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Ser saudável

de Miguel Ledro Henriques

em 14 Out 2019

  (...anterior) (ex: se somos malcriados com as pessoas à nossa volta, deixarão de suportar a nossa presença; se formos muito agressivos eventualmente iremos ser agredidos; se não ajudarmos os outros, ninguém quererá ajudar-nos a nós; se comermos mal, o nosso sistema imunitário vai funcionar mal; se cultivarmos pensamentos negativos sobre nós próprios, teremos baixa auto-estima e por ai em diante). Aliás, todos os nossos pensamentos e emoções dão lugar a alterações fisiológicas, bioquímicas, hormonais e genéticas mensuráveis. E tudo isto influencia o nosso corpo, humor, o nosso comportamento, o nosso carácter, as nossas acções e portanto o nosso futuro.

3. Alimentação: é vital começar a olhar para os rótulos de tudo o que comemos. O principal objectivo da indústria alimentar, como de todas as outras, é vender, e para isso não hesitam em encher os seus produtos de substâncias que sabem ser extraordinariamente viciantes.
O consumo de produtos de origem animal está associado a um aumento da probabilidade e gravidade de quase todas as doenças conhecidas -- este é um dos factos mais bem estudados e comprovados pela ciência médica. O açúcar, as gorduras trans e algumas saturadas, o glutamato monossódico, os aditivos presentes nos processados e muitas outras substâncias comprovadamente nocivas têm sido adicionadas à nossa comida tão descontroladamente que muita gente hoje acredita que não pode passar sem elas. Aliás, estas substâncias actuam no nosso cérebro da mesma maneira e nos mesmos locais que as drogas de vício, activando determinados neurónios (chamados circuitos de recompensa), que vão “dizer” ao nosso corpo que querem mais, cada vez mais, convencendo-nos a partir de dentro – qual cavalo de Tróia – de que podemos e devemos fazer o que queremos, que a “vida é curta” e não tem mal se a encurtarmos um pouco mais desde que isso nos traga aqueles passageiros segundos de aparente felicidade. Segundo os mais recentes estudos sobre a neuroplasticidade (o cérebro está em constante e contínua mudança ao longo de toda a vida, consoante o que pensamos, sentimos e fazemos), isto somos nós a sucumbir a estímulos externos sem usar a nossa cabeça para o que ela serve, entrando novamente no modo piloto.
Ninguém diz que seja obrigatória a abstenção absoluta para ser completamente saudável, apenas que os comportamentos alimentares, como qualquer outro comportamento, tendem a tornar-se hábito e são progressivamente mais difíceis de modificar. O mais importante é estar permanentemente atento e ser equilibrado.
Por outro lado, o consumo diário de alimentos de origem vegetal é indicado da mesma forma por inúmeros estudos como estando associado a taxas mais baixas de todas as doenças e maior longevidade.
Os alimentos que comemos devem ter, na maior parte dos casos, pelo menos a concentração de água do nosso corpo, ou seja, mais de 70%. Os vegetais, fruta e outros produtos de origem vegetal são os melhores neste e em muitos outros aspectos – os nutrientes têm uma elevada frequência energética, estão vivos, biologicamente activos; são ricos em fibra que regula os mecanismos da saciedade e do consumo calórico; são riquíssimos em substâncias denominadas polifenóis, que são antioxidantes, anti-inflamatórios, anti-cancerígenos e regulam todos os mecanismos celulares conhecidos; e contêm os nutrientes em formas muito mais biodisponíveis para utilização pelo nosso organismo, ou seja, são muito mais facilmente transformáveis em corpo humano do que os já transformados pelos animais.
O funcionamento das nossas enzimas digestivas começa a aumentar ao acordar e atinge o seu pico por volta do meio-dia. Isto significa que tanto o pequeno-almoço como o jantar devem ser mais leves, e a refeição principal e mais rica em proteína deve ser consumida à hora de almoço.
Se estas recomendações não forem seguidas, é provável que haja uma acumulação progressiva de alimentos mal digeridos no sistema gastrointestinal, o que pode causar mau hálito, problemas dentários, indigestão, refluxo, obstipação, gases, hemorróidas e outros problemas gastrointestinais.

4.
  (... continua) 
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