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Dhammapada 13

de Acharya Buddharakkhita

em 28 Dez 2016

  O ensinamento do Buddha pode apenas dar-nos uma compreensão inicial do Dhamma, mas não pode fazer com que o Dhamma fique nos nossos corações. E porque não? Porque ainda não praticámos, ainda não ensinámos a nós mesmos. O Dhamma emerge com a prática. Conhecem-no através da prática. Se duvidarem do Dhamma, duvidam da prática. Os ensinamentos dos mestres podem ser verdade, mas somente ouvir o Dhamma não é, por si só, suficiente para sermos capazes de o realizar. O ensinamento apenas indica qual o caminho. Para realizar o Dhamma temos de agarrar no ensinamento e trazê-lo para os nossos corações. A parte que é para o corpo, aplicamos ao corpo, a parte que é para a fala aplicamos à fala e a parte que é para a mente, aplicamos à mente. Isto significa que depois de ouvirmos o ensinamento devemos ensinar a nós mesmos.

Maggavagga: O Caminho

273. O Caminho Óctuplo é o melhor de todos os caminhos; as Quatro Nobres Verdades são as melhores de todas as verdades; a melhor de todas as coisas é ser desapaixonado: dos homens o melhor é Aquele que Vê (o Buddha (§)).

274. Este é o único caminho; não há nenhum outro para a purificação da visão introspectiva. Trilha este caminho, e confundirás Mara.

275. Ao ir neste caminho porás fim ao sofrimento. Tendo descoberto a forma de retirar o espinho da luxúria, Eu dou a conhecer o caminho.

276. Vocês próprios devem esforçar-se; os Buddhas só apontam o caminho. Aqueles que meditam e trilham o caminho ficam livres dos laços de Mara.

277. “Todas as coisas condicionadas são impermanentes”- quando se vê isso com sabedoria, uma pessoa afasta-se do sofrimento. Este é o caminho para a purificação.

278. “Todas as coisas condicionadas são insatisfatórias”- quando se vê isso com sabedoria, uma pessoa afasta-se do sofrimento. Este é o caminho para a purificação.

279. “Todas as coisas são não-eu” - quando se vê isso com sabedoria, uma pessoa afasta-se do sofrimento. Este é o caminho para a purificação.

280. O ocioso que não se esforça quando deveria, que apesar de ainda jovem e forte está cheio de preguiça, com uma mente cheia de pensamentos vãos - um homem tão indolente não encontra o caminho para a sabedoria.

281. Que uma pessoa vigie o seu discurso, a mente bem controlada, e que não cometa o mal com acção corporal. Que purifique esses três cursos de acção, e ganhe o caminho dado a conhecer pelo Grande Sábio.

282. A Sabedoria brota da meditação; sem meditação a sabedoria diminui. Tendo conhecido estes dois caminhos de progresso e declínio, que um homem se conduza de forma a aumentar a sua sabedoria.

283. Corta a floresta(t) (luxúria), mas não a árvore; da floresta nasce o medo. Tendo cortado a floresta e o mato (desejo), sejam desapaixonados, ó monges!

284. Enquanto o mato do desejo de um homem por uma mulher, mesmo o mais subtil, não for cortado, a sua mente está presa, como um bezerro de mama à sua mãe (§).

285. Corta o teu afecto como um homem arranca com a sua mão um lótus de Outono. Cultiva somente o caminho para a paz, o Nibbāna, assim como foi dado a conhecer pelo Excelso.

286. “Aqui devo viver durante as chuvas, aqui no Inverno e no Verão” - assim pensa o tolo. Ele não percebe o perigo (que a morte pode intervir).
287. Tal como uma grande enchente leva de enxurrada a aldeia que dorme, também a morte apanha e leva de enxurrada o homem de mente apegada, delirando pelos seus filhos e gado.

288. Para aquele que é assaltado pela morte não há protecção por parte de parentes. Nenhum pode salvá-lo - nem filhos, nem pai, nem parentes.

289. Percebendo este fato, que o homem sábio, contido pela moral, se apresse a limpar o caminho que conduz ao Nibbāna.

Tradução de Ajahn Dhammiko
   


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