Fundação Maitreya
 
Nobre pensar

de Maria

em 27 Jan 2009

  Quando as condições de uma civilização ou de um país, oferecem os meios adequados para o povo viver de forma harmoniosa através dos recursos naturais e de baixo custo, não obrigando a grandes esforços de sobrevivência, pode estimular o desenvolvimento intelectual. Este, por sua vez, favorece a especulação filosófica resultando a criatividade do pensar, dando naturalmente a essa nação, uma cultura própria dentro da literatura, da arte, da ciência, da religião e da espiritualidade.

Se, de facto, as condições de vida são estáveis, permitirá que certos seres mais evoluídos mental e espiritualmente desenvolvam um trabalho mais criativo que se pode manifestar de diversas formas, seja no âmbito religioso, tal um reformador ou inovador de algum movimento, seja no campo literário e científico, seja na arte pela representação, pela pintura ou arquitectura e, tudo que possa abranger horizontes que extrapolem a simples materialidade e impulsionem a maior elevação de pensamento.

Por vezes, uma comunidade (grupo) vem com um fim designado de acolher alguém especial no seu seio, protegendo-o, muitas vezes inconscientemente (faz parte de um karma social colectivo) para que ele desenvolva a sua missão, pela qual levará a sociedade a maior evolução mental e espiritual. Não se trata propriamente de Avatares ou de Messias, mas de seres que, embora tragam evolução espiritual avançada, permanecem identificados com a própria comunidade ou núcleo social, pois é essa própria comunidade que lhes dá essa possibilidade, beneficiando-se ela própria a longo prazo, bem como ao próprio país. É desta forma que uma civilização avança; não só maior riqueza material (quando bem aproveitada) permite uma sobrevivência mais calma, como, e por esta razão, se desenvolve mais o pensamento criativo, fazendo evoluir a cultura de uma nação.

A nossa civilização, actualmente, vive sob certa ambiguidade de valores, pois se por um lado, parece que estamos numa recta evolutiva, única pelos avanços tecnológicos (caso das comunicações) e das descobertas científicas principalmente no campo da astronomia e medicina, por outro, vemos uma decadência humana tragada pela violência, crimes, terrorismo, drogas e álcool, desgastando a humanidade, onde todos sofremos as consequências. Se não é pelo crime violento, é pela corrupção, pela fraude fiscal, pela manipulação e por tantos outros factores degradantes que nos levam a viver o caos, confirmando-se que de facto, estamos a viver na era do Kali-yuga ou era do obscurecimento.

Não obstante, haver uma vanguarda de seres mais evoluídos espiritualmente, uma outra parte da humanidade caminha para a decadência, perdendo o fio condutor espiritual que a possa despertar da letargia mental, já que, como adormecida, sem consciência da ligação superior, vive numa grande confusão de valores. Enganam-se aqueles que se regozijam de que esta era da tecnologia e ciência assegura a evolução requerida para a humanidade, se não a completarem com os valores morais e espirituais. Compreende-se porque de tempos a tempos têm de “descer” à Terra Avatares para repor na humanidade os valores corrompidos por eras e eras. Naturalmente que Eles vêm pela necessidade...

Corre pelo mundo a frase dos “cientistas” (referida na crónica “Babilónia” Outubro/2008) de entre eles Richard Dawkins (também referido na crónica “Vida Original” de Maio/2008), um ateu, dizendo que Deus não existe, acrescentando o “provavelmente”, para não chocar tanto a sensibilidade dos crentes: obviamente, para eles não existe mesmo. Mas é compreensível tal propaganda no mundo, vindo dos Darwinistas (evolucionistas) que são aqueles que acreditam serem descendentes de macacos, segundo as suas próprias convicções, portanto, designando-se a si próprios como os “filhos de macacos”. Se assim é, “provavelmente” é porque não obtiveram ainda a verdadeira e consciente ligação ao divino ou acendido a “chispa divina”.

De facto, não há que ter receio de tal frase, pois a convicção de algo superior a nós ou de uma Inteligência superior a que chamamos divina, está no interior de cada um, e só cada um, a pode reconhecer, não havendo risco de ser contaminados pela dúvida ou mesmo pela negação: vem de uma certeza interior.
Mesmo que sejam poucos ou havendo ainda uma reduzida percentagem dos que realizam Deus dentro de si, já constitui um garante de evolução espiritual para que se cumpra algo do Plano Superior. Porém, convém lembrar que só a crença ou fé sem realização não é suficiente, podendo ser abalada facilmente por influências; apenas a concretização da Integração na Unidade não permitirá jamais sujeitar-se a descrença. E só estes, os que por realização interna desfrutam da harmonia e da felicidade divina, podem levar por diante a evolução na Terra arrastando uma parte da humanidade com os seus exemplos.

Na realidade, é de forma individual que nos compete evoluir humana e espiritualmente, manifestando em nós mesmo o divino; a cada um cabe cumprir o seu destino – karma e dharma – sendo apenas dono dos seus actos. Ninguém é culpado da nossa infelicidade ou felicidade, ambas criamos individualmente pela responsabilidade e, por si só, cada um deve responder.
Os cientistas ao querer influenciar as massas com tal propaganda, acumulam mais karma não só para eles como para a restante humanidade conivente com tal pensamento: o que se semeia colhe-se. Fomentam ondas de descrédito, de negligência (preguiça mental) e de irresponsabilidade, preferindo descartar e negar os problemas, engendrados tanto no passado como já nesta vida, a serem confrontados com problemas existenciais, pois, segundo a propaganda dos ditos cientistas, “a vida é para se viver feliz sem problemas”.

Ora, questionar sobre a existência e sobre a nossa posição no Universo é um direito pessoal que todo o ser humano deve assumir, já que é fundamental usar o pensamento (aquilo que nos distingue dos animais), para chegar a compreensões e obter respostas esclarecedoras, à medida do entendimento de cada um, que de outro modo não teria valor ou mérito próprio. Ao longo da história da humanidade foram exactamente aqueles que souberam enfrentar as questões sobre a existência, que mais contribuíram para maior avanço do pensamento humano pela sabedoria e integridade, tais como Pitágoras, Sócrates, Platão, Leonard da Vinci, Buddha e Jesus. Souberam pensar!
Quando a humanidade é arrastada pela propaganda de um líder acaba estupidamente frustrada e por vezes já sem possibilidades de remediar os males – pois tantos déspotas têm levado a humanidade a sofrer sérios desgastes emocionais, psíquicos e físicos, de forma bárbara. Conduzir massas é saber e querer manipular a mente dos outros.

De facto, encontrar resposta à vida ou saber a razão da existência por nós próprios e a questionar onde estamos, o que fazemos e como nos poderemos aperfeiçoar, ajuda ao crescimento humano, dá responsabilidade e enobrece o pensamento.
Dizem eles, os propagandistas: “vivam uma vida feliz”. Sim? Pela inconsciência? Pela via da negligência como diminuídos mentais? Onde estão os limites para o domínio humano nos seus desejos e paixões sem freio? Não será isto verdadeiramente primitivo? Que alternativa dão estes falhados da Luz? Será que a humanidade quer ser guiada por estas limitações, sem que cada um pense por si próprio, petrificando o pensamento?
O grande problema é que uma grande parte dos seres que constituem a humanidade tem a mente confusa, fácil de conduzir e de influenciar, mas acredito que uma outra parte tem brio no seu pensar.
E aqui vos deixo um belo tema para reflectir sobre a razão da Existência, de Deus.
   


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Impresso em 25/8/2019 às 17:03

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