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Acordo Ortográfico

de Maria

em 23 Mai 2015

   Já muito foi dito sobre este polémico acordo, mas não o suficiente. Não houve ainda vozes altamente sonantes que pela força da razão consigam fazer parar um processo que nunca devia ter começado. Insurjo-me contra este bárbaro atentado à nossa Língua feito por uma decisão que nem sequer resultou de um consenso de opinião dos portugueses, quer tenha sido tomada por razões económicas ou por outros interesses que escapam ao entendimento. Não se concede o direito a quem quer que seja, de nos obrigar a deturpar a Língua, que fixada e bem por Camões, agora se torna irreconhecível em certas frases.

Não assisti ao Forum realizado a 14 de Abril na Universidade de Lisboa, no qual foi aprovada uma moção a defender que o Acordo Ortográfico deve se referendado, mas concordo inteiramente. Um mês após este debate, ainda é incerta a decisão final quanto ao AO, pois não houve da parte do Governo qualquer parecer público em defesa do Referendo, ou da anulação do acordo, pelo contrário, o trabalho preliminar para a entrada em vigor da lei já está determinado e há uma ordem obrigatória para o fazer cumprir já nos próximos exames escolares e, os alunos que não escrevam conforme o AO serão penalizados.

Estando dedicada à escrita sei o valor que cada palavra representa para o bom entendimento da leitura. Quando numa frase escolho determinada palavra é no sentido de melhorar a expressão linguística, mas sobretudo que ela exerça uma compreensão clara do que pretendo transmitir. A precisão da palavra é um catalisador ao entendimento mental, preciso e imediato. Como sei o que uma frase quer dizer se as palavras se confundem, tal as de exemplo de comparação - “para ir a algum sítio” e “para de caminhar”, esta última do verbo “Parar” se não levar o assento (pára) não se entende - e tantos outros exemplos que infelizmente hoje já são familiares na escrita.

Devido ao estudo do Sânscrito posso comparar melhor o valor da palavra e que nesta antiga escrita comporta um vasto mundo de significados, sendo especialmente requerida a correcta pronunciação, para que possa exercer alguma autoridade quando é transmitida. A forma da entoação é fundamental pois tem efeitos sonoros poderosos, como, por exemplo, quando se canta um mantra, em que o som é uma vibração que pode influenciar tudo em redor, para além do próprio que o entoa.
Este efeito dos mantras já muitos conhecem, devido à divulgação do Yoga e de outras filosofias da Índia, mas a finalidade é a mesma relativo à correcta expressão da palavra em qualquer Língua.

Para a defesa da Língua Portuguesa, que é no fundo o assunto deste artigo, não será necessário ser um especialista em linguística para entender que o português, neste acordo fica deturpado, desviado do seu real sentido e objectivo que é estabelecer, afinal, a lúcida comunicação entre as pessoas. Actualmente, quando em jornais, livros e roda pé de telejornais deparamos com a nova escrita, precisamos de ler as frases mais do que uma vez, para entender o que querem dizer na realidade, pois se já havia sérias lacunas na aprendizagem do português, agora esta mistura de ortografia, tem causado ainda maior défice na cultura. Foi este défice cultural dos que incentivaram à rectificação da Língua, que mostrou total ignorância quanto ao valor da palavra na sua precisão, forma pelo qual se enriquece o entendimento humano e se aprimora o vocabulário.

A falta de cultura não implica poucos atributos académicos, embora isso possa contar, mas ela subsiste pelo interesse das pessoas mais na superficialidade do que na profundidade. Há uma grande falta de vontade pelo Saber. Impedir a assinatura do dito Acordo Ortográfico passa pelo empenho, brio e dever de cada português em defender a liberdade de se expressar numa Língua que lhe é própria, pela herança cultural social e histórica, que pertence por direito a cada cidadão.

Parece que já não há muito tempo para os interessados reunirem esforços, pois o documento que rectifica o Protocolo tem a data de Setembro de 2016, para ser definitivamente assinado. Resta assinarmos a petição abaixo indicada.
«Petição pela desvinculação de Portugal ao "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990" (AO90) no endereço: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=DPAO2013
     


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