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Missão

de Diogo Castelão Sousa

em 06 Nov 2022

   O propósito define o Homem. Guia e favorece a multidão com esperança, fé e alento, para o futuro. Quem não tem propósito (costuma-se dizer) é desalentado, pois este afigura-se como a base do mundo. A intensidade com que o desejamos ou sentimos (esse futuro próximo ou imaginado) define por regra o grau de bem-estar ou sentido de vida. Como tal, não o ter implica uma quebra de ritmo ou padrão. Este é o paradigma da Humanidade; viver para um futuro melhor. Assim, calculando os custos que teria essa perda, afigura-se inimaginável uma sociedade sem este indicativo. O sonho, o motivo, o propósito, todos fazem parte da ação do Homem como um todo. «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce», já escrevia Fernando Pessoa.

Esta união a um ideal é necessária pois sem ela o Homem vê-se a nu e desamparado pelos seus desejos mais terrenos. De quando em quando, porém, aparece alguém ‘grande’, que sonha mais alto, pondo em movimento leis e mecanismos estranhos ao homem mais comum.
Começando pelo mais básico, existem miríades de diferentes formas de ‘visualização’ (imaginação criativa), onde desejos, através da repetição e uma fé inabalável, se moldam ao caráter do ser, vindo a se realizar futuramente. O grau de convicção e certeza interna são os fatores determinantes que levam o indivíduo a alcançar tal proeza. Os sonhos mundanos e a realização terrena integram esta categoria. Contudo, para além destes, existem graus de realização espiritual, integrados num propósito maior.

Estes últimos situam-se dentro de planos já ‘pré-estabelecidos’ por Altas Entidades Cósmicas que, mediante comunhão e ligação entre consciências, transferem ‘poderes’ a determinados indivíduos para que os possam cumprir. Realizam planos na Terra, objetivos ‘sonhados’, se nos podemos assim exprimir, por Hierarquias Cósmicas, cujo intento passa pela elevação contínua de consciências, num progresso ascensional, em espiral, infinito.

Depois disto há a ‘cooperação’. Seres que se congregam e reúnem, tal assembleia invisível, para ao longo de uma vida irem ajudando e auxiliando esse Ser a cumprir determinado plano (que naturalmente pertence a todos ou para o qual todos colaboram). Assim, ligações são feitas sem que nos apercebamos ao início, e só a determinado ponto ou estágio da nossa existência elas se realizam plenamente e cedem a maior compreensão.

Desse modo, os propósitos unificam-se e convergem para um Desígnio Único. As pequenas vontades dos homens soltam-se e são esquecidas em prol ou benefício d’Aquele cujo plano foi expresso mais claramente, com maior intensidade. Quando isto acontece podê-lo-íamos associar à analogia do íman, que com a sua força irresistível atrai semelhantes polos ou condições magnéticas em seu redor. Isto quer dizer que os homens procuram Aquele cujo propósito foi elevado ao máximo (a Deus). Hoje em dia, contudo, dir-se-ia que tal não é o caso, mas poderemos evitar semelhante mal-entendido ao substituir o termo por ‘Absoluto’, ‘Essência’ ou ‘Verdade’.

Assim, chegamos à conclusão que mediante a expressão de altos propósitos por parte de determinados indivíduos, somos inspirados a sair da letargia de um não-sentido, ou do vaguear ‘ao sabor da maré’. De igual modo, cabe sublinhar que um propósito não necessita de ser criado ou ‘inventado’, mas sim seguido internamente, por inspiração interna, ou seja, mediante percepção clarificada da existência de estímulos correspondentes a tal missão ou desígnio. Naturalmente, quanto maior for a sua força ou mais qualificado for o estímulo, nobre e destituído de ambição, mais poderosa e elevada será a missão a seguir, em questão. Sendo fiel a esse momento, deixa de ser correto encarar o futuro como base do sentido de vida e sim o presente, como ‘casa do real’.

Nesse âmbito, a meditação esclarece-nos, pois confere sentido à vida, contudo libertando-a de conceitos, onde o que conta não são ideias mas caminhos ou perceções a seguir, pela via do coração e da mente. De facto, é verdade que ela nos ajuda a libertarmo-nos do passado, presente e futuro, ou seja, dos conceitos em geral. Assim, é nesse intemporal instante místico que se situa a verdadeira obra do Destino, a missão de cada um.

Logo, o sentido de vida não envolve ‘projeção temporal’, expectativa, adiamento, mas correspondência, alinhamento e obediência a estímulos internos (voz da consciência). Na claridade mental então situa-se o correto proceder, o desinteresse pelos frutos da ação e a obediência ao máximo que possamos alcançar. Nesse aparente vazio situa-se a plenitude.
     


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