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Celebração

de Maria

em 02 Dez 2013

   Hoje venho falar, especialmente, de tempo e da celebração que o tempo ainda não apagou: o Natal. É um facto incontestável de que o tempo sempre existiu, mesmo antes de haver universos e, sendo ele eterno, abarca todos os espaços e dimensões. Dependendo do espaço e dos pontos de observação que tivermos, vamos desenvolvendo conceitos sobre o tempo, aplicando-o às nossas necessidades; arrebatamos o tempo finito, ao tempo infinito que existe, existiu e sempre existirá, para além de qualquer extinção da matéria ou dos seres humanos.

O tempo é, assim, algo indefinido. Designamos tempo aos momentos da existência, também de acordo com o espaço e a dimensão de consciência que temos perante o Sol, a estrela que contabiliza os momentos de luz e de escuridão: este é o nosso tempo. Para além do nosso sistema solar a marca do tempo é, obviamente, outra. Na realidade, entre o passado e o futuro fica o instante do presente face à intemporalidade, onde então, tudo depende da nossa própria consciência em termo da noção que temos do tempo, porém, nada fica fora do tempo; apenas o compartimentámos, criando limites temporais e espaciais.

Entretanto, a nossa memória é o relógio que marca os acontecimentos no tempo e, que nos envolve neles, até que se percam na memória... Quando a memória nos falha ou perdemos algum acontecimento que guardávamos nos recônditos da nossa mente, ficamos preocupados pela falta de referências e, por isso, tentamos perpetuá-las marcando datas para nos situarmos nesta infinitude cósmica que se nos apresenta infindável e inalcançável. Desta forma, as datas prendem-nos, relembram, trazem-nos identificações para assentarmos no tempo e não “corrermos” atrás dele, porém, é isto que nos acontece, “movemo-nos” a todo o instante e pouco resta de ontem, se não fosse a memória a situar-nos no hoje.

Desta forma, há datas que guardamos respeitosa e religiosamente, como as comemorações pessoais (datas de nascimento), acontecimentos externos ou colectivos que marcaram ao longo dos séculos os povos ou até civilizações em diversos pontos do Planeta, sendo o Natal aquela celebração que permanece na memória dos cristãos. Contudo, hoje em dia, o Natal é celebrado quase a um nível universal (ultrapassando até as barreiras entre religiões) sobre o nascimento de um Ser, neste caso o de Jesus, que sem dúvida veio para marcar o tempo no Tempo. Jesus é lembrado colectivamente, pelo menos uma vez por ano, como Alguém que veio falar de Deus. As religiões resultam sempre da vida de algum Ser especial, que veio dar exemplos de Unidade ou conhecimento de Deus, perpetuando na memória da humanidade a lembrança da sua filiação divina.

Assim, no auspicioso nascimento de Jesus, tempo e espaço conjugaram-se para que se destacasse no céu uma brilhante estrela, momento astronómico, revelando a ocasião como especial. Ela não só guiou os reis magos como toda uma civilização até hoje. A estrela e Jesus marcaram o tempo pelo tempo…

Celebremos, com a devida seriedade e devoção, Aquele que num dado instante do tempo nos trouxe a realidade de Deus, impregnando nas profundezas das nossas mentes e dos nossos corações o Eterno, que se situa para lá da infinidade do Tempo.
Feliz Natal!
     


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