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Exageros

de Maria

em 15 Abr 2020

   A máxima para esta crónica é “o caminho do meio” e, sem ter necessariamente, de apelar ao Budismo, já que esta premissa é universal e, portanto, absolutamente abrangente e lógica para aplicação prática em todas as circunstâncias, embora, seja de facto, na nobre doutrina do Buda que se encontre bem explicito o seu valor mais espiritual.


Se analisarmos certos comportamentos humanos, vemos que por vezes, são extrapolados todos os conceitos de viver ou de como saber viver, de acordo com a sensatez e harmonia. Nas últimas décadas, a avalanche de atropelos para se obter poder e felicidade tem levado a humanidade ao consumo excessivo da sua própria energia, esgotando-a num vórtice sem retorno, e neste esvair, recorre-se a meios cada vez mais esgotantes e perigosos, onde a reposição de energias requer ainda mais energia. Porém, todos sabemos que há um retorno de energias, que é readquirida no sono, mas a restante é produzida durante o dia, através dos alimentos. Deste modo, quanto mais saudável for a alimentação, maior equilíbrio mental e físico, requerendo-se, simultaneamente, um alinhamento ou aprumo espiritual, sem o qual o ser humano não fica completo.

Reportando-me ao momento actual de pandemia (Covid-19), ela veio travar a correria que se levava contra o tempo, pondo a humanidade por inteiro e ao mesmo tempo a sofrer esta situação inédita na nossa civilização e, portanto, planetária, confrontada com a imposição de parar. Este abrandar permitirá, obviamente, recorrer-se ao poder interno, fonte de energia, onde se pode revelar a luz da Transcendência, porque, infelizmente a maior parte das pessoas só o faz, quando se vê em situações aflitivas. Contudo, essa Fonte ou Transcendência, sempre esteve é eterna e, na realidade, ela é a regeneração que a todos abrange e, a todos os níveis, pois ao realizar-se essa Fonte todos os bloqueios, mentais, físicos, psíquicos e espirituais se desfazem.

Agora fechados em casa, obrigatoriamente, prisioneiros, intui-se que esta oportunidade, possa revelar alguma compreensão e, venha a redesenhar, oportunamente, novas atitudes na forma de viver - embora, eu duvide que seja a pandemia - que irá mudar repentina e radicalmente a disposição interna de cada um, numa ascensão espiritual. Creio, contudo, na capacidade humana de reconhecer os momentos oportunos de mudança de hábitos e de pensamentos, onde poderão então sobressair compreensões ou mesmo experiências espirituais que confortam e expandem a Consciência.

Por exemplo, a felicidade que a maioria das pessoas intui poder existir, não se encontra nos divertimentos, na aquisição de bens materiais, nas receitas fáceis na obtenção de poderes ou domínios mentais sobre os outros. De facto, a dispersão mental em que a maioria da humanidade se encontra leva ao descontrolo, ao alienamento da sua Alma ou do seu interior, adormecendo-o quanto ao verdadeiro sentido da evolução humana, que passa também pelo espiritual, o qual, deve alimentar-se tal, como se faz com o corpo físico.

Na ânsia da felicidade no exterior, esquece-se esse bem apaziguador que afinal está bem perto, no nosso interior e na ligação a um bem maior que é o próprio Espírito numa realização espiritual na Transcendência.

Se ainda existem recursos, tal as religiões, elas, porém, também vão sofrendo desvios ou reformas impostas pela necessidade de satisfazer os crentes, ou a moderna forma de viver, com dificuldades de dar respostas que assegurem maior realização espiritual, sem dogmas ou tabus, pois cabe-lhes o dever de conduzir os crentes ao Divino.
Assim, de momento tudo está em causa! O que sobressai no meio deste caos pandémico é o exagero e a negligência da humanidade. Exagero, na obtenção imediata de algo que dê a ilusória felicidade e a negligência, na procura do bem mais elevado e íntimo, que é a própria realização espiritual.

No “caminho do meio”, encontramos formas e fórmulas para prosseguir na vida com inteligência através de escolhas sobre o que realmente vale apena investirmos, não esgotando a energia, pelo contrário ganhando e renovando todo o nosso potencial humano num rumo verdadeiro e nobre; a ligação ao Divino, que dá à Consciência a certeza do Dever cumprido. Esse Dever é o sério compromisso em realizar a aliança, matéria e Espírito para que a coerência e a harmonia se conjuguem na realização humana, mas também espiritual. Que a Luz seja o nosso Guia…
     


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