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Por um pedaço de terra

de Maria Ferreira da Silva

em 18 Mar 2022

   Ainda se agridem os homens.
A ambição desmedida leva alguém neste planeta, no século 21, a cobiçar o alheio, não reconhecendo o direito dos outros, numa guerra de extrema violência, como assistimos de momento à invasão da Ucrânia pela Rússia. A maldade quando ainda mora dentro do ser humano, pode transformar-se em demência quando os mecanismos mentais desordenados em conjunto com a sede de poder ou do querer pessoal domina a consciência pela violência, não olhando a meios para os fins.



O homem (Vladimir Putin), que se apresentou aos nossos olhos, como pacifico ou conciliador ao lado de tantos líderes em reuniões de paz de acordos, de fraternidade, principalmente pela Europa, escondia o mais vil dos defeitos que é a traição a si mesmo. Sim, terá consequências cármicas dramáticas, não só para si próprio que o remorso o matará aos poucos, enquanto viver, e nas vidas seguintes, mas também para muitos que aceitaram a convivência bélica de tal temeridade, que vai deixar um rasto imprevisível de destruição para todo o mundo. Ninguém se salva sem redimir culpas até ao milésimo, as consequências dos seus actos.

Contesto por si só a violência e, condeno este acto agressor sem precedentes sobre outro povo e outra nação, mas a impotência que sentimos pela falta de humanidade de uma pessoa, só a Providência se encarregará de reparar tão ousada prepotência.
Num mundo onde tanto se fala de respeito pelos direitos humanos, não chegou a integrar o interior deste Ser, ainda bélico. Se integrasse o mínimo de respeito pelos outros respeitaria o valor não só pessoal, como dos outros ou universal.

Não estou a tomar qualquer partido na defesa de personagens, mas a defender a “não violência”. E, se há um povo a sofrer tal devastação inocentemente, então sim, estou com eles. Contudo, isto é uma luta fratricida, são o mesmo povo, a mesma raça, a lutar uns contra os outros, sem um objectivo superior, mas numa prepotência do mais forte, cada vez mais avançado em tecnologia bélica, que nunca a humanidade conheceu. Pela covardia, escuda a sua ambição, atrás das armas, ameaçando tudo e todos a que a ele se opõe, levando adiante a sua proposta de destruição.

Não gostaria de invadir o meu espaço mental com tal assunto, mas não se pode ficar indiferente a tanta vilania e pela qual todos vamos sofrer as consequências; pela escassez de bens de consumo, entre eles os alimentos ou da energia para os cozinhar, como vermos impunemente a devastação de um país, de um povo obrigado a fugir das suas raízes, que a Europa está naturalmente a acolher, pelas acções irracionais de um tirano.

A minha questão é como é possível a restante humanidade não conseguir fazer parar um louco que tem a chave da destruição do próprio planeta nas suas mãos. Não há um direito internacional de interdição? Como é possível a humanidade estar à mercê de um querer pessoal e de um discurso absolutamente manipulador!?

A Ucrânia garantia mais de metade do fornecimento do Programa Mundial Alimentar, era o celeiro do mundo. Não seria o suficiente para os países que de tal beneficiaram, ajudarem este País a preservar a sua integridade, garantindo para todos, o pão à mesa? Infelizmente a política e os interesses económicos, mesmo perante este sacrifício de tantas vidas humanas, ainda continuam a falar mais alto.

Esperamos que esta guerra tenha um fim imediato. Prestamos homenagem a tantos que já pereceram e aos heróis que ainda lutam pela Paz.
     


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