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Esperança

de Maria

em 20 Ago 2020

   A esperança é o adiar daquilo que podemos fazer agora. Porque o agora é sempre a reconstrução, a resolução, a resiliência, o esforço perene. Reconstruir, porque o que acaba ou se transforma nunca voltará à forma anterior, mas a evolução é isso mesmo; criar a renovação contínua de factos, de coisas e de mentalidade. Novas construções, acompanham novas formas mentais de criar o presente. A resolução requer a capacidade de erguer soluções a partir da ruína. A resiliência combate o desanimo, leva à busca da força interior, activa a inteligência, objectivando rumos. O esforço é o impulso contínuo de olhar enfrente, de novos horizontes que conduzam a uma meta realista e a um sentido.

Sou apologista de um contínuo superamento consciente. Não restam dúvidas de que quem nos superou em força de vida foi este resistente vírus, o Covid19, que nos obriga ao alerta, lembrando-nos que a vida é uma constante batalha pelo equilíbrio e bem-estar. Quanto mais o tempo passa, mais damos conta que houve um antes e o agora, onde este presente nos é desconhecido.

Pode haver, no entanto, da parte da maioria das pessoas resistência à mudança quer interna, quer externa, mas a realidade foi-se sendo desenhada pouco a pouco neste combate pela sobrevivência.
De facto, não foram as pessoas que mudaram interiormente, pois isso é um processo demorado e por vezes resistente, mas a própria vida em si mesmo, arrastando-nos a mudanças impostas pelas circunstâncias, que vamos encontrando no dia-a-dia. Quando passamos por uma rua e vemos as lojas quase todas fechadas por falência, maior número de pessoas a pedir esmolas, museus, restaurante e outros espaços desertos etc., vemos como o ambiente exuberante que outrora vivíamos, não existe mais. Necessitamos de nova organização.

Assim, superar e encontrar novas formas de viver, eis o desafio da humanidade nesta imprevisibilidade do presente. Se não aceitarmos a mudança que encaramos sempre como uma contrariedade e, resistindo sofreremos ainda mais e não daremos oportunidades, nem valorizaremos os novos momentos do agora.

Gostamos da estabilidade, da arrumação tanto mental e emocional, como material, mas a impermanência derruba todas as nossas defesas e condições de acomodação. É esta ausência de estabilidade que fará a humanidade evoluir, pondo à prova a capacidade mental de sair do marasmo cognitivo da acomodação através da inteligência e pela vontade do superamento, pois é desta forma que o cérebro humano evolui para maior consciência de si.
Sim, a esperança, dá-nos alento para o amanhã, mas antes temos o agora e, esse tem de ser vivido com grande responsabilidade para que não adiemos outra vez para amanhã com a benesse da esperança, aquilo que deve ser feito no momento presente.
     


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