Fundação Maitreya
 
Célula Divina

de Maria

em 21 Abr 2013

  Célula Divina é o livro que resulta de uma permanente e longa prática de meditação que me proporcionou estar atenta aos mecanismos do meu cérebro, observando as múltiplas reacções desencadeadas pelos impulsos emocionais e espirituais. O contexto mais explorado por mim tem sido na base da realização espiritual, atendendo ao que as experiências místicas provocam no cérebro e, como o cérebro pode criar e recriar-se mediante essa concretização espiritual, desencadeando processamentos neurais, que activam (fazem desabrochar) as células a que chamo divinas.

Texto de apresentação do livro "A Célula Divina", no seu lançamento.

Elas já fazem parte de nós à nascença, está no nosso ADN, mas é nos processos de pureza interna - melhoramento de carácter e o emergir qualidades e virtudes - e de apelo espiritual - momentos espontâneos de aspiração a Deus -, que se vão manifestando ao longo do caminho de uma vida pela realização espiritual e humana: elas vão “reluzindo” cada vez mais.
Verificamos como os avanços da ciência, nomeadamente, a neurociência tem obtido conclusões surpreendentes nas investigações sobre os mecanismos cerebrais, mas são sempre na base materialista ao atribuírem certos resultados a meras funções mecânicas, incluindo até o êxtase religioso.

Ora, na realidade é ao contrário; são os apelos internos espirituais, como a fé, o altruísmo, a coragem e principalmente a aspiração e o amor a Deus que fazem desencadear movimentos cerebrais que estimulam os neurónios em certas áreas, produzindo substâncias químicas (aminoácidos); despoleta então, momentos de bem-estar, até mesmo o êxtase, que através de correntes energéticas afecta outros órgãos do corpo, incluindo o coração. Ou seja, os estímulos espirituais que provêm da Consciência é que afectam o cérebro. O cérebro em si, acaba por ser de facto, uma máquina que precisa de “combustível” para trabalhar e esse é garantido pela Consciência. (Pág.62). Refuto assim, a tese da ciência de que a Consciência nasça do cérebro; defendo que é o cérebro que está ao serviço da mente, sendo esta que provém da Consciência.
Como são intenções do nosso próprio foro íntimo de apelo ao bem ou a Deus manifestam-se, obviamente, de forma mística e espiritual despoletando o amor incondicional, que sublima e expande naturalmente o coração. Quem o realiza sabe que está a acontecer uma ligação mais consciente com Deus e consigo mesmo e, isto, não é apenas o que faz o caminho pessoal humano e espiritual de cada um, como também nesse desencadear de energias e vibrações que envolve o cérebro ou a mente num todo, contribui para um acréscimo de inteligência. É, desta forma, que as células divinas emergem um pouco mais pela pureza dos nossos apelos, intenções e realizações.

Portanto, continua válido em nossos dias, aquilo que de mais precioso nos ajuda a ser humanos mais completos; o aperfeiçoamento de carácter no sentido de realizarmos maior pureza, para então, sermos mais conscientes da componente espiritual ou divina que transportamos “religiosamente” à nascença. São, de facto, fundamentais todos os esforços para o auto-conhecimento e, que nos podem indicar os pontos principais das nossas emoções, afectos e desejos que devemos melhorar, relacionando-nos simultaneamente e, cada vez mais, com a
Fonte Divina. Os esforços conduzem a que nos tornemos:

Mais inteligentes – clareza e agudeza mental para decidir correctamente sobre a nossa própria vida.

Mais altruístas – o bem dos outros incluindo o serviço ao mundo desinteressadamente.

Mais criativos – revelação de expressões literárias, de arte e tantas outras manifestações, como projectos universais, criação de grupos que envolvam o bem da humanidade, tanto científico ou sociais, quanto espirituais. (Pág.68).

