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Mosteiro Budista
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Efemérides do Oriente e do Ocidente

de Pedro Teixeira da Mota

em 07 Jun 2017

  (...anterior) Henrique (§) em 1460 uma ermida para os navegadores velarem antes das partidas e para socorro dos navegantes, entregando-a aos freires da Ordem de Cristo. Com a chegada à Índia mandou D. Manuel construir os Jerónimos, onde foram inscritos muitos símbolos importantes, dentro da geometria sagrada da sua construção, na recreação dum ambiente tanto marítimo como oriental que evoque o Divino. Num dos templos de Deus, realizado pelo Portugal dos Descobrimentos, as imagens de Luís de Camões e Vasco da Gama, o poeta amoroso e o navegador ousado (a que se juntaram no claustro o íntegro historiador e municipalista Alexandre Herculano e Fernando Pessoa (§)), são um apelo ao aperfeiçoamento dum povo cuja missão mais elevada, como é a de todos os povos, é fraterna e ecuménica e que deve agora unir as dualidades em amor e sabedoria, fazendo guerra ao infiel que está em si próprio, tendo no olhar determinado a subida ao mais alto monte da Ilha dos Amores, os Himalaias da alma.

9. D. João II manda em 1493 dar ao Rabi Abraão (Zacuto) astrólogo dez espadins de ouro. Chegado de Espanha em 1492, permanece em Portugal publicando obras como o famoso Almanaque que serviu nas navegações e aconselhando os reis, até que em 1497 D. Manuel o cola à parede com a conversão, ou a saída pela expulsão. Recolhendo-se a Tunis e vindo a morrer possivelmente em Jerusalém, manifestou a crença na vinda próxima do Messias. Luís de Stau Monteiro escreverá em 1968 as Mãos de Abraão Zacuto, denunciando as opressões da liberdade, ainda no tempo do governo e da censura de Salazar
Duarte Galvão, enviado como embaixador à rainha da Etiópia Helena, morre na ilha do Camarão, no mar Vermelho em 1517, devido às asneiras do vice-rei Lopo Soares de Albergaria que acabaram por anular a expedição e fizeram perder-se os presentes e livros únicos para o Preste João, provavelmente algum manuscrito do “Livro da Corte Imperial”, uma obra na linha de Raimundo Lulo e destinada a convencer judeus, muçulmanos e gentios da excelência cristã, exemplares da Vita Christi, etc. Fora Cronista-mor do reino e embaixador em três reinados. Com 70 anos foi ainda animador da expedição que com o patriarca Mateus procurou chegar ao Preste João, tendo então escrito uma Exortação aos que iam à Índia, «para que saibam e folguem muito mais de saber que bem, e serviço de Deus vão fazer». Enterrado o corpo na areia, 8 anos depois o P. Francisco Álvares irá buscá-lo e trazê-lo para Cochim, onde seu filho António Galvão o recebe com grande procissão e o finge enterrar no mosteiro de S. António, levando-o secretamente de noite para a sua nau, a “Santa Maria do Espinheiro”, na qual o traz até Lisboa, para a igreja de Xabrégas. António Galvão levou por diante o testamento anímico do pai, na coragem, determinação e altruísmo e será chamado o “Apóstolo da Molucas”.

D. Cristóvão da Gama e os seus 400 companheiros internam-se neste dia pelas terras do Preste João para o ajudar a sobreviver aos ataques dos mouros do emir de Harar, em 1541. Na ardente e saudosa despedida da expedição, o governador e seu irmão D. Estêvão inicia-o: «Aqui vos entrego esta bandeira d’El-Rei nosso senhor, como divisa de Cristo e vo-la encarrego quanto posso, e vo-la mando sobre a bênção do nosso bom pai, vós a guardeis e enxalceis quanto em vós fôr, com todas as vossas forças até por isso fenecerdes a vida».
Abre neste dia em 1585 o 3º Concílio Provincial de Goa. Se no segundo (1575) ainda se dizia que não devia haver constrangimento nas conversões, neste a rédea já vai solta: multas aos infiéis, proibição dos brâmanes usarem a linha, expulsão de gentios prejudiciais e pede-se ao rei que acabe com os casamentos hindus. Quem ainda os protegia era a população portuguesa de Goa e algumas autoridades como os desembargadores e por isso pretende-se que estes não possam apelar, nem agravar.
Morre mártir na Etiópia, depois de oito anos de batalhas para trazer ao grémio católico os fiéis da terra, em 1638, o bispo de Niceia, Apolinário de Almeida.
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