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Paramārthasāra

de Baljita Nath Pandit

em 02 Nov 2017

  Há dois trabalhos na filosofia Indiana que são conhecidos pelo nome de Paramārthasāra. O primeiro é um trabalho antigo de Ādiśeṣa. Patañjali, era geralmente conhecido por este nome porque se crê ter sido uma encarnação de Śeṣanāga, o famoso deus da serpente das mil cabeças. Esta crença pode ter surgido pelo facto de Patañjali ter sido o mestre e autor de múltiplos e extensos trabalhos académicos como se tivesse mil cabeças para pensar e bocas para falar; ou também é possível que tenha pertencido, originalmente, a alguma escola de Nāgas-worshippers (adoradores de serpentes) e, em consequência disso, ser chamado um Nāga.

Essência Exacta da Realidade de

Abhinavagupta (§)

1.
Oh Senhor Śambhu, tu és o supremo Deus no plano mais elevado que se encontra para além da esfera misteriosa de Māyā. Tu és Um e já penetraste em diversas formas no coração de todos os seres que têm a Ti como sua morada. Tu estás presente em todos os fenómenos estáticos e dinâmicos. Eu tomo-te unicamente a ti como o meu refúgio.
Śambhu é a realidade transcendente, mas ao mesmo tempo Ele manifesta-Se como todos os fenómenos que O têm como a sua básica e única fonte. Ele tem assim um carácter panteísta e é a realidade absoluta que transcende todos os fenómenos. A sua manifestação está por detrás da esfera pluralista e impura de Māyā. Ele é o monista absoluto do Shivaísmo e, Divindade é a Sua natureza essencial. O princípio fundamental filosófico do Shivaísmo é assim um absolutismo teísta de carácter monista.
(gahana) = Māyā misteriosa, (guhā) = cavidade do coração de um ser vivo.

2.
Um discípulo, tendo-se movido nos ciclos do sofrimento que começa pela reclusão no útero da mãe (§) e termina na morte, dirigiu-se ao Senhor Śeṣa e perguntou-lhe sobre a verdade real de toda a existência.
(ādhāra) = Patañjali que se acredita ser uma incarnação de Śeṣanāga, o deus serpente que, de acordo com a mitologia Hindu, suporta a terra por baixo (paramārtha) = a verdade sobre todas as coisas.

3.
O mentor (Patañjali) discutiu com ele o assunto através do tratado chamado Ādhārakārikā (o Paramārthasāra de Patañjali), a essência pelo qual está sendo expressa por Abhinavagupta sob o ponto de vista do Shivaísmo.
O nome original do trabalho de Patañjali foi Ādhārakārikā. Abhinavagupta adoptou o estilo, captou a sua essência e apresentou-o como um trabalho do monismo shivaita sob o título Paramārthasāra. Este novo título foi dado também mais tarde ao trabalho original de Patañjali. Esse trabalho tem um carácter visnavita.

4.
O Senhor Todo-Poderoso trouxe à existência estas quatro esferas de Śaktī, Māyā, Prakṛtī, e Pṛthvī pelos meios de abundância da magnificência dos Seus poderes divinos.
Uma aṇda é uma esfera que contém em si uma série de elementos fenomenais e serve de invólucro que protege e oculta a natureza divina do Absoluto. As quatro esferas são:
(i) Śaktī, o poder divino de Deus projectando-se a si mesmo exteriormente e ocultando o Absoluto com a pura criação. Manifestando diversidade entre a unidade, oculta o poder básico absoluto e a perfeita unidade com o Deus Absoluto e contém em si os quatro puros tattvas de Śaktī para o puro vidyā.
(ii) A esfera de Māyā leva para o esquecimento a natural pureza e a divina potência do Absoluto, envolve-o com cinco invólucros ou elementos limitativos chamados kañcukas e apresenta o Absoluto como um ser finito chamado Puruṣa. Contém em si sete tattvas de Māyā a Puruṣa.
(iii) A esfera de Prakṛtī envolve Puruṣa com todos os elementos físicos, sentidos, órgãos, elementos objectivos subtis chamados tanmātras, três guṇas e quatro elementos grosseiros até à água. Contém vinte e três tattvas de Prakṛtī para a água.
(iv) Pṛthvī como um aṇda ou esfera envolve o Absoluto com a existência sólida e densa. Contém pṛthvī-tattva sozinho e consiste de toda a experiência sólida no universo.
(v) Śiva-tattva está por detrás de todos estes quatro aṇdas.
As quatro esferas acima mencionadas contêm trinta e cinco tattvas e envolvem a divina e pura consciência, potência absoluta, com fina, subtil, grosseira e sólida criação. O Deus Absoluto cria-os de forma espontânea no processo de manifestação da Sua Divindade. Ele cria-os fora de Si próprio na forma de pensamentos e oculta o Seu verdadeiro ser com eles.
  (... continua) 
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