É evidente que quando falo de mais inteligência está ligado a maior expansão de consciência, que por sua vez, proporciona ao ser humano maior visão sobre si mesmo e sobre o universo, revelando novas e profundas compreensões, bem como qualidades e percepções mais alargadas da realidade material e espiritual; as chamadas visões ou percepções alargadas ou transcendentes devido à clareza mental e à entrada nos mundos superiores espirituais. As intuições transformam-se em saber, a vontade em determinação e a fé em certeza, principalmente a certeza de Deus. Tudo isto é fruto do desenvolvimento espiritual pela vontade própria, que contribui para a evolução do cérebro-mente e vice-versa. A vontade e o propósito são os aspectos que suportam uma vida espiritual consciente e está por detrás de todos os fenómenos subjectivos e objectivos. (Pág.31)

O caminho pessoal consciente leva-nos a experiências vivenciais de elevada vibração, as quais constituem planos espirituais de energias de amor, de inteligência e de compaixão. Ao viver-se nessas estâncias mais puras, tem repercussões no nosso Ser, pois constitui um mérito alcançar tais vivências, que pode então, descer a Graça, a mística revelação espiritual, ou cristianizando a linguagem, a descida do Espírito Santo. A ideia de que a descida do Espírito Santo capacita a ver para além da matéria, a falar línguas desconhecidas ou visões sobre o futuro é no sentido de quem se realiza espiritualmente, podem emergir valores e virtudes fora do comum.
Muitas pessoas hoje em dia estão prontas a receber estas forças espirituais, mas infelizmente não sabem como nem porquê, nem de onde vêm, pensando que é algum privilégio, convencendo-se que são especiais. Sim, há de facto, qualquer factor, especial para a descida da Graça, mas ela advém de algum esforço pessoal, no sentido do melhoramento como ser humano, que se qualificou recebendo então esse mérito.

Quanto mais consciente for esta vivência, mais profundamente fica registada no cérebro e em todo o sistema mental e espiritual como um dado realizado e adquirido por si mesmo, sendo então estes avanços, uma realidade da própria concretização espiritual. Isto é o que faz o nosso Caminho…E isto é que faz a evolução do homem, pois é no cérebro que ficam registados material ou fisicamente esses impulsos mais divinos, fazendo desimpedir obstáculos mentais à clareza de pensamento e a aumentar a inteligência. Resulta naturalmente, de ligações neuronais estabelecidas a partir de substâncias químicas existentes no próprio cérebro, mas com os estímulos mentais, acresce a sua produção. Ficamos, então, com mais consciência do conhecimento de Deus na base da união, que não deixa dúvidas a quem o realiza.

Se há ateus e até mesmo no seio da ciência se revelam facções mais materialista é porque desconhecem ainda este prodígio humano, em que cada um se faz a si mesmo cada vez mais inteligente e divino. É a meta humana – a conjugação humana e divina. Ela está na nossa Consciência - o cérebro é apenas o veículo dessa manifestação. (Pág.20).
Todo o propósito espiritual leva à abertura e expansão dos nossos centros etéricos onde o principal é o centro do cérebro ou coronário, já que é através deste que se faz a ligação consciente à Inteligência Cósmica. A meditação praticada com o propósito espiritual é uma energia de potência incalculável e que contribui para o desenvolvimento da evolução a todos os níveis, tanto pessoal, quanto universal. É no silêncio que advém da meditação que o cérebro se recria e beneficia todas as funções mentais, contribuindo para o equilíbrio do corpo físico no seu todo.

Quando nos propomos meditar há energias que convergem; as nossas provenientes da nossa atitude mental e corporal e das energias que atraímos dependendo do propósito da meditação. Essas forças que pomos em movimento, tais as internas e que são emanadas dos nossos centros nervosos ou energéticos repercutem-se nos nossos corpos etéricos, que são por sua vez, o receptáculo das correntes de energias externas ou dos ambientes que nos rodeiam tanto material, quanto espiritual. Quanto mais elevado for o propósito, mais se recebe de planos superiores espirituais. É uma verdadeira confluência de forças físicas, etéricas e espirituais.

Hoje pratica-se meditação mais baseada nos aspectos físicos, sem qualquer conhecimento espiritual e da sua finalidade. A meditação é um acto religioso e tem um objectivo: a união com Deus. Ter em conta também, que embora as pessoas se polarizem no aspecto físico, não deixa de desencadear movimentos a outros níveis etéricos e astrais, revelando forças que depois não conseguem controlar.

A influência que emana de um ser verdadeiramente sincero no seu caminhar espiritual contribui para o despertar espiritual de muitos outros seres encarnados fisicamente, bem como, influencia outras esferas de evolução. É uma verdadeira alquimia grupal.
O objectivo da evolução humana é desenvolver o amor inteligente ou a inteligência e o amor no seu total de interacção ou expressão superior que é o amor Divino. (Pág.75)
   


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