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O Poder da Concentração

de Maria

em 27 Set 2010

   Em longos anos de prática de Meditação e observando os meus próprios mecanismos mentais fui tomando consciência das mudanças internas (abertura de coração e níveis de inteligência ou clareza mental) através do livre e natural progresso espiritual desta prática tão benéfica. Comparando o meu processo com o método de Patañjali, verifiquei o quanto este último é válido e eficaz para alcançar o mesmo objectivo: o da transcendência. A clareza e nobreza de propósitos apresentados por Patañjali nos Yoga Sūtras sobrepõem-se a outros sistemas pelo seu valor simples e natural de conduzir o praticante à meta ou objectivo proposto.

O Poder da Concentração e os Samyamas de Patañjali

(Texto Inédito)
Convém alertar, que este método de Meditação, ou qualquer outro que sirva como meio para o caminho espiritual, não deve limitar-se à leitura, mas, essencial e necessariamente, à prática diária. Verificamos que se entra num ciclo, pois quando a Meditação se estabelece como prática, principalmente se for por apelo interno, ocorrem então, de uma forma atenta e consciente, as transmutações, experiências e realizações, enunciadas por Patañjali.

Igualmente, se pegarmos no método dos sūtras, neste caso, a prática do Samyana, (ter um objecto ou modo para concentrar), esta conduz de forma natural à Meditação, acabando por encontrar-se interiormente, os resultados propostos. Mas, mesmo que não se queira seguir um método estabelecido, quer o de Patañjali ou de outros, e se praticar Meditação com assiduidade, acaba-se por se chegar à meta proposta por Patañjali, já que o seu sistema se baseia numa essência universal para atingir o objectivo que é a União com o Absoluto. Tem de haver, naturalmente, honestidade na prática, para que se opere a purificação física, mental e espiritual e a Meditação se estabeleça como uma necessidade pessoal e espiritual.

A Meditação é o meio para alcançar o equilíbrio, a felicidade interior e a realização espiritual: realizar a integração no Absoluto, Entidade Cósmica, Inteligência Suprema ou Mente de Deus, como lhe queiram chamar. Na realidade, há um estado Absoluto de Inteligência Cósmica que todo o ser humano pode e deve atingir, onde esse culminar, ultrapassa o entendimento racional das interpretações primárias do que é a União com Deus, que se verifica quando aplicada ao ser comum, que vive a religião ou a espiritualidade de forma básica, sem o objectivo mais elevado da Libertação. Quem empreende com consciência e vontade a sua própria realização espiritual, livre de conceitos e preconceitos na sua busca interna ao aplicar sistematicamente a Meditação, verificará que a meta a alcançar é tão arrebatadora e inesperada que não há palavras para descrever o que se descobre: a revelação absolutamente transcendente e, ao mesmo tempo, inteligente da União com o Absoluto.

Dado que, para a maioria das pessoas, a grande dificuldade na prática da Meditação é a falta de Concentração, Patañjali oferece o método através dos Samyamas, a Meditação “com semente”, que significa ter um objecto (algo) para meditar. Essa ajuda para a Concentração encontra-se nos sūtras, quando propõe que se foque a atenção, por exemplo, no Sol ou num ponto do corpo (chakra), ou ainda no som; esta ferramenta leva ao poder da Concentração, para se obter assim uma prática de Meditação eficaz.

Então, de forma natural, entra-se num ciclo: a Meditação desenvolve aos poucos a Concentração e a Concentração restringe a mente, capacitando-a à Meditação. De facto, a mente precisa de ser conduzida, educada até ficar confinada ao seu objecto de meditação, que em Sânscrito se chama Nirodha, “restringir a mente”. Este estado fortalece o cérebro capacitando a mente a chegar ao objectivo desejado: o “Objecto Supremo”, o último passo que Patañjali, chama Samādhi.

Encontramos na Bhagavad Gītā (6.19):
«Assim como uma lucerna abrigada pelo vento não estremece, assim é a mente controlada de um yogī».

Portanto, há formas ou meios de Concentração que ajudam a levar a mente para objectivos definidos, capacitando-a a uma nova estrutura de poder mental, que um dia seja capaz de entrar na Mente ou Inteligência de Deus. É, de facto, este o objectivo da Meditação, quer seja baseado em métodos filosóficos como o de Patañjali, ou em formas mais devocionais com práticas mais acessíveis, como o rezar, ou o Bhakti-yoga, pleno de fervoroso misticismo; mas todos eles visam alcançar a União.
   (... continua)  
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