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Obter autoconsciência

de Maria

em 23 Mar 2015

   Autoconsciência é o estado de reconhecimento da minha existência. É o que confere sentido àquilo que sou. Este Eu, situa-se no espaço e no tempo conferindo-me uma posição perante os outros. A autoconsciência faz-me reconhecer também a existência e o direito dos outros. Assim, a autoconsciência dá-nos a razão do agora, e por isso, estamos sempre a tentar encaixar tudo numa ordem lógica para dar um sentido à vida delineando parâmetros dos quais não queremos sair com receios de tudo o que construímos se possa desmoronar. Mas a vida é reconstruída constantemente à revelia da nossa vontade, razão pela qual tentamos ajustar o novo ao velho (presente e passado) para um conforto de segurança. Há uma fugaz temporalidade que nos centra, mas como não vemos para além da nossa consciência, não prevemos os acontecimentos extra com que somos bombardeados permanentemente.

Então limitamos o nosso espaço, o nosso tempo e a nossa consciência. Contudo, esta vai acompanhando a livre circulação da vida e à qual através da mente de forma renitente vamo-nos adaptando. Vivemos o presente com certo receio do que nos reserva o futuro (o momento seguinte) como o imprevisível. Estabelecemos limites porque queremos viver de determinada forma, mas acaba numa utopia, porque a vida é mesmo imprevisível, no dia-a-dia, até minuto a minuto.
Só admitindo a impermanência podemos considerar a Providência justa, pois se conhecêssemos os acontecimentos com antecedência tentaríamos evitar os que fossem desagradáveis e, então, estaríamos a fugir de cumprir os karmas tanto benéficos como maléficos, pois há sempre uma ligação entre os dois

Diz um cientista americano (James McGaugh) “que a finalidade da memória é prever o futuro”, pensamento que se torna insuficiente para designar capacidades tão importantes quanto a memória. Na realidade, a finalidade da memória é sobretudo, referenciar-nos no presente (através da autoconsciência) com base no passado que nos situa no tempo e dá a consciência do momento. Só com esta capacidade mental de ligação do antes e do agora, podemos então, prever o futuro.
Também a ciência intenta hoje por processos artificiais (fármacos) aumentar a inteligência em seres normais, como se isso fosse possível sem consequências desastrosas, pois se não houver uma evolução psico-cognitiva e espiritual para acompanhar mais inteligência, ela pode debilitar seriamente o cérebro pelos impulsos invasivos, anormais, levando depois a uma dependência desses fármacos.

A compreensão correcta é que aumentaremos a inteligência e consequentemente a autoconsciência pela superação, pelo poder do aperfeiçoamento humano, pelo autoconhecimento e elevação espiritual, e aí sim, há um aumento real de inteligência, caso contrário será astúcia, o que pode levar à manipulação dos outros. Ou seja, a inteligência aumenta com o aperfeiçoamento porque estamos a criar aberturas mentais para que a Consciência se manifeste mais, obtendo, então mais autoconsciência, conferindo esta então, maior expansão de Consciência-Inteligência. Ser mais consciente é ser mais perfeito e é deste modo que se desenvolve o bem interior, contrariando qualquer tentativa de usar o poder da inteligência para o mal.

Os maiores impulsos para obter mais inteligência ou autoconsciência são dados principalmente, pelos aspectos devocionais, portanto pela aspiração espiritual, mas também pela superação humana perante as adversidades. Os que se deixam esmagar pelas desgraças, ou o lado negativo das situações, estagnam o seu desenvolvimento cerebral e assim impedem que se estabeleçam novos circuitos eléctricos entre os neurónios, ou seja não permitem a produção de novas células cerebrais. Superação e devoção são a base para a inteligência e autoconsciência.
Pela necessidade de o ser humano superar situações adversas e não só, leva-o a procurar o caminho mais adequado, obrigando o cérebro a desenvolver e a usar áreas no cérebro de forma mais profunda. A evolução mental e espiritual não se limita apenas quando a mente constrói pensamentos criando impulsos eléctricos nos neurónios, mas também quando procura soluções em situações extremas. Se uma aspiração espiritual como a devoção provoca impulsos eléctricos e com isso desenvolve o nosso potencial para a auto realização, a superação humana pela resiliência, desenvolve o intelecto aumentando a inteligência pelos impulsos eléctricos que obrigam o cérebro a trabalhar, ou seja, fazer mais ligações entre neurónios pelas sinapses, produzindo aminoácidos (proteínas) que o cérebro precisa para fazer frente a novos desafios. O cérebro depende desta produção de substâncias (serotonina, melatonina, dopamina) para o seu bom funcionamento. A estabilização do cérebro, paz mental, acontece na adaptação às novas situações, depois de encontradas as resoluções.

Superar pela inteligência é um grande passo para a autoconsciência. A superação confere qualidade humana e espiritual. Superar enobrece o ser humano. As depressões indicam falta de superação, onde as pessoas se consideram vítimas da vida e dos outros ou das circunstâncias, o que denota uma grande preguiça mental em fazer esforço, para sair de um estado negativo.
Nota: O consumo de álcool por exemplo, retarda a produção de novas células cerebrais. A superação mental e física gera novas células cerebrais.
     


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