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Ser saudável

de Miguel Ledro Henriques

em 14 Out 2019

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O “modo piloto” em que passamos a maior parte dos nossos dias é o nosso maior inimigo, tendo em conta que nem reparamos nele, nem nada fazemos para o combater. Esta falta de atenção, de poder de vontade, é a causa fundamental de todos os nossos males, e uma enorme porta de entrada para que qualquer espécie de psicologia barata nos lave a mente, nos vicie e nos condicione.
Eventual e inevitavelmente, a elevação do grau de consciência trará perante nós as perguntas mais essenciais da vida, e dará um verdadeiro e imparável significado ao nosso caminho através dela.


2. Auto-regulação emocional, vida sensata e ordenada: para a saúde mental e emocional, e portanto também para a física, é necessário observar, descobrir e ir para além de comportamentos, pensamentos e emoções que sejam nocivos para os outros – “tudo o que vai, volta” – e para nós próprios.
A capacidade para a auto-regulação emocional é o factor central para atingir e manter aquele estado a que chamamos felicidade: o indivíduo, para ser absolutamente livre dos condicionamentos e influências externas não desejadas que arrastam a maioria das pessoas como papéis numa tempestade, deve descobrir e interiorizar que nós somos os únicos responsáveis pela nossa experiência. Isto é, as condições externas são o que são, e podem variar entre o paradisíaco e o infernal, mas a maneira como nós reagimos a isso é que tem impacto naquilo que pensamos, sentimos e somos, e aquilo que pensamos/sentimos/somos é o que determina as nossas circunstâncias internas e externas futuras. Portanto, o nosso nível de consciência e a nossa capacidade de auto-regulação emocional são, na verdade, os únicos determinantes da nossa experiência, do nosso presente e futuro, da nossa vida.
Isto consegue-se através da elevação do grau de consciência anteriormente descrito, do treino da auto-regulação emocional e do domínio da ética, que mais não é do que a escolha de atitudes sensatas – todas as que são verdadeiramente benéficas para nós e para o mundo que nos rodeia – em lugar de tolas – todas aquelas que são prejudiciais para nós e o mundo que nos rodeia: através do treino e da intenção é possível e desejável que sejamos amáveis, altruístas, e capazes de aceitar as coisas como são sem nos deixarmos levar pelas emoções, não negando-as - isso não seria nem humano nem sensato - mas sentindo-as, aceitando-as, compreendendo que são passageiras (e não há vantagem nenhuma em deixar que nos causem problemas na vida) e deixando-as ir. Só depois de aceitar uma coisa podemos estar em condições para a mudar.

Nota: a ética de que se fala não é o conjunto de regras impostas ou sugeridas pela sociedade, mas sim as leis de funcionamento do Universo manifestado, e que surgem naturalmente ao procurarmos os nossos ideais interiores e a nossa sabedoria, sempre fundamentados naquilo que experienciámos por nós próprios. A ética é sabedoria e sensatez.

A doença não é uma deficiência, não é um erro. A Natureza não comete erros, é um sistema contínuo e interdependente, como está mais do que demonstrado por todos os diferentes campos de acção da ciência humana. A maior parte das doenças (excepto as poucas que são de facto produto do envelhecimento e desgaste orgânico naturais, e neste caso deveriam ter uma classificação diferente se quiséssemos ser exactos) é a nossa própria existência a querer dizer-nos alguma coisa, a mostrar-nos o que temos que fazer ou mudar para não sofrermos mais adiante. A lei do karma, acção-reacção ou causa-efeito – chamem-lhe o que quiserem -- é tão real e tão material como os nossos corpos, é uma lei da física tão provada teórica como experiencialmente por qualquer um que tenha a mínima atenção à sua própria vida. Toda a acção tem uma consequência, toda a força provoca uma resistência, e quando nos associamos a emoções, pensamentos e estados de ser negativos, é matemático que receberemos da mesma moeda.
  (... continua) 
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