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Empatia

de Maria

em 02 Jun 2013

   Quando falamos com outra pessoa estamos a “absorver” os padrões de activação neuronal do cérebro dessa pessoa, porque esses movimentos cerebrais, correspondem às mesmas áreas cognitivas no processamento das emoções e percepções de todos os cérebros humanos. Estudos de imagiologia cerebral mostraram que quando um indivíduo observa outro na execução de acções, activa os mesmos padrões neuronais como se estivesse ele própria a executá-las. Este sistema de espelho, mostra como a empatia se encontra na estrutura do nosso cérebro-mente. Quando observamos os outros em actividades, quer corporal, quer mental (a percepção da emoção através da expressão oral) o nosso sistema “ressoa” com o outro.

Os estados emocionais, os sentimentos e as percepções de um indivíduo, sejam bons ou maus afecta o estado mental de outro. O cérebro reage ao cérebro do outro imitando-o – empatia cognitiva. O choro de um bebé provoca o choro de outro bebé e nos gémeos, até mesmo quando separados têm acontecimentos na vida semelhantes. Temos, então, que a base para o posterior desenvolvimento da empatia entre os seres, encontra-se na formação cognitiva do nosso próprio cérebro.

Assim, de facto, a influência que se pode exercer sobre os outros quer benéfica, quer negativa, tem razões já na composição genética, contudo, essa influência poderá ser reduzida no seu impacto, se houver uma evolução consciente humana e espiritual durante a vida, onde o sistema cognitivo se vai estruturando no sentido de formar um carácter muito próprio ou pessoal. Entre as múltiplas razões da necessidade de encetar uma via espiritual, sobressai a independência do pensamento próprio, onde não se fica tão facilmente vulnerável à influência (manipulação) dos outros.

Diz, hoje a ciência que dois indivíduos afectam os estados mentais um do outro, porém já encontramos tal asserção no sistema filosófico ou religioso de Patañjali.

Yoga Sūtras, Cap. IV - Kaivalya-Pada
Sūtra 4 - «Quem conseguiu um estado excepcional ou supra-normal da mente por uma via justa e correcta, alcança o estado supremo de claridade e de desapego, em que pode influir nos estados mentais dos outros».

Na realidade, já todos podem ter captado e sentido a dor ou a alegria do outro; qualquer um destes estados pode ser contagiante para gerar uma mútua e natural empatia. Será mais ou menos influenciadora de estados do outro, se esse outro se encontra na mesma esfera vibratória; ou seja, se o estado for positivo, desenvolve no outro, compaixão, podendo este por sua vez ao captá-la, gerar gratidão.

O fundamental nesta observação dos estados mentais com base na formatação cognitiva do cérebro, torna clara a questão que desde sempre, até em criança tinha consciência da influência dos estados mentais dos outros e, perguntava-me porque é que isso acontecia? Quais os processos físicos e mentais que estavam em causa? Atribuía já, no entanto, a essa inter-acção de energias que podiam ocorrer mutuamente quando falamos com o outro, que fui desenvolvendo pela natural evolução espiritual, uma certa protecção psíquica e anímica à influência externa, principalmente, a energias perturbadoras. Fui tomando cada vez mais consciência, de que a fortaleza espiritual, não só me capacitava a desenvolver maior sensibilidade, compaixão e empatia pelo sofrimento dos outros, mas também um poderoso escudo, tanto etérico como magnético, na protecção de energias exteriores.

Sem dúvida que o ser humano vive à base das emoções. Aqueles em quem o amor por si e pelos outros tem pouca expressão, vivem bloqueados mental e sentimentalmente, não deixando que as emoções positivas, como a alegria e a compaixão se manifestem, sendo facilmente influenciáveis nas suas emoções mais básicas ou instintos.

Hoje, assiste-se à imitação de crimes horrendos que ao serem transmitidos ao nível global pela comunicação social, acabam por influenciar aqueles que navegavam na mesma onda vibratória, a cometer os mesmos actos. Já não é só a necessidade de protagonismo na sua forma mais condenável, mas porque os seus cérebros reagiram com “empatia” às emoções dos que praticaram tais actos. Infelizmente, acontece, actualmente com muita frequência.
Verifica-se, então, que a índole para o mal pode ser sublimada através de exemplos do bem. A visualização de actos maléficos tem o poder de influenciar a tal, contudo, fica na mesma proporção de forças para os actos benéficos na influência sobre os outros. Eis, então, no que se deve apostar para que a humanidade se confraternize, pois a base para o entendimento encontra-se, afinal através da união dos seus cérebros programados biologicamente para a empatia, podendo gerar o bem entre todos, pelo desenvolvimento da compaixão, do amor e da fraternidade.

Conclui-se que a mentalidade humana não se reduz simplesmente ao puro mecanismo cerebral, mas implica o superamento (sempre pelo melhor), moldando a sua própria fiação cognitiva pelo ideal do aperfeiçoamento, para o culminar da realização espiritual.
     


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