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A Eternidade

de Maria

em 19 Out 2008

   De facto o tempo não existe, ele é apenas um conceito delimitando as fronteiras da mente. A contagem do tempo dentro da vida humana contribui para a ilusão da finitude. No espaço cósmico infinito onde está o tempo? Haverá outras dimensões de tempo?


O conceito que temos de que o Sol nasce e se põe apenas resulta do movimento da Terra à volta do Sol, dando-nos uma realidade aparente, mas verdadeiramente é apenas um conceito científico, pois o Sol só desaparece para um dos lados da Terra permanecendo indiferente aos seus efeitos e, se ultrapassarmos com a nossa mente ou Consciência mais alargada, essa barreira das portas do tempo, compreendemos a infinitude da vida face à limitação do tempo e espaço a que a matéria nos confina. Também as fases da Lua derivam desse movimento já que ela se mantém inalterável no seu percurso cósmico. Contudo, a vida na Terra é desta ilusória aparência que se desenvolve, guiando-se com os dias e as noites, as semanas, os meses e os anos. O tempo regido pelo movimento do Sol do qual dependemos é o principal factor de ilusão.

Elevada a mente ao infinito, ou seja, para lá da limitação da vida na Terra, o tempo não existe da mesma forma, ou a existir será de uma forma mais vasta para distâncias incomensuráveis, onde contagem de dias ou anos se esfumam no espaço. Vivemos realmente, no intemporal cósmico, pois fazemos parte de um Universo Eterno, isto num sentido de não sabermos o seu começo nem o seu fim.
Também ao nível da Consciência que é intemporal e ilimitada se passa a mesma miragem derivada da limitação da mente confinada a um cérebro. Assim, quando a mente se alça a outras dimensões devido ao seu alargamento de Consciência pela evolução espiritual, projectando-se a níveis intemporais e ilimitados, descobre como a vida é infinita na sua vastidão cósmica. Compreende-se então, como a nossa própria expansão espiritual sofreu e sofre limitações dentro desta ilusão do tempo, que, como uma trave mental, não deixa passar da barreira dos conceitos físicos e psicológicos, situando-nos sempre em espaços limitados e inferiores quanto à verdadeira dimensão da riqueza humana na sua intemporalidade.

Assim, hoje em dia, ao ultrapassarmos as barreiras do tempo e do espaço através dos “olhos” dos grandes telescópios, tal o Hubble desvendando o vasto oceano cósmico, tanto revelando-nos a nossa pequenez, um planeta mais - um entre milhões - como nos mostra o quanto importante somos, pela nossa posição frente ao Sol (a estrela que nos dá a vida) em todo o ciclo da manifestação da vida, somos confrontados com novas realidades. E não só ao nível da matéria, mas reportando-nos ao nível da Consciência, como Seres eternos e imperecíveis, estamos destinados a alcançar realizações espirituais ou estados supra-inteligentes da verdadeira dimensão da nossa natureza – aquela originária da Fonte Supra-cósmica do Espírito Supremo. Não falo de visões ou intuições, pois representam escassos momentos, experiências de Consciência superior ou do Espírito, mas a concreta vivência, presente aqui e agora, conscientemente, consciente desse grau de inteligência iluminativa que é a Unidade, a Realidade última de Deus. Essa é a dimensão que a lei da Natureza humana na sua evolução mental e espiritual oferece a todos os Seres, a de alcançar a realização da sua própria humanidade no seu todo, no completo conhecimento supra-cósmico de Si e de Deus, abarcando infinitos mundos de inteligência, onde a omnipresença e omnisciência não são meras palavras, mas realização concreta de Consciência, e a Consciência é aquilo que somos física, mental e espiritualmente.

É com esta Inteligência que se reconhece Deus, pois vive-se em estado dimensional de Consciência que se manifesta através do Seu poder e transmite-se pela irradiação da própria força interior num assumo de coragem, de vontade, de determinação, podendo com serenidade enfrentar qualquer obstáculo à vida pela clareza mental e pelo contentamento. Como dirá o sábio Asṭāvakra «Eu sou a minha própria felicidade». Quem vive neste estado de completa maturidade humana, nada busca, nada quer, vive o todo em si mesmo: é a Inteligência Pura e vive naturalmente…na Eternidade.
     


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