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Por fora e por dentro - O Buda

de Ajahn Jayasaro

em 05 Mar 2017

  Introdução
Para as pessoas que visitam a Tailândia não é fácil que as tradições budistas, com que se deparam aqui, façam sentido. São poucos os guias turísticos que sabem explicar os princípios do Budismo com bastante clareza, e os amigos do Budismo Tailandês têm tendência a ser igualmente vagos. Este livro pretende oferecer uma introdução aos ensinamentos do Buda, o que lançará alguma luz num assunto que, para os não-budistas, pode parecer tão inesperadamente racional quão exoticamente estranho. Este não é um livro habitual. Pretende ser tão conciso quanto possível, e trata num parágrafo assuntos que se encontram tratados noutros livros em centenas de páginas. É óbvio que se omitiu muita coisa. Aos leitores interessados em saber mais sobre pontos específicos, é-lhes referido a lista de recursos que se encontra no fim deste livro. Ao longo dos últimos 2.600 anos, desenvolveram-se muitas formas de Budismo. Este livro trata apenas dos ensinamentos da tradição do Budismo Theravāda, e em particular da forma do Theravāda da Tailândia (o que difere em certos detalhes menores da sua expressão de outros países Theravāda, tais como O Sri Lanka ou Burma). Este livro também foi escrito sob a perspectiva de um monge particular, que vive dentro da tradição Theravāda Tailandesa. Nasci em Inglaterra, mas tenho vivido nos mosteiros da floresta e ermitérios do nordeste da Tailândia desde 1978. Inevitavelmente, o meu passado e prática influenciaram as interpretações que aqui se encontram. Fui bastante afortunado por ter estudado com mestres sábios, e esta apresentação do Dhamma deve muito a eles, em particular a dois dos monges mais importantes da era moderna, o Venerável Ajahn Chah e Prha Brahmagunabhorn (P.A.Payutto). Gostaria de deixar expressa a minha profunda gratidão a ambos.


I Capítulo

O Buda

O Tathāgata é o Puro, o Perfeitamente Iluminado
Ele é impecável na conduta e na compreensão,
O Conhecedor dos Mundos:
Ele treina com perfeição todos aqueles que querem ser treinados;
É o Professor de deuses e de humanos;
É o Desperto e Santo.

Quem era o Buda? (1)
Há 2.600 anos nasceu uma criança na família real do clã Sakyan, um povo que vivia no nordeste da Índia e que agora fica na fronteira do Nepal. Foi-lhe dado o nome de Siddhattha. Com 29 anos, o Príncipe Siddhattha renunciou à vida de facilidades e privilégios em busca da libertação espiritual. Seis anos depois, após uma memorável noite de meditação, sentado de pernas cruzadas sob uma árvore bodhi, realizou ‘ o inexcedível despertar pleno ‘. Ao fazê-lo, tornou-se “O Buda”, “ O Desperto”.
No seguimento do seu despertar, o Buda dedicou os restantes quarenta e cinco anos de sua vida a revelar o Dhamma: a verdadeira realidade, bem como o caminho conducente à realização dessa verdade. Durante esse tempo, estabeleceu uma ordem monástica (Sangha) para os seus discípulos, homens e mulheres, que queriam deixar as tarefas mundanas e devotarem-se com todo o seu ser ao estudo e à prática dos seus ensinamentos.

O que é a iluminação? (2)
A iluminação refere-se à libertação do sofrimento e das toxinas mentais ou “obstáculos” que são a sua causa. É a realização da própria natureza de “como as coisas são”. Um ser iluminado compreende a natureza condicionada dos fenómenos impermanentes e vivencia o Nibbāna1, a realidade incondicionada subjacente. O Buda referia-se a este estado como a ”felicidade suprema”. A mente iluminada caracteriza-se pela sabedoria, compaixão e pureza. O Buda ensinou que todos os seres humanos, masculinos e femininos, nascem com o potencial da iluminação.
O Buda falou dos quatro estádios de iluminação, e consequentes quatro tipos de seres iluminados. O primeiro destes seres é ‘o que entra na corrente’, o segundo ‘ o que volta uma vez’, o terceiro ‘ o que não volta’, e o último é o totalmente iluminado ‘ o arahant’. O alcançar destes estados depende da prática do Óctuplo Caminho enunciado pelo Buda. O seu resultado é assinalado pelo total desaparecimento na mente de certos estados tóxicos mentais. Já não é possível regressar a partir de tal estado. Aquele que alcança o primeiro estádio de iluminação deve assegurar-se de alcançar o estádio final no prazo máximo de sete vidas. Ela, ou ela, entrou na corrente que conduz irrevocavelmente ao oceano do Nibbāna
Nibbāna em Pāli = Nirvāna em Sânscrito

O que significa “Buda”? (3)
A palavra Buda significa “o que despertou”. O Buda ensinou que o ser humano não iluminado vive num estado que pode ser comparado a estar a dormir, ou a um sonho. Através da clara luz da sabedoria, e sem qualquer ajuda, o Buda foi aquele que despertou desse sonho, para a verdadeira natureza da existência. Guiado pela compaixão, o Buda é aquele que procurou partilhar a sua compreensão da via do despertar, com todos os seres que desejaram seguir as suas pisadas.

O Buda era um ser humano? (4)
O Príncipe Siddhattha era um ser humano. Na noite em que realizou a suprema iluminação, tornou-se um Buda, e a partir desse momento, nunca mais foi um ser humano, na acepção comum do termo. Para os olhos dos não-iniciados, o Buda poderá ter parecido como um forte líder religioso carismático, alguém que teve uma morte normal aos oitenta anos. Contudo, aqueles com faculdades mais desenvolvidas aperceberam-se de que não havia qualquer aparência externa, nem quaisquer palavras, conceitos, ou categorias que servissem para exprimir a maravilhosa natureza imortal da sua natureza de Buda.

Que provas há da existência de Buda? (5)
I. Evidências arqueológicas fornecem fortes provas empíricas de Buda, enquanto figura histórica.
II. Muitos dos mosteiros e cidades mencionados nos discursos de Buda puderam ser localizados.
III.
  (... continua) 
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