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Paramārthasāra

de Baljita Nath Pandit

em 02 Nov 2017

  (...anterior) Tudo isso purifica a sua alma profunda e ilumina-o na correcta e verdadeira natureza divina da sua pura consciência.

10.11.
Todo o fenómeno, consistindo nos trinta e seis tattvas, aparece e brilha nessa realidade transcendente e quando resplandece como a luz de pura consciência, é perfeita em todos os aspectos, é felicidade infinita pela virtude da sua completa auto-dependência e perfeito repouso em si mesmo, é sólido com as funções de querer, conhecer e fazer, é pleno de poderes divinos infinitos, é livre de todos os ideais conceptuais, é puro e tranquilo e não tem nem quaisquer dissoluções nem emergências.
Bhāḥ é a luminosidade psíquica da pura consciência e isso é a forma básica do Absoluto. Tudo que sempre aparece, está internamente no Absoluto na forma de pura consciência e o Absoluto está assim solidamente pleno de todos os fenómenos. Não requer mais nada além do seu poder divino no qual repousa ou depende sendo a fonte da felicidade absoluta. Os desejos do Absoluto ao manifestar-se, iluminam o manifestável e manifesta-o objectivamente. Estes são os seus três primeiros poderes, através dos quais são conduzidas todas as actividades divinas de Sua Divindade. O Absoluto brilha através de tal luminosidade psíquica a qual é livre de ideação. É uma revelação intuitiva através da qual o Absoluto é realizado. A forma real do Absoluto é pura, tranquila, infinita, eterna e potencia divinamente o Eu-consciência. É a realidade transcendente de ter a Divindade como a sua natureza essencial, e manifestando tal natureza através das suas divinas actividades de criação. Assume assim todo o universo em forma de reflexo. A Divindade é assim a natureza essencial do Absoluto. Tal absolutismo teísta do Shivaísmo de Kāshmir não requer o conceito de qualquer outro elemento além do Absoluto. Avidyā do após Śaṅkara, Advaita Vedānta ou vāsana da filosofia budista não é aqui necessária para a explicação da manifestação dos fenómenos. Até Gauḍapāda e Śaṅkara admitiram tal natureza teísta de Brahman no seu trabalho tântrico e líricas filosófico-religiosas. Mas os trabalhos destes professores têm sido muitas vezes ignorados pelos vedantinos. Os poderes denominados icchā, jñāna e kriyā são suportados pela palavra composta icchā-saṃvit-karanaiḥ. Vikalpa é ideação mental.

12.13.
Tal como a imagem de variados tipos de objectos como uma cidade, uma vila, uma floresta e outros, brilhando dentro de um espelho, não estão separados dele, mas mesmo assim aparecem como diferentes do espelho, e também separados uns dos outros; todos os fenómenos aparecem mutuamente diferentes e também como diferente do absolutamente puro, divino, consciência infinita e perfeita, conhecida como o supremo Bhairava, Deus Todo-Poderoso, se bem que, de facto, estes não são diferentes Dele.
Imagens reflectidas num espelho, não são de facto fenómenos que existem fora dele, porque brilham por dentro dele. Mas mesmo assim elas não aparecem como um nele, mas como outras entidades. Semelhantemente, todos os fenómenos, brilhando por dentro da luminosidade psíquica do Eu-consciência, são de facto um nele. É o Eu-consciência que resplandece ele próprio como tal fenómeno. Mas mesmo assim eles aparecem como diferentes do subjectivo Eu-consciência. Todo o fenómeno, em conjunto com todas as suas funções, aparece assim entre toda a luminosidade de consciência na forma de reflexo brilhando num espelho. As principais diferenças entre consciência e espelho são apenas duas. Primeiramente, um espelho, sendo uma entidade dependente, necessita de objectos exteriores para captar as suas imagens em si, mas a pura consciência, sendo divinamente potente, perfeita e auto-dependente, manifesta os reflexos dos seus próprios poderes divinos de Divindade, dentro do seu próprio brilho de consciência e, não requer um elemento externo para este fim.
  (... continua) 
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