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Por fora e por dentro

de Ajahn Jayasaro

em 14 Mar 2019

  (...anterior) Usando uma analogia, se um balde de ácido estivesse para ser lançado num rio, saberíamos de certeza que o nível do PH da água seria reduzido a um certo nível. Mas o grau de mudança observável dependeria de outras substâncias que tivessem sido introduzidas na água. Se a água já fosse muito ácida, ou muito alcalina, o efeito poderia não ser tão óbvio.
Embora os efeitos externos das acções kámicas individuais possam não ser facilmente verificados, a um nível interno já é uma história diferente. Podemos facilmente observar que, sempre que nos zangamos, aumentamos a probabilidade de podermo-nos consentir tal, da mesma forma, no futuro. Criamos e alimentamos hábitos e traços de personalidade através de um pingar constante de acções volitivas. Sempre que agimos com uma intenção baixa, imediatamente nos tornamos um ser humano mais grosseiro. Sempre que agimos com gentileza, imediatamente nos tornamos uma pessoa bastante melhor.

O que é que o Budismo diz sobre a reencarnação? (37)
Nas primeiras horas da noite em que Siddhattha Gotama se iluminou, ele conseguiu vislumbrar um número considerável de vidas passadas. A meio da noite foi capaz de seguir as caminhadas de seres em reinos diferentes, ao longo de muitas vidas, e assim verificar a lei do kamma. Estas experiências, tão inimaginavelmente intensas, minaram de tal maneira as tão bem estabelecidas toxidades da sua mente, e em consequência realçando tanto o poder destas contemplações, que, de manhã, ele se tinha tornado um Buda completamente iluminado.
Ao longo da sua carreira de ensino o Buda revelou informações sobre outros reinos. Em várias ocasiões falou destes diferentes reinos de existência, bem como da conduta que levava a renascer neles. Parece claro ele ter sentido que o conhecimento destes reinos concedia um melhor contexto para o empenho espiritual. Mesmo que este conhecimento não fosse verificável por experiência pessoal, considerou-o um valioso suporte para todos os que seguiam o Óctuplo Caminho.
O Buda esclareceu que nenhum reino é eterno, e que o renascer nos reinos celestiais, independentemente de quão sublime seja, é sempre, em última instância, insatisfatório, e tem sempre um término. Ele ensinou que o ser que atinge a iluminação perfeita já não reencarna mais vez nenhuma. A causa para o vagar sem começo nos reinos temporais é a ignorância fundamental da natureza de como as coisas são. Uma vez essa ignorância destruída, tudo quanto se baseia em tal, desaparece.

Para os budistas, que importância tem acreditar na reencarnação? (38)
O Budismo não é um membro do sistema das “famílias com sistemas de crenças” das religiões. Por essa razão os ensinamentos do Buda sobre reencarnação não deveriam ser vistos como um dogma no qual os budistas têm de acreditar. Os budistas são encorajados a assumir o ensinamento da reencarnação como sendo fiável, mas a estar constantemente conscientes que o facto de aceitarem um ensinamento que faz sentido, que inspira confiança, ou que é tão consistente com outros ensinamentos já provados como verdadeiros, não é o mesmo que conhecer a verdade por si próprio.
O Buda ensinou que as pessoas deviam “preocupar-se com a verdade”, não reivindicando que algo tenha que ser necessariamente verdadeiro só por que se tem uma forte sensação de que o é. A vasta maioria dos budistas não foram efectivamente capazes de provar a verdade da reencarnação. São ensinados a humildemente reconhecer que, de facto, não sabem se tal é verdade, mas a aceitar os ensinamentos sobre reencarnação como uma hipótese de trabalho para compreenderem as suas vidas, e para seguirem a via do Buda para o despertar. Ao praticarem o Óctuplo Caminho, a confiança no kamma e no renascimento cresce de uma forma natural, não forçada.

O que é que o Budismo ensina sobre o céu e o inferno? (39)
O céu e o inferno são considerados dois reinos da existência. O nascimento em algum destes reinos ocorre como resultado da acção da vontade. Embora a extensão de tempo de quem nasce num destes reinos seja muito longa, acaba sempre por chegar ao fim.
  (... continua) 
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