Fundação Maitreya
 
A Vida Desconhecida de Jesus Cristo

de Nicolas Notovitch

em 04 Mai 2006

  A época de Jesus foi uma ocasião grandiosa de movimentação comercial, mas também, do fervilhar intelectual num encontro de civilizações e de descoberta entre os povos dos seus valores culturais e espirituais. Jesus não podia alhear-se disto e, participando deste cadinho evolutivo que a época lhe oferecia, viajando, enriquecera-se na sua humanidade.

A Vida Desconhecida de Jesus Cristo
Na Índia e no Tibete

«Em 1887, o jornalista e médico russo Nicolas Notovitch visita o mosteiro budista de Himis, no Tibete, onde os monges lhe dão a conhecer um manuscrito sobre a vida do “Santo Issah” – um “profeta judeu” em tudo correspondente à figura de Jesus. Segundo o Apócrifo de Himis, Cristo passara os seus anos de juventude e formação (sobre os quais os Evangelhos canónicos são totalmente omissos) na Índia, no Tibete e no actual Irão, estudando as escrituras orientais e aprendendo os métodos tradicionais de cura pela oração; e só depois regressara a Israel, para iniciar a sua vida pública entre os judeus e dar origem a uma das mais poderoso forças religiosas da história da humanidade. Cem anos após a descoberta do manuscrito de Himis, o relato de Notovitch mantém-se flagrantemente actual. A sua autenticidade, defendida por um rol diverso de investigadores ao longo do século XX, de novo vem questionar a “história oficial” de Jesus Cristo, constituindo ao mesmo tempo a explicação que faltava para os misteriosos “anos em branco” de que, numa interessante coincidência, os quatro evangelistas canónicos “se esqueceram”. A presente edição portuguesa inclui o relato original de Notovitch e a transcrição integral do manuscrito budista do mosteiro de Himis».
Editora Occidentalis

Comentário
Sendo o relato de Nicolas Notovitch um bom testemunho histórico da vida desconhecida de Jesus e, não duvidamos do seu trabalho, persiste contudo a dúvida para muitos, de quando começa a realidade e a manipulação tendenciosa dos factos, não só de quem registou esse documento no mosteiro do Tibete e qual a verdadeira data, como pelas interpretações que resultaram depois de pessoas, cujas consciências são pouco alargadas à universalidade. Nicolas Notovitch não se poupou a esforços para desvendar este facto ao mundo, revelando um acontecimento que consideramos absolutamente plausível, a ida de Jesus para o Oriente.
A época de Jesus foi uma ocasião grandiosa de movimentação comercial, mas também, do fervilhar intelectual num encontro de civilizações e de descoberta entre os povos dos seus valores culturais e espirituais. Jesus não podia alhear-se disto e, participando deste cadinho evolutivo que a época lhe oferecia, viajando, enriquecera-se na sua humanidade.
Este relato de Nicolas Notovitch vale a sua leitura pela reflexão e contribui para desvendar um pouco mais da vida de Jesus que tantos quiseram esconder.

Diz o autor:
«Um dia, no decurso de uma visita a um convento budista que se encontrava na minha rota, soube pelo chefe dos lamas que nos arquivos de Lhasa se guardavam memórias muito antigas tratando da vida de Jesus Cristo e das nações do Ocidente, e que alguns grandes mosteiros possuíam cópias e traduções dessas crónicas. Como era pouco provável que voltasse a fazer uma viagem àquele país, adiei o meu regresso à Europa e decidi que, custasse o que custasse, haveria de encontrar essas cópias nos grandes mosteiros. Se necessário, deslocar-me-ia a Lhasa: estava já tão habituado aos perigos das viagens que não seria isso a tolher-me o passo.
Durante a minha permanência em Leh, capital do Ladak, visitei o grande convento de Himis, nos arredores da cidade; e aí o chefe dos lamas declarou-me que a biblioteca monástica continha algumas cópias dos manuscritos em questão. A fim de não despertar as suspeitas das autoridades sobre o verdadeiro fito da minha visita ao mosteiro, e para que não se levantassem obstáculos, como cidadão russo, numa posterior viagem ao Tibete, regressei a Leh e fiz saber que voltava às Índias; e deixei a capital do Ladak. Uma infortunada queda do cavalo, em consequência da qual feri uma perna, forneceu-me um pretexto absolutamente inesperado para regressar ao mosteiro, onde me foram ministrados os primeiros cuidados médicos. Aproveitei a minha curta estada entre os monges para obter o consentimento do chefe dos lamas para que me trouxessem da biblioteca os manuscritos relativos a Jesus Cristo; e, com a ajuda do meu tradutor de tibetano, anotei cuidadosamente no meu caderno tudo o que o lama me lia».

Concluindo, diz Nicolas Notovitch:
«Lendo o relato de Issah (Jesus Cristo), somos desde logo surpreendidos, por um lado, pela semelhança de certas passagens principais com o relato bíblico e evangélico, e por outro pelas contradições igualmente assinaláveis que diferenciam a versão budista das crónicas do Antigo e do Novo Testamentos».

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