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Amor e Compaixão de Jesus Cristo na Ceia Pascal

de Lubélia Travassos

em 24 Mar 2018

  (...anterior) E depois de todos terem partilhado o pão e o vinho, ele disse-lhes: “Sempre que se juntarem, com frequência, em meu Nome, façam a Oblação em memória de mim, equivalente ao Pão da Vida Eterna e ao vinho da eterna salvação, e comei e bebei com o coração puro, para receberdes a Substância e a Vida de Deus, que habita em mim”.
Quando acabaram de cantar um hino, Jesus permaneceu no meio dos seus Apóstolos, que avançaram para ele, que era o seu Centro, como numa dança solene, e O exultaram. Depois ele saiu para o Monte das Oliveiras, e os discípulos acompanharam-no.

Judas Iscariotes tinha ido, entretanto, para casa de Caifás, queixar-se de Jesus e dos discípulos por terem celebrado a Ceia Pascal com o “Mazza”, em vez do cordeiro, que era a Lei de Moisés. Caifás, proferiu: “Na verdade essa é a Páscoa conforme a lei de Moisés. Ele transgrediu a lei, por isso merece a morte. Quem precisa de mais testemunhas? Ainda agora dois ladrões assaltaram o Templo e roubaram o livro da Lei, isto é o fim do seu ensinamento. Vamos dizer essas coisas ao povo que o segue, porque eles têm de reverenciar a autoridade da lei”. Alguém que estava com Judas quando ele saiu, perguntou-lhe: “Achas que o vão condenar à morte?” Ao que Judas respondeu: “Não! Ele usará, com certeza, alguma obra sublime para se livrar disso, tal como fez na Sinagoga em Capernaum, quando se revoltaram contra ele e o levaram para o cimo do monte, onde queriam empurrá-lo pelas escarpas. Não conseguiu ele safar-se no meio deles? Então, de certeza que irá escapar também destes, e irá proclamar, publicamente, o estabelecimento do Reino que ele tanto fala”.

Quando Jesus chegou ao Jardim das Oliveiras disse aos seus discípulos: “Por minha causa sereis todos injuriados esta noite; por que está escrito: “Eu golpearei o pastor, e as ovelhas do seu rebanho serão dispersadas por todo o lado”. “Porém, depois de eu ressuscitar de novo, entrarei antes de vós na Galileia”.
Simão Pedro respondeu logo: “Embora todos os homens sejam injuriados por vossa causa, ainda assim nunca me sentirei injuriado”. E o Senhor disse-lhe: “Simão, Simão! Olha que Satanás está desejoso de tentar todos vós, tal como quem passa o trigo por um crivo. Mas eu pedi a Deus por ti para que a tua fé não falhe. E quando voltares para mim, encoraja os teus irmãos”. Pedro respondeu-lhe: “Senhor, sinto-me disposto a ir convosco para a prisão e até à morte”. Mas Jesus avisou-o: “Pedro, não cantará hoje o galo sem que me tenhas negado três vezes”.

Caminhando Jesus com eles e ao atravessar o riacho Kedron, até ao Jardim chamado Getsemani, disse aos seus discípulos: “Sentai-vos aqui enquanto vou orar mais além, pois a minha alma está cheia de amargura, até à agonia da morte. Esperem e vigiem comigo”. Ele foi um pouco mais longe, inclinou a cabeça e começou a orar angustiado: “Ó meu Pai-Mãe, se for possível afasta de mim este cálice de amargura, no entanto, não se faça a minha vontade, mas sim a vossa”. Eis que apareceu um Anjo (§) do céu que lhe veio dar forças.

Então, voltou para perto dos seus discípulos e encontrou-os a dormir. Disse, a Pedro, “será que não podiam vigiar sequer uma hora?” “Vigiem e orem para não caírem em tentação. O espírito é, na verdade, forte, mas a carne é fraca”. Voltou uma segunda vez ao local da oração e começou a orar: “Ó meu Pai-Mãe, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a vossa vontade”. E ficando cada vez mais angustiado, começou a orar ainda com mais fervor, enquanto o suor lhe escorria até ao chão como grandes gotas de sangue. Voltou de novo para perto dos discípulos, encontrando-os ainda a dormir, porque os seus olhos estavam pesados. Então, deixou-os, indo uma terceira vez orar, proferindo: “Ó meu Pai-Mãe, seja feita a vossa vontade e não a minha, tanto na terra como no céu”. Depois, foi ter com os seus discípulos e disse-lhes: “Estais a dormir agora e descansais, quando é chegada a hora em que o Filho do homem será traído e entregue nas mãos dos pecadores! Levantem-se, vamo-nos, pois chegou aquele que me traiu”.
  (... continua) 
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