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Graça Divina em 2015

de Maria

em 29 Dez 2014

   O caminho espiritual necessita de um enquadramento, duma perspectiva, pois ele existe para um fim específico. Há, então, uma razão para se praticar a via da realização espiritual, onde a meditação é o pilar de auto sustentação para essa realização através da metodologia e pela frequência dessa prática. Há de facto, uma variedade de métodos propostos por doutrinas filosófica ou religiosas, que ensinam que, por uma prática regular de meditação se pode encontrar a felicidade no interior, vindo a tornar-se numa vivência do dia-a-dia, tal como respirar ou comer. Ganha-se uma natural predisposição, onde depois se desenvolve o seu próprio método.

Com a prática o organismo se vai purificando dos bloqueios energéticos e melhorando a capacidade para receber a Graça Divina, realizando, então, experiências mais místicas. Esta descida de energia divina, muitas vezes direccionada especialmente e em certas ocasiões é dispensada dos planos superiores para a humanidade. Receberá maior quantidade desta energia quem estiver mais bem preparado em seu coração e mente. Ela desce livre e gratuitamente e manifesta-se sobre o ser humano que sinta atracção e, predisposição espiritual pelo conhecimento iluminador, pois é pura energia, pronta a revelar-se no interior de cada um e, com efeitos de expansão de Consciência. Gratuita e incondicionada pode manifestar-se de diversas formas e mais ou menos intensa, que depende então, da capacidade espiritual do receptor.

Abhinavagupta, o percursor do Shivaísmo de Cachemira indica três estágios dessa energia:
Intensa, média e débil.

A Graça intensa é energia divina potencialmente criadora, transcendente e pela qual o coração e mente refulgiam totalmente. É um intenso samādhi espontâneo, regenerador espiritual que contribui ainda mais para a integração na Unidade ou Divino. É a comunhão permanente! Não há eu e Ele: é o Eu Sou Ele! Já não há dualidade, nem esforço pessoal para obter algo.
A Graça média é uma energia de amor sentida e recebida como um bálsamo no coração (samādhi mais curto) que pode permanecer durante horas ou dias, onde fulgura a intuição iluminadora, porém, pode não haver muita consciência da sua origem, mas uma grande aspiração espiritual.
A Graça débil ou mais fraca é sentida esporadicamente sem consciência donde surge essa força ou energia de amor, mas leva tal Ser a maior trabalho interior (prática de meditação), para que essa energia sublime volte a acontecer e possa alcançar uma absorção cada vez maior: é ainda a via do esforço, para a concretização espiritual.

Depende, então do grau de evolução espiritual do receptor para abarcar um destes tipos ou escalas de energia e, a sua progressão quer mais rápida ou lenta, depende apenas da persistência do praticante.

Esta energia espiritual ou divina que desce sobre a humanidade e a recebe com menor ou maior intensidade quem estiver preparado, representa uma benesse, quase como um prémio que se ganha com a realização espiritual. Contudo, ela não é dada como um privilégio, mas como um resultado do esforço na perfeição através de vidas e vidas, até que, quando chega a recebê-la intensamente, foi porque se preparou mental e espiritualmente para abarcar a Graça Divina na sua plenitude. É assim, que é inútil querer apressar o passo, usando métodos fáceis enganadores de iluminação pela corrente de modalidades espirituais actuais, em adquirir cursos rápidos de fins-de-semana. A preparação para receber tal Graça, seja intensa, média ou débil depende somente do trabalho interno de cada um (a taça na sua medida), na persistência na caminhada espiritual, de purificação, de sublimação, de aspiração e, sobretudo, de devoção na Divindade.

Há, de facto, muita gente a querer meditar para relaxar sem acreditar em Deus. Pergunta-se, para quê? Se não se acredita em Deus como reconhecer a Graça Divina quando ela desce? Sim, passa despercebida, o que é um desperdício…

A esperança como mensagem para um Novo Ano é que cada Ser seja cada vez mais consciente de si mesmo, tornando-se o próprio Graal, podendo deste modo, ser mais sensível às energias que são dispensadas frequentemente para a humanidade. Ao recolhê-las e reconhecendo-as plenamente como Graça Divina, será então clara e jubilosamente um bom Ano.

FELIZ ANO 2015!

Nota
Abhinavagupta viveu em Cachemira no final do século X e princípios do século XI da nossa era. Foi sem dúvida um dos maiores espíritos da Índia.
   (... continua)  
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