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Crise de sentido

de Maria

em 11 Ago 2011

   A crise fundamental dos nossos dias é espiritual.
Quando há uma crise pessoal de consciência ou espiritual, a tendência é classificar como depressão, procurando soluções rápidas, tais os fármacos. Não há tempo para interiorizar ou compreender-se a si mesmo por percepções mais elevadas.


Comparando a vida de hoje, com décadas atrás onde a maioria das pessoas se sentia satisfeita, segura e inquestionável na sua fé religiosa, principalmente no Ocidente com o Cristianismo; quer fosse pela frequência uma vez por semana na Igreja (ao Domingo), quer pela leitura da Bíblia ou ainda pela influência familiar, encontravam de uma forma natural (como um dado adquirido) o apaziguamento da inquietação interior: era uma entrega de confiança. Havia “algo” a que se “agarrar”. Actualmente, o materialismo tudo reclama, até a nossa Alma…
De facto, hoje vemo-nos perante grandes transformações ao nível global onde mais do que nunca, se procura um sentido, mas só a busca pessoal, consciente pode dar a resposta.

As novas tecnologias, por exemplo, fizeram virar o olhar humano. Se por um lado nos dá conforto e ajuda materialmente, por outro, exterioriza. Com a tecnologia começou a ameaça das armas nucleares, das armas químicas e, recentemente, temos a ameaça crescente de desastre ecológico, em parte pelo mau uso dessa tecnologia. Também a tecnologia veio tirar o lugar à cultura mais tradicional e religiosa, onde se fundamentaram valores essenciais, ganhos pelo trabalho de muitos, quer intelectuais, religiosos místicos e espirituais, políticos, heróis etc., em milhares de anos de civilização. Agora, tudo parece desmoronar-se, esboroar-se no tempo, que apressado nos fustiga como o vento. Não sou saudosista, nem avessa à tecnologia (uso-a), apenas aceito e reconheço a velocidade com que a mudança acontece actualmente; eu sou parte deste tempo e desta mudança, pois também a desencadeei, apresentando alternativas espirituais, como forma de sair do comodismo religioso de séculos.

A crise de sentido, ou a lógica da vida está em crise…de facto, e a humanidade de momento está exposta e imposta a incríveis mudanças. Começa nos que “deambulam” e aqui entenda-se nos dois sentidos: o material e o espiritual. Abriram-se as portas (fronteiras) e todos começaram a “circular” livremente levando aos ombros mochilas cheias de sonhos, de anseios, de ilusões, de esperanças, mas também de frustrações, inquietações, violências e, em alguns, a oportunidade de à custa de pouco, muito obter. As migrações por causa de catástrofes ambientais, bem como as da fome e da guerra, assumem um papel preponderante nesta amálgama multicultural planetária, onde já poucos encontram raízes. Assim, se vão aculturando e cruzando os povos neste planeta. O caldeamento humano e cultural a que chegamos, obriga cada vez mais a sermos ponderados, atentos, compreensivos e, sobretudo, a aceitar com respeitos todos os seres neste planeta, embora seja difícil lidar com o fundamentalismo, seja qual for a corrente que o lidera. Nada justifica a violência em nome de um qualquer fanatismo. Enfim, se alguns, percebem o sentido que isto leva e, fluem, outros tentam de forma, até terrorista parar a evolução desencadeada há muito.

Os jovens, vêm naturalmente com capacidades mais desenvolvidas do que os seus avós, mas têm também por isso, que enfrentar muitos desafios num mundo super agitado, em efervescência numa mudança sem precedentes de valores, de ética, de moral e de espiritualidade. Tudo se requer rápido, o que fica difícil ajustar-se e dar sentido à vida a cada instante, pois tudo se esvai em segundos, perdendo-se a profundidade do compromisso e da responsabilidade. No turbilhão da vida poucos param para questionar-se: quem sou, onde me situo? Onde está a Consciência? Há algo fundamental que falha: o sentido mais profundo da existência. Sim, falta acarinhar a mística pessoal e interior. Falta a conexão interna, o suporte, o ancoradouro, pois o sentido da vida passa por uma forma inteligente de escutarmos os anseios internos, e a busca da Unidade pela inteligência espiritual dá sentido, alenta e transforma. Aquilo a que chamo “aprumar o eixo”, ou o alinhamento físico, mental e espiritual, sustenta e comporta todo o sentido da existência, na verticalidade. Sim, a vida em si mesma, aparentemente, não nos oferece nenhum sentido, temos de o achar, pois é para quem a vida não tem sentido, que a busca do mesmo faz sentido...

Verão, 2011
     


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