigo de Antero, aos descendentes de D. Maria Gabriel Cirilo Machado de Araújo França Pereira (1929-2006), neta do visconde de Santo Tirso), um resumo biográfico, que abreviei um pouco, e que transcrevo em seguida. Seria interessante ainda sabermos se ele manteve ao longo da vida este interesse e a que resultados e conhecimentos terá chegado...


Antero de Quental (§): o Magnetismo e a Unidade de Consciência. Carta a Carlos Cirilo de Machado.

Antero de Quental: o magnetismo, os pressentimentos e a unidade de Consciência, ou o Campo unificado de Energia-Consciência. A carta a Carlos Cirilo de Machado, escrita em Vila de Conde, 1886.

«Diplomata e escritor seguiu a carreira diplomática, tendo estado colocado nas Embaixadas de Portugal em Roma, Quirinal, Madrid e Londres, de 1891-94. Eleito Deputado por Santo Tirso (1894). Encarregado de Negócios em Londres, em 1895, no impedimento do Embaixador Marquês de Soveral, foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros, na presidência de Hintze Ribeiro. Em 1896 é nomeado Ministro em Washington (1896-1901) e posteriormente Ministro em Bruxelas, cargo que exerceu até à implantação da República. De 1911-12 foi ainda Ministro na Rússia até que passou à disponibilidade em 13 de Abril de 1912.»
«Assentou praça em 18-8-1900, data em que foi nomeado Alferes de Cavalaria da Reserva (cf. Lista de Antiguidades de Oficiais do Exército de 1909)», já com bastante idade e certamente com algum objectivo que nos escapa, sendo com a farda militar que se encontra fotografado, e com as numerosas condecorações diplomáticas que foi recebendo ao longo da vida.

A carta foi lida e comentada por mim e passada para o youtube no dia 31/3/2016 e a ligação para se ouvir é esta:

A carta, que só foi divulgada pela 1ª vez em Julho de1961, na revista Colóquio (e que eu ainda não consultei), como anota Ana Maria Alemida Martins no II Vol. da sua valiosa edição das Cartas, de Antero, tem uma série de considerações de grande valor filosófico-espiritual e revelam que Antero participou ou teve experiências psíquicas pois, após nos dizer que o magnetismo é «talvez a força orgânica» geral, esclarecendo «mas talvez só daqui por mil anos se possa saber alguma coisa a respeito delas», prossegue: «Como quer que seja, eu ocupei-me em tempo com o magnetismo e vi coisas bem notáveis... Fez-mas ver um padre do Algarve... Vivia há poucos anos em Lisboa, obscuramente, dando lições de Português, e chamava-se, se bem me lembro Chaves. O Sárreo Prado, deputado do Algarve, conheceu-o, ele que também se dá às ciências ocultas, lhe pode contar muitos casos notabilíssimos de lucidez magnética.»

Destaquemos Antero afirmar que se interessou e ocupou com o magnetismo e que vira «coisas bem notáveis», afirmações estas bem valiosas e que eu saiba não equacionadas nem valorizadas ainda pelos sucessivos Anterianos. E repare-se que Antero equaciona magnetismo, ciências ocultas e lucidez magnética, com um ar de quem sabe, tal como o tal engenheiro Ângelo Sárrea de Sousa Prado, e que foi deputado nos anos de 1880-81, 1882-83 e 1893 tendo ainda pertencido à comissão africana da Sociedade de Geografia de Lisboa, tendo colaborado em projectos hidráulicos tanto em Luanda como em Portimão, como pude ler no blogue de Nuno Campos Inácio, Toponímia de Portimão e sua história, a quem agradeço.

Seria interessante sabermos mais das actividades ou conhecimentos ocultistas de Ângelo Sárrea de Sousa Prado, mas pode ser que os seus descendentes ou familiares possam acrescentar algo, nomeadamente de eventuais sessões ou diálogos com Antero de Quental. E, claro, sabermos ainda dos grupos e pessoas que permitiram a Antero as várias experiências, nomeadamente o Padre Chaves (quem foi, com quem se ligou), e a sonâmbula lúcida ou que adivinhava...
Antero prossegue nesta carta, na qual se afirma como um pioneiro e quase mestre de Fernando Pessoa (§) ocultista, que em jovem tanto o admirou e leu, considerando que o magnetismo, essa força orgânica que tudo liga pode ser a responsável do espiritismo, das mesas rodantes e dos pressentimentos, que muitas pessoas negam «mas eu tenho por certo os pressentimentos. Agora como, isso não sei e penso que ninguém sabe.
  (... continua) 
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