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Mosteiro Budista
Aqui também, a criatividade na Arte do Pensamento presta homenagem ao Ser, e para além de autores já consagrados, damos espaço aos jovens valores que connosco queiram colaborar em vários temas.

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Por fora e por dentro

de Ajahn Jayasaro

em 12 Jul 2016

  Cada sociedade vive conflitos de interesse e de pontos de vista, quer internos, quer externos. Os ensinamentos budistas enfatizam, antes de mais, as formas de prevenir os conflitos, e de prevenir a escalada daqueles que já tenham começado. Procuram alcançar isto instruindo as pessoas envolvidas sobre a melhor forma de educarem a conduta, as emoções e de compreenderem a vida.
No Budismo, a violência é considerada a reacção menos inteligente num conflito. A violência, quer seja física ou verbal, não cria soluções duradouras aos problemas. Os perpetuadores da violência criam karma pesado com as suas acções, que acabarão por vir a pagar. As vítimas da violência, ou suas famílias, anseiam por vingança. Os ciclos de violência são postos em marcha. A raiz das causas do conflito fica por sarar.


Existe alguma abordagem budista para a resolução dos conflitos?

O Buda disse que as mentes livres de estados mentais nocivos tomam as decisões mais inteligentes a longo prazo. A ganância, a importância pessoal e o preconceito surgem nas mentes pessoais e, caso não se lhes preste a devida atenção, podem ter consequências enormes para as comunidades e para as nações. O Buda ensinou os discípulos a olharem constantemente para o seu interior de forma a estabelecerem as formas com as quais - as acções e palavras, desejos e emoções, crenças, valores e teorias - contribuem para os conflitos externos. Ensinou maneiras de libertar os aspectos destrutivos da mente humana, e de alimentar os construtivos. Ao aprenderem a distinguir as causas e as condições dos conflitos, os budistas são ensinados a esforçarem-se no sentido de lidarem com isso da melhor forma possível.

Qual a melhor forma de lidar com o stress?

Dadas as nossas responsabilidades e as pressões exercidas em nós, é inevitável que sintamos uma forte dose de stress. Nem sempre é mau, e é mesmo difícil imaginar como é que fazer mudanças positivas na vida, abandonar velhos maus hábitos, poderiam ser possíveis sem ter de se passar por qualquer tipo de stress. Se não formos capazes de lidar com o stress, ou se sentirmos que não deveríamos ter de lidar com ele, poderemos não conseguir atingir importantes objectivos na vida.
Não obstante, é possível reduzir drasticamente a dose de stress com que vivemos. Ajuda, se conseguirmos simplificar a vida tanto quanto pudermos, e se aprendermos a abrandar um pouco; ao tentarmos ajustar num dia demasiadas coisas, ganha-se um cansaço desnecessário. Ao se dar atenção à qualidade das nossas acções e palavras, reduzem-se as interacções stressantes com os demais. Um uso mais adequado dos recursos reduz o stress nas finanças pessoais. Exercício regular, especialmente yoga (§) e tai chi (criados para actuar no sistema nervoso), alivia muito a tensão física e ensina-nos a respirar mais naturalmente.

A prática da meditação regular dá-nos a capacidade de reconhecer e largar os estados de espírito e os pensamentos tóxicos que sobrecarregam a tensão crónica. As expectativas irrealistas sobre nós próprios e sobre os que nos rodeiam, por exemplo, podem-nos danificar. Na rotina diária, criar breves intervalos para acalmar e centrar a mente evita que o stress se acumule ao longo do dia. Estes intervalos podem tomar a forma de uns breves sessenta segundos de meditação centrada na respiração, em frente a um computador, ou de simplesmente respirar profundamente algumas vezes antes de atender um telefone que toca. Conseguir desenvolver a capacidade de regressar ao momento presente e restabelecer um estado de calma alerta com regularidade ao longo do dia, pode fazer a diferença de forma significativa na qualidade das nossas vidas.

Excerto do livro, "Por dentro e por fora! de Ajahn Jayasaro com tradução de Helena Gallis.

Ajahn Jayasaro (Shaun Michael Chiverton) nasceu na Ilha de Wight, Inglaterra, em 1958. Em 1978 participou como Anagarica no Vassa da comunidade de Ajahn Sumedho e em Novembro de partiu para Wat Pa Pong no nordeste da Tailândia, e tornou-se um discípulo de Ajahn Chah, um dos mais renomados mestres de meditação budista da Tailândia no mosteiro de floresta Wat Pa Pong no nordeste da Tailândia. Teve ordenação completa, com Ajahn Chah como Seu preceptor, em 1980.
   


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