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Mosteiro Budista
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Por fora e por dentro

de Ajahn Jayasaro

em 14 Mar 2019

  (...anterior) Também inclui as emoções positivas que vivemos através das relações pessoais, realizações mundanas e do estatuto social.
O segundo tipo de felicidade é conhecido com o desenvolvimento espiritual. Inicialmente é desfrutado pelo cultivo da generosidade e da disciplina moral, mas atinge os seus níveis mais profundos com a meditação. Meditadores experientes reconhecem o entusiasmo e a felicidade que acontecem numa mente focada, como sendo inquestionavelmente superiores aos prazeres que dependem dos sentidos mais densos. Mas os estados meditativos mais refinados não representam a felicidade suprema. É no gradual abandono dos estados tóxicos mentais – a causa original do sofrimento – que o praticante descobre um sentido estável e sublime de bem-estar. Isto é considerado como sendo um estado superior de felicidade, experienciado como uma expressão natural de uma mente refreada, mais do que como uma experiência de passagem sujeita a ganhos ou perdas.
Os budistas leigos são encorajados a procurar, moderadamente, a felicidade no mundo, compatível com o acesso à felicidade interior; e a renunciar à complacência dos prazeres mundanos, que distraem a mente do trabalho espiritual.

Porque é que tão poucas pessoas parecem ser verdadeiramente felizes? (16)
O Buda ensinou que todos os seres vivos nascem com um desejo instintivo de evitar o sofrimento e de vivenciar a felicidade. O problema é que, por ausência da sabedoria, continuamos a agir criando condições para sofrer, bem como negligenciando as acções que criariam as condições para sermos felizes. Procuramos a felicidade nas coisas que inevitavelmente nos vêm a desapontar; evitamos o que nos conduziria a um bem-estar duradouro. Em resumo, somos o nosso pior inimigo.
São poucas as pessoas que consideraram seriamente a natureza da felicidade. Daqueles que o fizeram, ainda menos são as que se comprometeram a erradicar sistematicamente os seus obstáculos internos e a cultivar as condições que a suportam. Não é de surpreender que tão poucas pessoas sejam verdadeiramente felizes.
Uma das premissas básicas do Budismo é a de que quanto mais claramente virmos a natureza das coisas, menos sofreremos, e mais felizes seremos. Na verdade, o Buda referiu-se ao Nibbāna, o objectivo da prática budista, como a ‘suprema felicidade’. A felicidade mundana é fugaz e nada fiável. A felicidade de uma mente controlada é um refúgio duradouro.

Os budistas falam muito do momento presente. Isso não entra em conflito com o que se aprende nas experiências passadas, ou com planear o futuro? (17)
O passado e o futuro encontram-se no momento presente: o passado como memória, o futuro como pensamento e imaginação. Qualquer acesso a experiências passadas, qualquer decisão relativa ao futuro é actividade mental que ocorre inevitavelmente no momento presente – não há escolha, é tudo quanto temos. O problema é que ao não se estar consciente da memória, como memória, e do pensamento, como pensamento, facilmente perdermo-nos neles. Quando perdemos a presença de espírito desta maneira, a nossa vida torna-se uma abominável sombra de si própria.
Quanto mais conscientes estivermos do momento presente, menos confusa se torna a mente, e mais fácil se torna aprender com as experiências passadas, e planear o futuro com sabedoria.

O que é o mérito? (18)
O mérito (puñña) significa a purificação interna que ocorre por acções virtuosas do corpo, das palavras e da mente. As acções meritórias elevam e enobrecem a mente, e são acompanhadas por um sentimento de bem-estar.
Na Tailândia, a expressão popular de “criar mérito” (tham boon) refere-se geralmente à contribuição de ofertas para a ordem monástica. Tais ofertas, quando dadas com a motivação certa, podem efectivamente ser meritórias, mas o mérito não se restringe apenas a esses actos.
As acções generosas são valiosas porque reduzem o poder do apego egoísta, e ensinam a alegria da dádiva. Praticar os preceitos é meritório porque enfraquece o impulso de nos magoarmos e de magoar os outros, porque habitua a mente a libertar-se de remorsos e a sentir respeito por si próprio.
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