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O Budismo nos dias de hoje

de Maria

em 21 Mai 2012

   Sem dúvida que, actualmente, faz bastante sentido o Budismo no Ocidente, apesar do fundador da sua doutrina ter vivido há já 2.600 anos. O que muito ocidentais admiram nos países do Oriente e Ásia, regiões onde, naturalmente, se desenvolveu o Budismo é sobretudo a serenidade com que as pessoas enfrentam os desafios da vida. A expansão da filosofia budista no ocidente vai no encontro dessa busca de paz, por uma razão lógica e consciente preconizada pela doutrina do Buddha. Hoje, a demanda espiritual assenta numa forma mais científica, que exige respostas concretas aos apelos interiores e as satisfaçam mentes mais descritivas e lógicas.


O Budismo pode apreciar-se em duas vertentes: a da religião e da filosofia. Naturalmente, uma engloba a outra, mas as mentes mais racionais identificam-se mais com uma filosofia de atitude; contudo, para se atingir a realização espiritual é requerido o auto-conhecimento, certa disciplina e prática de meditação. Como religião, tem o seu aspecto mais devocional, inspirado na figura do Buddha e, assegura aos crentes estabilidade e segurança espiritual: porém, também só dará frutos se houver uma prática interior e pessoal.

O fervor religioso desenvolve o amor incondicional, factor que se encontra na base de todas as doutrinas religiosas e na necessidade humana de se venerarem seres perfeitos, como ícones de referência, razão pela qual as grandes religiões se inspiraram na personalidade e na sabedoria de seres como Jesus e Buddha. Sem dúvida, o que contribui mais para a expansão de Consciência, com efeitos físicos no cérebro humano, são os estímulos e impulsos espirituais dados pelos seres mais místicos e espirituais.

As religiões já tiveram e ainda terão o seu valor a desempenhar na evolução espiritual do homem e o Budismo, como meio de investigação pessoal, oferece respostas aos problemas mais sintomáticos com a decifração das causas das alegrias e sofrimentos. Nas filosofias e religiões orientais - para além do Hinduísmo que inclui vários sistemas filosóficos e espirituais, que a maioria dos ocidentais conhece, especialmente pelo Yoga - encontra-se o Budismo nas suas diversas vertentes, e cujas maiores tradições se designam Budismo do Norte e Budismo do Sul. O do Norte inclui o Budismo estabelecido no Tibete da linha Mahayana, Japão e China; o do Sul, o Budismo Theravada que engloba uma parte da Ásia, países como Tailândia, Sri Lanka, Vietname, Myanmar, espalhando-se hoje por outros continentes, como a América e Europa.

Não obstante, nessa expansão, o Budismo, permanece em sua essência, embora a linha Mahayana contenha acréscimos esotéricos que, segundo Nargajuna, filósofo do século II, foram descobertos posteriormente à data do Concilio em se dividiram estas duas correntes principais do Budismo. A corrente Theravada, a dos Anciãos permaneceu mais fiel aos ensinamentos originais do Buddha.

O Budismo, hoje encontra maior abertura no Ocidente, não só por literatura amplamente publicada, como pela prática já bastante divulgada da meditação, quer seja sob o método budista Vipassana, ou de outras modalidades e sistemas. Actualmente, procura-se a meditação como forma de encontrar um meio para a paz interior, estando o Budismo entre as religiões que oferece um meio pessoal, concreto e científico para a realização espiritual. É nesta perspectiva de novas aberturas de pensamento no Ocidente, nomeadamente em Portugal que se encontra em andamento o projecto de estabelecer um Mosteiro do Budismo Theravada. Embora com regras monásticas, esta tradição inter-age bastante com as populações locais, visto ser desse encontro que sobrevivem os Mosteiros.

Os monges professam uma linha de renúncia, obediência e pobreza. Como não podem depender dos seus próprios recursos, como plantar para comer ou comercializar, a alimentação e os bens mais necessários são oferecidos pelos leigos ou comunidades à volta do Mosteiro. Em contrapartida, as pessoas podem visitar e até permanecer, caso haja instalações que o permitam, e usufruir da prática da meditação com a presença dos monges e, dando o apoio espiritual baseado no Dhamma, o Ensinamento que o Buddha deixou como herança à humanidade.

Esperamos desde já a colaboração de todos e, a partir de Julho de 2012, podem rumar ao Mosteiro (Lisboa) para uma inter-acção com os monges e com a prática da meditação.

Texto publicado na Revista Alternativa - Espaço Aberto
     


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