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A finalidade de “Sugestões de Leitura” é colocar em destaque obras, cujo valor espiritual merecem um olhar atento, mais profundo, em consonância com a temática da secção em que se insere.

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Os Vedas

de Maria Ferreira da Silva

em 15 Nov 2016

  Os Vedas – Ṛg-Veda, Sāma-Veda, Yajur-Veda, e Atharva-Veda constituem o monumento religioso e literário mais antigo existente, das chamadas línguas indo-europeias. Toda a literatura védica possui um carácter profundamente sagrado, pelo reconhecimento da condição de Revelação, śruti, “o escutado” ou “ouvido”, a revelação do conhecimento divino. O núcleo mais antigo da literatura contida nos Vedas é constituído pelos Saṃhitās, “colecções” de hinos védicos. A composição do Veda deve-se aos Ṛṣis, seres sábios inspirados pelo divino, que os ouviram e conservaram graças à tradição smṛti, “o recordado” ou “memória”, até serem reunidas e ordenadas e postas por escrito. Seus nomes persistem na tradição brahmânica, cujas figuras semi-míticas e honrosas inspiram a Índia desde tempos remotos.

Excerto do livro "A Escrita Perfeita"
Pequeno Dicionário de Sânscrito

O compilador dos Vedas teria sido o sábio Vyāsa. Com o Veda encontra-se a Revelação e com os Upaniṣadas começa a Tradição, respectivamente, śruti e smṛti.

A colecção mais antiga e mais venerada é o Ṛg-Veda, o das estrofes ou hinos, cuja composição remonta ao princípio da civilização indo-ārya no Pañjāb, a qual integra 1028 hinos dirigidos a um cem números de divindades. Estes hinos de carácter
em geral propiciatório, destinam-se a obter favor e protecção dos deuses através de sacrifícios ou ofertas.

O Sāma-Veda “o Veda dos cânticos” (ligado ao Ṛg-Veda) contém uma selecção de hinos, que são cantados nas cerimónias pelo sacerdote. Segue-se o Yajur-Veda que representa “o Veda das fórmulas litúrgicas (yajus)”, textos recolhidos directamente e ligados à prática dos rituais védicos. Dado que a prática dos rituais devia apresentar muitas variantes o Yajur-Veda agrupa-se em dois tipos, o “negro” e o “branco”. No primeiro, as estrofes são recitadas durante a cerimónia e aparecem entrelaçadas com as instruções dos rituais em prosa, que o sacerdote acompanha nas suas acções durante o ritual. Posteriormente teve lugar o Yajur-Veda “branco” separando claramente as partes em prosa e as partes em verso.

Estas três colecções (saṃhitās) são parte da literatura mais antiga com a designação de “tripla sabedoria” (trayī vidyā) e assim também aparecem mencionados nos Upaniṣadas. Aos três Vedas se juntou mais tarde o Atharva-Veda “o Veda dos encantamentos” onde se agrupam hinos similares aos demais saṃhitās, encantamentos, salmos e fórmulas de carácter mágico sem uso do ritual. O Atharva-Veda reflecte, assim, outra forma de entender o acto religioso, mais popular, afastada da hierarquia arcaica dos outros saṃhitās.

Apensos às quatro colecções (saṃhitās), existe um grupo de composições em prosa conhecidos como Brāhmaṇas, os Āraṇyakas e os Upaniṣadas que apresentam uma meticulosa análise teológica e litúrgica,

Os Brāhmaṇas são explicações sobre regras e rituais do Veda, dando-se uma distinção entre vidhi “preceito” ou “instrução” e os Āraṇyakas, “explicação”, onde se interpretam e justificam os rituais mediante lendas etiológicas e se proporciona
a transmissão mítica dos hinos védicos.

Os Upaniṣadas são de um período posterior aos Brāhmaṇas e constituem a sabedoria do Vedānta, que se pensa terem sido elaborados entre 600 e 300 a.C.

Vedānta – A essência do Vedānta é a existência de uma realidade única, Brahman. Refere-se tanto a um sistema da Filosofia, como à obra de textos sagrados do Veda, que inclui os Upaniṣadas.
Tanto Gauḍapāda como Govinda (mestres de Śaṅkara) articularam as suas obras em torno do denominado Vedānta-sūtra de Badarāyana de época imprecisa que alguns
investigadores situam no século III a.C., e outros posteriormente. Tat tvam asi – Tu és Isso (Chāndogya Up.), é o maior axioma do Vedānta Advaita. Brahman é real – o mundo não é real. Brahman satyam jagan-mithya, jīvo brahmanva naparaḥ – a Alma individualizada (Jīva) não se diferencia de Brahman.

Fórmulas que a serem realizadas, integradas na via da auto-realização, abrem as portas à mais elevada realização de Deus. É possível compreender este ensinamento quando se realiza o profundo conhecimento do Real, que está impregnado da mesma substância de cada ser. Há algo de muito profundo no centro da Alma humana que se identifica com Deus, porque é uma parte da Sua Realidade.

Para a realização da Verdade são fundamentais quatro requisitos: 1. a diferenciação entre o temporal (viveka), portanto os fenómenos irreais, e o permanente, a Realidade a saber, o momentum;
2.
  (... continua) 
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