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Vegetarianismo

de Maria

em 20 Mar 2016

   Quando compreendemos um pouco mais sobre algum assunto e podemos com o pensamento detalhar, minuciosamente o que estamos a captar, queremos então, naturalmente partilhar com os outros. É uma das razões destas crónicas quando tenho algo a transmitir fruto da minha experiência de vida. Hoje, venho falar de vegetarianismo, pois sou vegetariana há quarenta anos e nesse percurso fica toda uma aprendizagem sobre a “arte” de comer (não de cozinhar) e que me permite viver com saúde física e mental.

Vem isto a propósito de actualmente ser moda o vegetarianismo, principalmente nos jovens que vêm nesta opção apenas uma forma de manterem a “linha” corporal, portanto, sem uma razão altruísta - pelo menos não matar animais para seu próprio sustento – e sem a preocupação com a saúde. Embora a compreensão para não comer carne passe também por outros paramentos mais importantes, como o ideal espiritual. Mas deixemos os idealismos e passemos às razões mais concretas e práticas sobre esta alimentação alternativa.

Assim, actualmente maior parte destes adeptos do vegetarianismo alimentam-se mal, pois pensam que com saladas e sopas ficam bem nutridos. Na verdade, a passagem para o vegetarianismo deixando a carne, um elemento morto e que contém muitas toxinas, naturalmente que dá um bem-estar interno pela renovação e regeneração do organismo, mas com o passar do tempo a insuficiência de nutrientes vai causar carências imunológicas que podem ser difíceis de reparar mais tarde. Como costumo dizer: “como de tudo menos carne e peixe”, ou seja, todos os outros alimentos são necessários, pois a saúde depende dos nutrientes que ingerimos. São os alimentos que repõem as energias e revitalizam os nossos órgãos, principalmente aqueles que mais se desgastam na digestão e, portanto, devemos fornecer ao organismo todos os dias as proteínas, as vitaminas e os minerais necessários e, que são fundamentais para sustentar o nosso corpo.

Grão, feijão, lentilhas, cereais (arroz, massa, batatas etc.), frutas e vegetais, fornecem-nos os nutrientes necessários de proteínas, vitaminas e minerais e ainda os frutos secos imprescindíveis numa alimentação vegetariana, mas cuidado, pois sendo fáceis de consumir, já vêm preparados para serem ingeridos, não se deve abusar destes alimentos.

Ser vegetariano, portanto, não é ser adepto apenas de saladas, ou não comer carne, peixe e seus derivados, mas devem-se substituir estes alimentos pelos que possam fornecer os mesmos nutrientes, tais como o tofu, o seitan e as algas. Para nos alimentarmos precisamos de mestria – é uma aprendizagem, e todos vegetarianos ou não, devíamos prestar atenção ao conhecimento sobre os alimentos e descobrir cada um por si, os mais importantes e necessários ao seu organismo, constituindo isto uma aprendizagem para a vida.

É, de facto preocupante, a tendência dos que aderem hoje ao vegetarianismo, por razões fúteis sem terem conhecimentos básicos sobre nutrição para uma dieta suficiente, portanto, saudável, nem um ideal, pois este ideal estaria por detrás uma filosofia que seria por si só um condutor e, daria uma postura de hábitos correcta. A insuficiência pode levar ao desequilíbrio nervoso afectando a mente e, consequentemente, prejudicar a harmonia no viver. A falta ou o excesso pode vir a ser um grave problema donde, facilmente, pode emergir a doença. Vegetarianismo sim, mas conhecimento também.
     


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