Fundação Maitreya
 
O futuro das nossas vidas

de Maria

em 26 Dez 2020

  Finalmente se extingue o longo ano de 2020. Mas será que este contar de tempo tem valor real, ou é apenas um parâmetro para nos situarmos na eternidade universal? Seja o que for, no nosso conceito de tempo, também os números têm relevância nesta matemática marcada pelo cirandar dos astros à volta de uma estrela. Que o Sol nos ilumine neste 2021, ano em que todos esperamos seja declaradamente melhor. Os estragos causados por esta autêntica tempestade virológica, nos mostre como o ser humano é capaz de se erguer do meio dos escombros para recomeçar uma nova volta, um novo ano, uma nova vida.

É isso que esperamos: tréguas, bonança, esperança, resiliência e criatividade, onde cada um se reinvente, se aprimore nesta construção. Não só de si mesmo, como da sociedade, para que floresça uma mentalidade mais avançada, organizada e justa.

Há já muitos anos, quantos marcaram as minhas inúmeras viagens a Inglaterra, que digo que este país é o mais bem organizado do mundo pela ordem cívica que encontramos a cada passo. O momento actual confirma-o. Pois, eis, senão quando, após um caos aparentemente devastador - pelo contraditório nas regras de protecção - o Reino Unido apresenta-se pioneiro na vacinação da Covid-19. Estruturaram um plano, organizaram…sim, é a mentalidade. Foi, sem dúvida, a evolução de inteligência que me fez apreciar viver nesse país. Na verdade, a capacidade de organização, numa civilização, num país, numa sociedade, provém da mentalidade colectiva natural ao longo de séculos, onde não há nenhum poder déspota político ou bélico a impor regras ou ordens, mas de um processo natural de evolução, mental e espiritual.

Seja, que a vacina será certa e eficaz ou que venha a ter efeitos colaterais, não importa – o importante neste caso, foi sim, o exemplo de um território organizado.

Convenhamos, que a fatalidade não foi o vírus, mas foi a forma como a humanidade lidou com ele. Nem sempre os líderes políticos e científicos souberam dar a melhor resposta, demonstrando, claramente, que as instituições de saúde em qualquer país não estavam preparadas, tendo por isso, desde o início esperançado a humanidade na vacinação, como um meio de salvação.

Na realidade, temos de usar a inteligência para nos precavermos contra qualquer virose; bom senso, cuidados de higiene, boa nutrição (vitaminas e proteínas), exercício físico, exercício mental e espiritual, para enfrentar este novo ano na construção de algo inédito, sem desânimos, pois este desenvolve uma nuvem depressiva que barra o cérebro incapacitando-o de criar pensamentos úteis.

Temos então, um grande desafio pela frente que nos vai acompanhar por anos e, ao nível planetário considerando os astros que nos assistem nesta rota galáctica, começamos o ano com dois deles bem “juntos”, Júpiter e Saturno, conjugação inédita em 400 anos. Júpiter mais benéfico, protector e expansivo, que por vezes cria demasiada expectativa, que o mesmo é dizer que pode levar ao exagero e, Saturno, por vezes castrador, desafiante, mas indicador de caminho… Esta dualidade vai dar um certo trabalho interior! Contudo, a espontaneidade está sempre à espreita, resguardada para o que surja nos intervalos das pausas mentais, que na sua imprevisibilidade tem mais sabor.

Sou optimista, mas dentro de uma certa margem de ordem, de planeamento não deixando tudo ao acaso, como é tão vulgar nos portugueses, onde depois se aceitam as contrariedades como uma fatalidade. Um bom domínio mental é requerido para uma boa recuperação pessoal, mental e espiritual. Mãos à obra e expulsemos de vez a fatalidade, organizando e vigiando. A hora é sempre aquela que elegemos para começar algo nas nossas vidas; é sempre a actual e a presente!

E com esta imprecisão futura, que ao tempo pertence, nomeadamente o ano 2021, os votos de Bom Ano para todos.

   


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Impresso em 19/1/2021 às 19:00

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